Boas Festas e Boas Leituras!


Porque é tempo de descanso e relaxamento, porque não a companhia de um bom livro, na interrupção lectiva de Natal?
Podes requisitá-lo na Biblioteca ou ler online, na Biblioteca de Livros Digitais que, desde 7 de Dezembro, apresenta propostas de leitura organizadas por faixas etárias!
Aos Pais e Encarregados de Educação renovamos o apelo enviado no marcador, que entregámos através dos Vossos filhos, "Neste Natal, ofereça um livro ao seu educando!" (junto com a prendinha).
Lembrem-se de que "(...) é tão bom ser pequenino, ter pai, ter mãe, ter avós(...)"!

Boas Festas e fiquem bem ao som dos OqueStrada em "Se esta rua fosse"!

Concurso Nacional de Leitura

A preparar a sua participação no Concurso Nacional de Leitura estão os nossos alunos do 3º ciclo. Boas leituras para uma boa prestação nas provas, 1ª fase, a nível de escola, que decorrerão no início de Janeiro!

Guias de Portugal - Hora do Conto

A Associação Guias de Portugal de Celeirós planificou desenvolver um Projecto de Leitura cujos destinatários são as diferentes Patrulhas e seus familiares e amigos, em particular, e toda a comunidade educativa, em geral! Mas, como pretendiam que as actividades de apresentação das leituras efectuadas se realizassem à noite, lembraram-se de que de a nossa biblioteca abre à noite.
Estabeleceram, por isso, uma parceria com a Direcção/ Biblioteca e, hoje, pelas 21h, a Patrulha Joaninha (constituída por alunas da EB 2.3) "contou" a história "A Primeira Prenda do Pai Natal", integrada na obra "2 Histórias de Natal" de Alice Vieira, aos cerca de 36 familiares e amigos que não quiseram faltar a esta tão interessante iniciativa! Estão de parabéns as nossas alunas, as chefes de patrulha e os que participaram!

Campanha "10 Milhões de Estrelas"

A campanha “10 milhões de estrelas” é uma iniciativa da Cáritas Portuguesa que visa sensibilizar para a paz, angariar fundos para a ajuda a famílias carenciadas e construir a “Casa Alavanca”, projecto que se destina a apoiar mulheres vítimas de violência doméstica na Arquidiocese de Braga.
A turma do 6ºA foi incentivada pelos professores António Martins e Lucinda Araújo, em Área de Projecto, cujo tema é a solidariedade, a participar nesta campanha. Os alunos aderiram tão entusiasticamente que venderam cerca de 600 velas angariando,aproximadamente, 600 euros. Nesta turma, destacaram-se os alunos José António e Filipa Martins que venderam 132 e 104 velas, respectivamente.
Participaram, também, nesta campanha as turmas do 5ºD, 6ºD, 6ºE e 9ºB.
Assim, hoje, na BE/CRE, entregaram-se, ao Dr. Nuno Santos, Técnico da Cáritas, cerca de 1000€, que ele muito agradeceu em nome da instituição que representa.
Os alunos presentes comprometeram-se a, na próxima campanha, empenharem-se, ainda, mais e a motivarem outros colegas a aderirem a tão nobre causa!



Alterações Climáticas - Acções

Participar é, seguramente, um acto de civismo! Pode, ainda, ser divertido.
Aqui deixamos duas ligações para, se quiseres, o fazeres! Clica nas imagens!

Maltrato Zero

A Organização Ibero-Americana da Juventude (OIJ) e, em Portugal, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e o Instituto Português da Juventude (IPJ) promovem, até Outubro de 2010, a campanha "Maltrato Zero".
O objectivo é alertar a sociedade para a necessidade de denunciar situações de maus tratos e combater esta realidade!
Esta campanha é, especialmente, dirigida à população jovem dos 22 países ibero-americanos.
Para saber mais sobre esta iniciativa clica na imagem!

10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos


Direito à Terra, Planeta ameaçado!
Dever de respeitar a Terra e todos os seus seres vivos!


Dezembro é tempo de, em Copenhaga, se discutir o nosso futuro e encontrar soluções!
Para saber mais e participar clique na imagem à direita!
Para participar nas iniciativas do Greenpeace clique aqui!

Actividades culturais organizadas pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e os seus parceiros culturais convidam-nos a participar nas actividades previstas de 9 a 12 de Dezembro.
A entrada é livre.

Uma Aventura Literária 2010

Está aberto o Concurso "Uma Aventura…Literária 2010" destinado a alunos dos 1º, 2º, 3º Ciclos e Secundário.
Podes participar com: Texto original, Crítica, Desenho, Teatro e Olimpíadas da História.

