As Guias de Portugal e A Hora do Conto com a Família

No dia 16 de Dezembro, às 20h., os pais estiveram na Biblioteca Escolar.


Leitura dramatizada do conto "O Pai Natal Preguiçoso e a Rena Rodolfa", de Ana Saldanha


Os pais adoraram ver as suas crianças representar. Isto levar-nos-á a repetir a actividade ou outras que envolvam os nossos alunos.


Por fim, houve um diálogo ameno, requisição de livros e compra de livros na pequena feira do livro usado.

Os nossos Contadores de Histórias


A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS de HANS CHRISTIAN ANDERSEN

Era uma vez… uma menina com uma história tão parecida com a história desta que vendia fósforos, na rua, na Noite de Natal!

A HORA do CONTO, dinamizada pela Carla Martins do 7º B, nº5, aconteceu no dia 15 de Dezembro de 2010, pelas 12h, e 45m. na Biblioteca Escolar. A história A Pequena Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen, tão conhecida de todos nós, continua a dar que falar entre os mais novos.

Beethoven, um génio inesquecível!



Quantos anos faria, hoje, Beethoven? Há quantos anos nasceu?

Contadores de Histórias

Bolo-Rei
Todos os anos, quando os velhos Reis Magos acabam de atravessar a pequena estrada de areia que se esboça entre caminhos de musgo e lagos feitos de bocados de espelho partido; quando a estrela de prata que se suspende entre os dois exemplares de “A Paleta e o Mundo” de Mário Dionísio se recolhe para regressar à velha caixa de papelão, com trinta anos de viagens, cheia de bocados de jornal amachucados que ainda guardam notícias de dias que já foram e onde se embrulham os cordeirinhos, os pastores, as oferendas várias que o Menino Jesus recebeu, apesar de já lhe faltar a mãozinha direita que alguém partiu em excesso de limpeza; todos os anos, dizia, recordo a história que o Fernando Midões me contou, certa tarde em que misturámos poemas com lágrimas.
De calças à golfe, lacinho à Baptista Bastos, fato de ver a Deus e celebrar o Dia de Reis, Fernando foi com a mãe jantar a casa das senhoras, gente de talher de prata, criadas de avental branco e crista engomada, cheias de silêncios e reverências.
Com olhos de amora madura, esse sorriso que ainda hoje conserva, sempre molhado de uma melancolia que tem de adivinhar-se mais do que ver-se, Fernando entrou na sala de jantar das anfitriãs, cujas portas só o espírito natalício abria, raros que eram os gestos de caridade e partilha. Assim se explicava a presença do rapazinho e sua mãe, viúva recente e que ali trabalhava de manhã à noite, para que a vida se assemelhasse ao que já fora.
Servidos os manjares da época: a canja onde as bolhas de gordura lembravam pequenos sóis fumegantes, o leitão de maçã vermelha na boca que olhava Fernando em gritos de sufoco que só ele, poeta em germinação, conseguia ouvir; os fritos vários que nas travessas exibiam a abastança, chegou finalmente e foi colocado em lugar de honra, no centro da mesa, ladeado por dois castiçais onde as velas vermelhas ardiam, o bolo-rei, roda magnífica de cores, frutas, pinhões, bocados de açúcar que lembravam neve e cujo esplendor ofuscava o dourado das filhós, os reflexos das garrafas de licor, o brilho dos copos de cristal.
Fernando, pequenino, queixo tocando a toalha de renda, olhava aqueles mistérios de cor e perfume e falava, falava, dizia coisas tão a propósito que as senhoras, enlevadas, não se cansavam de sorrir e felicitar a mãe que tal filho tinha. Então, a mais velha, cabeção de renda e camafeu de marfim a fechar as golas, pega na faca de prata e com solenidade, meticulosamente, parte o bolo. A criada ajuda à distribuição nos pratinhos de sobremesa.
— Agora, não se esqueçam: aquele ou aquela a quem calhar a fava terá de pagar o bolo-rei no ano que vem!
E entre comentários de enlevo, gula, elogios à tessitura e ponto ideal do levedo da massa, à abundância das frutas, à maciez e agrado do paladar, se comeu a sobremesa.
A prenda calhou à criada.
— Que sorte! Mostre lá!
— Olhe que medalha tão bonita! Parece uma libra de verdade. Até pode usar no fio que ninguém diz que não é autêntica.
— E tu, Fernandinho, não acabas de comer a tua fatia de bolo?
— Come que está bom e fofinho!
Fernando, subitamente silencioso, abanava a cabeça em negativas.
— Então, filho! Não sabes falar? Responde às senhoras: queres mais um bocadinho de bolo?
— Ao menos acaba esse!
— Está cansado, coitadinho! Deixe-o lá.
Fernando baixava a cabeça, cabelos lisos na testa. A noite ia adiantada. A Miguel Bombarda, onde moravam, ainda ficava longe. Sim, minha senhora, amanhã às oito cá estarei, se Deus quiser, para cortar o vestido novo e pôr em prova a saia do “tailleur”. Foi uma noite muito bonita. Muito obrigada! Fernando dá um beijo às senhoras e agradece. Diz obrigado, Fernando!
Fernando deu o beijo às senhoras, esticou a cara, pôs-se em bicos dos pés, encheu os olhos de gratidão.
— Diz obrigado, filho! Mas o que te aconteceu?
— Deixe-o lá, coitadinho, perdeu a língua. É o sono, não é?
Descem o elevador, abrem a porta da rua. A mãe, agastada, ralha:
— Mas que vergonha! Umas senhoras tão boas, recebem-nos como família, estavas a portar-te tão bem e agora isto, nem uma palavra de agradecimento, nem boa noite, é esta a educação que te tenho dado? Se o teu pai fosse vivo…
Então, já na rua, o frio de Janeiro a gelar-lhe as mãos e o nariz, a névoa a transfigurar a rua e as pessoas, Fernando, finalmente, abre a boca e lá do fundo deixa voar o mistério da sua inesperada mudez:
— É que me calhou a fava, mãezinha. Eu sei que tu não tens dinheiro para, no ano que vem, comprares um bolo-rei igual àquele.
E, na palma da mão pequenina, cuspiu a fava que ali nascia, quente ainda, do esconderijo em que estivera.
E ainda hoje, nas horas mais dolorosas, quando se esquece de mastigar a comida que arrefece no tabuleiro da cantina e prefere viajar no país da infância, Fernando Midões, meu irmão mais antigo, sente a ternura solidária do abraço e o húmido das lágrimas com que a mãe o aconchegou junto de si.
Sem palavras, mãe.
Sem palavras.