Os trabalhos terão que ser enviados até 15 de Fevereiro de 2010 (data dos CTT).
Para concorreres on-line, consultar o regulamento e outras informações clica no Cartaz!

Criatividade

Nesta quadra que deve ser de alegria, cantar e dançar podem ajudar a aliviar o peso causado por "esta chuva persistente" e, ainda, "tocadinha a vento"!
Aqui deixamos duas danças muito criativas ! Agradecemos à nossa professora Margarida Castro e à professora bibliotecária do Agrupamento de Escolas do Mosteiro e Cávado por nos facultarem os 1º e o 2º endereços, respectivamente!

O Primeiro Natal em Portugal

É véspera de Natal. Mas não para Irina. Para ela só será Natal a 7 de Janeiro, quando as aulas tiverem recomeçado.
A mãe aproveita umas horas extra, na pastelaria, para preparar fornadas de bolos-reis.
O pai, antes de sair, marcou-lhe páginas e páginas de trabalhos de casa. É preciso, para poder acompanhar os colegas,
Folheando o dicionário, a pequena ucraniana procura as palavras portuguesas que há-de escrever em frente das que tão bem conhece.
ОЛiВЕДЬ — lápis
ЗОШИТ — caderno
КИГА — livro
ШКОЛА — escola
Tudo diferente! Até o abecedário... Na escola, os outros fazem pouco dela e chamam-lhe “língua de trapos”. Que quererá isso dizer?
Vai à página 190, logo em seguida à 293. Era de calcular...
Tem, no entanto, orgulho em ser a melhor a matemática. Ninguém a bate em contas. Quando a professora entrega os testes e lhe dá vinte, há sempre um grupinho irritado que, no recreio seguinte, se junta, numa roda, à sua volta, cantarolando:

Irina, Irina, Irina,
Que menina tão fina!
Tem cara cor de sal,
Olhos cor de piscina.
Cabelos cor de margarina.
Ai, doem-te as saudades?
Vai tomar aspirina.

Na Ucrânia deixou tantos amigos...

Evita aqueles olhos escuros que se fixam nela, uns curiosos, outros trocistas, outros indiferentes.
Sente-se como uma extraterrestre. Porque é que os pais a mandaram vir?
Isola-se no recreio, a um canto, tentando desvendar a algaraviada das conversas. Às vezes, o Afonso murmura-lhe ao ouvido um segredo:
— Pareces uma fada!
E foge logo a correr.
Que palavrão será “fada”? Nem vale a pena procurar no dicionário. Algumas palavras que lhe dizem nem sequer lá vêm. A princípio ainda perguntou à mulher da limpeza o que significavam mas ela empurrou-a com a esfregona.
— Ordinária! Estes imigrantes mal sabem falar mas fixam logo a porcaria... Porque não voltam para o sítio de onde vieram?
Com lágrimas nos olhos, Irina vai agora à janela e vê as luzinhas acender e apagar nas árvores despidas. Por trás das paredes deslavadas das velhas casas, decerto se celebra a consoada. Como será?
Doze pratos se punham na mesa de festa no Natal da sua terra. Uma em memória de cada apóstolo.
É Natal em Portugal. Que interessa? A família está dispersa. A mãe a fazer bolos-reis que não vai provar porque para os ortodoxos é tempo de sacrifício e jejum. O pai lá anda, na construção civil. Como mais ninguém queria trabalhar na noite de 24, foi, sozinho, pintar um café que está a ser remodelado, ao fundo da rua. Os dois irmãos mais novos ficaram em Priluki, lá longe, com a avó.
Irina aquece a sopa e arranja uma sandes de queijo. Como pesa o silêncio!
De repente, sente um grito abafado no andar de cima. Algum assalto? Alguém que caiu? Não sentiu passos nem o baque de uma queda...
Com o coração a bater, põe-se a espreitar pelo óculo. Nada!
— Acudam! Acudam!
Mais ninguém se encontra no prédio. As lojas do rés-do-chão estão fechadas, os vizinhos do primeiro andar foram de férias. Por cima, na mansarda, mora uma rapariga nova, gorda, pálida.
Irina abalança-se a subir. A porta encontra-se apenas encostada e a miúda entra, a medo. Já ninguém grita. Um gemido fraco ecoa ao fundo do corredor.
Haverá feridos? Tem horror ao sangue. Por um momento, pensa em voltar para trás. Mas prossegue, pé ante pé, até ao quarto.
Deitada na cama, a moça, que ela conhece de vista, geme, agarrada à barriga enorme. Irina aproxima-se, repara que está alagada em suor.
— Ladrão atacar tu? Estar doente?
Tremendo, a outra responde:
— Chama o 112. O bebé vai nascer.
Que será o 112? Estará ela a delirar? Quase desfalece.
Então Irina precipita-se pela escada abaixo. A rua encontra-se deserta. Não conhece ninguém nas redondezas. Corre até ao café onde o pai está a pintar paredes.
— Pai, pai! — grita ela.
Anton desce do escadote, pousa o rolo, inquieto ao ver a filha naquela aflição.
— Que foi? Aconteceu alguma desgraça?
Mal sabe o que se passa, marca um número no telemóvel, dá a morada, pede urgência. Segue-a em passo apressado. Sobre eles desaba uma chuva gelada. Ficam com os cabelos a escorrer, encharcam os sapatos nas poças que, num instante, se formam.
Chegados ao prédio, o ucraniano galga os degraus dois a dois, entra sozinho no quarto da vizinha. A filha fica à espera.
— Irina, ferve uma panela de água. Traz-me um frasco de álcool, uma tesoura, toalhas.
A miúda obedece, confusa.
— Traz-me roupa lavada, para me mudar!
O pintor despe o fato-macaco, sujo de tinta e de pó, na casa de banho, enfia uma camisa branca, umas calças desbotadas. Esfrega as mãos e a tesoura com álcool.
— Irina, a água já ferve?
De novo no quarto, fala pausadamente com a rapariga, em voz alta. Ouve-se tudo cá fora.
— Força! Coragem! Está quase...
De súbito ouve-se o choro de um bebé.
— Entra, Irina — diz, pouco depois, o pai. — Vem ajudar. Já és crescida.
Entrega-lhe o recém-nascido.
A rapariga, na cama desalinhada, sorri.
— Embrulha-o num xailinho. Está na gaveta do meio.
Irina aconchega aquele corpo tão pequenino e frágil. Embala-o devagarinho, como fazia com as bonecas. Uma minúscula mãozinha aperta então o seu polegar.
O alarme de uma ambulância apita. Pára à entrada do edifício. Duas enfermeiras precipitam-se pela porta dentro.
— Então, viram-se atrapalhados? Um parto faz sempre confusão, principalmente aos homens.
— Sou médico — confessa o ucraniano. — Mas, em Portugal, ando nas obras...
As enfermeiras cruzam um olhar subitamente triste. Examinam a criança.
— O bebé nasceu no dia de Natal. É o nosso Menino Jesus.
A mãe olha para o homem e pergunta:
— Como é que o doutor se chama?
— Anton.
— António? Quer ser o padrinho? Vou pôr-lhe o seu nome.
As enfermeiras levam a rapariga e o bebé para a ambulância.
— Vão dar um passeio até à maternidade. Estão ambos óptimos.
— Manhã nós visitar! — exclama a garota.
Já passa da meia-noite. Pai e filha descem até ao patamar do primeiro andar. Na escada nunca há luz. Felizmente a gente do 112 usa lanternas... Mas, logo que o pessoal da ambulância se afasta, a escuridão instala-se. Às apalpadelas, o pai mete a chave na fechadura. Tropeça num embrulho.
— Que será? — espanta-se ele. — Esta é uma noite de surpresas.
Sobre o tapete de cairo está um embrulho enfeitado com um laçarote cor-de-rosa. Traz um bilhete preso com fita-cola.
Para uma fada loura.
com amizade
A menina abre-o. É um conjunto de canetas de ponta de feltro.
— O Pai Natal português não se esqueceu de ti — ri-se o médico.
— O Afonso é a única pessoa que me trata por fada — replica a Irina, um bocadinho corada.
Corre para o dicionário, passando as páginas até à número 159 e exclama, radiante:
OЗНАКА — fada
Depois, pega numa folha de papel e desenha, a amarelo, uma estrela a brilhar, a brilhar, a brilhar.


Luísa Ducla Soares, "Há sempre uma estrela no Natal", Porto, Civilização Editora, 2006

Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão

Livro do Mês:"O Rapaz de pijama às riscas" de John Boyne

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado à leitura autónoma.
A história é triste, muito triste, mas bonita, cheia de conteúdo, cheia de sentimentos. Fica aqui a sinopse do livro e também a sua recomendação. Este livro promove os valores da tolerância, da amizade e da igualdade!
Sinopse -Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…
Será interessante leres o livro e depois veres, na BE/CRE, o filme baseado nesta história !

Expressão dramática




O professor Simão ofereceu à biblioteca um CD com alguns dos trabalhos realizados pelos alunos das EB1 de Guisande e Oliveira S. Pedro, no âmbito das Actividades Extra Curriculares (AEC), no passado ano lectivo. Aqui deixamos uma pequena mostra que pode inspirar a realização de outros trabalhos, por exemplo para a quadra festiva que se aproxima!