Maria Rosa Colaço
Viagem com Homem dentro (adaptação)
Leiria, Editorial Diferença, 1998
 

Direitos Humanos

PROSEPE e a Floresta Autóctone

O pão de bolota é castanho, saboroso e único. Foi confeccionado num espaço polivalente da nossa Biblioteca. Os alunos do 1º ano da EB1 da Cruz participaram, cumprindo todas as regras de higiene, na sua confecção.
À pergunta "Qual é a árvore que dá bolotas?", responderam que era o boloteiro!
Concordam?
Nestas idades, certas respostas têm muita graça!
O pão de bolota foi todo!
No próximo ano, haverá mais!
A professora Isabel Pinto e a professora Suzel trouxeram à BE a riqueza da Floresta Autóctone, através de uma exposição e de experiências.

Dia 5 de Dezembro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva


Fátima Marinho

"O Grande Voo do Pardal", de Lídia Jorge

Narrativa sobre o valor da amizade e sobre a sua acção transformadora (e regeneradora) na vida humana, o mais recente texto de Lídia Jorge capta os leitores desde o primeiro momento, prendendo-os à história dos afectos entre um homem e um pequeno pardal. Este parece conseguir acordar sentimentos protectores e muda por completo a vida (mas também os comportamentos e os valores) do homem, fazendo-o descobrir alegrias desconhecidas e o valor da partilha e dos afectos, sobretudo quando vividos em liberdade. As ilustrações de Inês de Oliveira sublinham, com subtileza e expressividade, a tonalidade dominante na narrativa, cristalizando a união entre o homem e o pássaro e proporcionando ao leitor diferentes perspectivas dessa original ligação. Para além dos afectos, a representação do voo simboliza a liberdade que também é mote central.

         (Ana Margarida Ramos)




O JI da Cruz esteve na Biblioteca Escolar com a Hora do Conto. A História eleita foi "O grande Voo do Pardal", de Lídia Jorge. Os meninos vão regressar, porque esta foi, entre tantas outras, uma experiência enriquecedora.

Dia Mundial da Pessoa com Deficiência

Personagem Enigma

A imagem de Hans Cristhian Andersen surgiu em forma de puzzle. Os alunos de 5º ano não tiveram dificuldades em identificá-lo. Contudo, outros confundiram-no com Marcelo Rebelo de Sousa. A primeira aluna a identificá-lo foi a Leonor, nº 10, do 5ºA. Todos os participantes que registaram o nome deste autor são vencedores (sem prémio). Continuem a participar: a vossa atenção, interesse e curiosidade transformar-se-ão em resultados escolares melhores.

Para além de escrever, Hans C. Andersen (1805-1875) dedicou-se também a desenhar e a fazer recortes em papel - pequenas e delicadas obras de arte que muitas vezes ia criando à medida que contava histórias às suas audiências. Várias colecções destas imagens estão disponíveis no Museu de Odensee (Dinamarca), a sua terra natal.

A escritora Sandra Pinto visitar-nos-á em Março,mês da leitura.

Queres conhecê-la? Queres conhecer alguns títulos dos seus livros? Clica na imagem e acede ao blogue da sua autoria"Rio de Palavras".

Estão disponíveis, na tua Biblioteca, outros títulos de Sandra Pinto. Reserva um exemplar.

Pegadas sobre o EURO

Que interessante!

Mais esclarecidos... mais atentos!

Na Biblioteca Escolar, decorrem sessões de esclarecimento sobre a moeda única e suas contrafações. O rigor, o conhecimento e domínio das suas características.

Esta actividade é da iniciativa do grupo disciplinar de Geografia em parceria com o Banco Central Europeu e o Banco de Portugal.

A Biblioteca Escolar disponibilizou o espaço e colaborou na sua concretização, fazendo prova do grande interesse que os alunos e professores manifestaram.


Amor à Primeira Vista pelos Livros!


A menina que odiava livros não conhece a menina que ama os livros, a biblioteca e a leitura. Esta alicerça os seus conhecimentos sobre o mundo real e o fantástico. Lê para escrever e falar cada vez melhor.
Longo será o percurso de um bom leitor. Percurso vida fora. Horizontes amplos, criativos e criadores. 
O amor à primeira vista, que vale a pena, é pelos livros!

Concurso Nacional de Leitura


Como sabes, o Concurso Nacional de Leitura decorrerá em três fases diferentes: a 1.ª fase, a realizar nas escolas; a 2.ª, a realizar nas Bibliotecas Municipais designadas pela DGLB; e a 3.ª, correspondente à Final Nacional, a realizar em Lisboa, em colaboração com a RTP.
As inscrições na 1.ª fase do concurso podem ser feitas junto do teu professor de Língua Portuguesa ou na Biblioteca Escolar, até ao dia 17 de Dezembro de 2010, impreterivelmente.
As obras tomadas como referência para as provas da 1.ª fase do Concurso Nacional de Leitura são as seguintes:
7.º Ano – “A estrela “de Vergílio Ferreira
8.º Ano – “A Saga “de Sophia de Mello Breyner Andresen
9.º Ano – “O Principezinho” de Antoine de Saint - Exupéry
Para que possas informar-te sobre este assunto consulta o blog do P.N.L. seguindo este link

As Crónicas de Nárnia e o Príncipe de Caspian

Os alunos escolheram o filme da semana.

A Biblioteca Escolar reúne vários recursos...

MÊS INTERNACIONAL DA BIBLIOTECA ESCOLAR


O dia 25 de Outubro foi o Dia Nacional da Biblioteca Escolar. A turma A do 7º ano, turma da profª Teresa Pinto, reproduziu este cartaz com o logótipo internacional para comemorar o Mês da Biblioteca Escolar. Estes alunos escreveram algumas frases sobre os livros e a Biblioteca. 

Se culto queres ficar, a biblioteca deves frequentar!
Ler para aprender, aprender para crescer.
Se pelo Mundo queres voar, um livro deves requisitar!

Personagem Enigma

A Personagem Enigma era José Saramago, numa caricatura.

Vencedor (a) : Nicole Azevedo, nº 14, 7º D

Deve levantar o prémio junto da recepção  da Biblioteca Escolar.

A nova personagem enigma lá está. De quem se trata? Serás capaz de adivinhar?
Pista 1: É um escritor estrangeiro muito conhecido de nome.

Um Jardim de Livros

“o jardim está sem gente
e anda um vago sonhar por aí”


Mário Cesariny

A Escritora SANDRA PINTO

Querido(a) Leitor(a),
procura, na tua biblioteca, estes títulos. Caso não encontres algum, podes sugerir a sua aquisição. 

Actualmente, são muitas as crianças e jovens que conhecem o poder da leitura. E tu? Que me poderás dizer acerca da tua experiência como leitor(a)?

O Filme da Semana

O PEIXE TUTTI FRUTTI

O DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO faz-me recordar um artigo que li no ano anterior acerca da importância do peixe e da fruta à mesa.
O Peixe Tutti Frutti é uma forma divertida e doce de educar as crianças, levando-as a gostar de fruta e de peixe.

No prato ao lado, um prato grande e branco, estava um belo e enorme peixe feito todo de diversos frutos lascados. "Gosto imenso de peixe e de fruta, por isso não deve ser para mim!" pensei naquele momento.
Todos os pais sonham ter filhos saudáveis, inteligentes e com bom desempenho escolar. A solução pode estar na alimentação rica em peixe e fruta.
A isto se acrescenta a importância de se tomar um pequeno- almoço significativo. 

DIA 16 de OUTUBRO - DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO


Completa:

 O Coração tem Razões que a ALIMENTAÇÃO conhece!

QUERO UMA ÁRVORE NA MINHA BIBLIOTECA

AS ÁRVORES E OS LIVROS

(Pesquisa, completa e entrega a solução na tua Biblioteca)

    
As árvores como os livros têm ............
     e margens lisas ou recortadas,
     e capas (isto é copas) e capítulos
     de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, ....................... de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas ...........................,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As ............................ são imensas bibliotecas, e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um ................... (treilero)
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu ........... (uarqto), plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
 Jorge Sousa Braga, Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999

DIA INTERNACIONAL de PREVENÇÃO das Catástrofes Naturais

Paris, 1910

Como evitar? Como prever? Como lidar?

O PROSEPE desenvolve, ao longo do ano, actividades muito interessantes com os alunos. Algumas dessas actividades vão estar patentes na Biblioteca Escolar. Hoje, dia 13 de Outubro, vem descobrir a exposição, que o PROSEPE preparou na Biblioteca Escolar com a colaboração do grupo disciplinar de Geografia e Ciências Físico-Químicas.

 A Exposição que trouxe à BE a curiosidade!

 O Vulcão Activo

As experiências dinamizadas, na Biblioteca Escolar, pela profª Isabel Pinto, coordenadora do PROSEPE


70º Aniversário de John Lennon

John Lennon... Quanto "canta" "Imagine".... Estaremos a ouvir, apenas, um SONHADOR????
Ou podemos estar perante uma realidade possível desde que o Homem queira?

Deixamos-te o desafio de reflectires sobre a mensagem!
Se quiseres, dá-nos conta da tua opinião, fazendo-a chegar no espaço dos comentários (abaixo), via mail ou deixando-a na recepção, no suporte que mais te convier!
Para saberes mais sobre o "mítico"  John Lennon clica aqui!

DIA MUNDIAL DA MÚSICA - 1 de OUTUBRO

O Dia Mundial da Música foi instituído a 1 de Outubro de 1975 pelo International Music Council, uma organização não governamental fundada em 1948 sob o patrocínio da UNESCO. Esta celebração visa a promoção de valores de paz e amizade através da linguagem universal que é a música.
A palavra música vem do grego "mousikê", que significa a arte das musas. Por isto, incluía também a poesia e a dança.

- E o que é que todas elas têm em comum?
- O ritmo!
É quase impossível dizer quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo, melodias. Ao contrário de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registada. Isto dificulta ainda mais a tentativa de delimitar o "nascimento" desta expressão.
Mas pode-se dizer que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque, a partir dele, o homem vai começar a buscar outras manifestações: assobios, uivos, gritos que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música no seu estilo mais primitivo.


                   UM PoEmA


As árvo­res que eu vejo em vez de fruto dão pás­sa­ros
Os pás­sa­ros são o fruto mais vivo das árvo­res
Os pás­sa­ros come­çam onde as árvo­res aca­bam
Os pás­sa­ros fazem can­tar as árvo­res
Ao che­gar aos pás­sa­ros as árvo­res engros­sam movimentam-se
dei­xam o reino vege­tal para pas­sar a per­ten­cer ao reino ani­mal
Como pás­sa­ros poi­sam as folhas na terra
Quando o Outono desce vela­da­mente sobre os cam­pos
Gos­ta­ria de dizer que os pás­sa­ros ema­nam das árvo­res
mas deixo essa forma de dizer ao roman­cista
é com­pli­cada e não se dá bem na poe­sia
não foi ainda iso­lada da filo­so­fia
Eu amo as árvo­res prin­ci­pal­mente as que dão pás­sa­ros
Quem é que lá os pen­dura nos ramos?
De quem é a mão a inú­mera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração.
Ruy Belo


NA BE, podes ver o filme Tempo de Melodia da Walt Disney

Sugestões de Leitura para o Pré -escolar, 1º e 2º ciclos: "Os Músicos de Bremen" (123 aprender é divertido) e "A Ponte da Harmonia" (Texto Editora).


O Pirata de Elba

Nota introdutória:
O conteúdo deste email foi publicado originalmente no blog da livraria Pó dos Livros e devido ao serviço público prestado pelos seus autores, tomamos a decisão de o partilhar.



Para todos os alunos do 8.º ano que, desesperadamente, andam à procura do conto O Pirata de Elba, inserido no livro de Luis Sepúlveda, Rosas de Atacama, e cujo livro se encontra esgotado, aqui fica o conto na integra para que possam cumprir com os seus deveres escolares.

                                    O PIRATA DE ELBA




Há uma rua de Hamburgo com o nome do burgomestre Simon von Utrecht, mas quase nenhum hamburgês sabe quem foi tal sujeito, nem por que é que merece ser recordado. A única coisa que sabem dele é que ordenou a execução de um homem que vive nas memórias dos irreverentes, em centenas de canções e narrativas que se contam na costa do Mar do Norte ou nos cálidos cafés de Weddel ou Blankenesse. O homem – que esse sim, é recordado – chamou-se Klaus Störtebecker e era um pirata. O Pirata do Elba.
Na ano de 1390, a Liga Hanseática impunha a ferro e fogo o seu domínio mercantil sobre o Atlântico Norte e o Mar Báltico. A Liga estabelecia impostos absurdos, fixava preços arbitrários aos artesãos e agricultores, e nos seus mil barcos os capitães hanseáticos utilizavam a força para castigar qualquer falta.Mas, e como sempre aconteceu na História, um grupo de marítimos liderados por Klaus Störtebecker, um gigantão de rosto feroz e barba vermelha, disse que não, que bastava de impostos chicote e corda , depois de um motim, fizeram-se ao mar com um barco que começou a navegar sob a bandeira da liberdade.
Em 1392, na ilha de Gotland, os homens de Störtebecker ditaram a sua declaração de princípios a um sacerdote, que traduziu para latim as palavras pronunciadas em todos os dialectos que se falavam no Norte da Europa. Diziam elas que os homens são escolhidos por Deus para praticar a felicidade e que só a felicidade concedia a necessária vitalidade para suportar qualquer penúria.A partir daquele momento começaram a chamar-se “Die Vitalienbrüder”, os Irmãos Vitais, e foram o flagelo da Liga Hanseática. Abordavam os barcos carregados de bens e, interrogavam os marinheiros acerca dos castigos sofridos e muitos oficiais e capitães sentiram nas suas carnes os arranhões do gato de sete caudas ou o ar mesquinho que a forca permite. O produto do saque era repartido, metade pela confraria e a outra metade pelas populações ribeirinhas do Elba ou das costas do Báltico. A chegada de Störtebecker e dos Vitalienbrüder era esperada como uma bênção pelos pobres de então.
Como era de esperar, a Liga Hanseática fixou o preço à cabeça do pirata, e dúzias de capitães alemães, suecos e dinamarqueses lançaram-se na sua captura. Não depararam com uma tarefa fácil, porque Klaus Störtebecker conhecia todos os segredos do Elba e resistiu até já correr o ano de 1400. Numa manhã de Primavera desse ano, toda a Hamburgo marcou encontro junto da “Teufelbrücke”, a Ponte do Diabo, para presenciar a execução do pirata e de uma centena dos seus camaradas. Simon von Utrecht, o burgomestre, pronunciou a sentença com voz firme: morte por decapitação. O verdugo fez reluzir a espada e esperou a primeira vítima, que devia ser um marinheiro raso, visto que parte do castigo imposto a Störtebecker era assistir à morte dos seu homens. Então o pirata de barba vermelha falou:- Quero ser o primeiro, e mais: proponho-lhe um acordo para melhorar o espectáculo, senhor burgomestre. - Fala – ordenou Simon von Utrecht.- Quero ser o primeiro. Quero ser decapitado de pé, e quero que, por cada passo que de depois de a minha cabeça ter tocado no solo, salve um dos meus homens.Viva o Pirata do Elba!, gritou alguém do meio da multidão , e o burgomestre, certo de que era tudo fanfarronice aceitou.
A ciciante folha de aço cortou o ar da manhã, entrou pela nuca e saiu pelo queixo do pirata. A cabeça caiu sobe as pranchas da ponte e, perante a estupefacção de todos, o decapitado deu doze passos antes de cair redondo.
Aconteceu isto numa manhã de Primavera do ano de 1400. Quase seiscentos anos mais tarde, na primeira semana de Julho deste ano, a polícia de Hamburgo deteve vários rapazes que tentavam pela centésima vez alterar o nome de uma rua. Lavavam uma compridas fitas adesivas azuis com letras brancas que diziam “Rua Klaus Störtebecker” e punham-nas a cobrir as placas metálicas com o nome do nada célebre burgomestre von Utrecht. Os meus filhos gostam desta história, e espero ainda contá-la um dia um dia aos meus netos, porque se é certo que a vida é breve e frágil, também é verdade que a dignidade e a coragem lhe conferem a vitalidade que nos faz suportar os seus enganos e desditas.

Livraria Capítulos Soltos

A DUPLA DELÍCIA



                                                                  A Magia de LER

O sábio de Bechmezzinn (aldeia situada no norte do Líbano) era muito rico. Dedicava o melhor do seu tempo ao estudo e a tratar os doentes que o procuravam. A sua fortuna permitia-lhe socorrer os infelizes e toda a gente dizia que ele era a dedicação em pessoa.
Homem piedoso e recto, a injustiça revoltava-o. Muitas pessoas vinham consultá-lo quando tinham alguma divergência com vizinhos ou parentes. O sábio dava os melhores conselhos e desempenhava frequentemente o papel de mediador.
Tinha uma gata a quem se dedicava particularmente. Todos os dias, depois da sesta, ela miava para chamar o dono. O sábio acariciava-a e levava-a para o jardim, onde ambos passeavam até ao pôr-do-sol. Ela era a sua única confidente, diziam os criados.
A gata dirigia-se muitas vezes à cozinha, onde era bem recebida. O cozinheiro não escondia nem a carne nem o peixe, porque ela nada roubava, fosse cru ou cozinhado, contentando-se com o que lhe davam.
Ora, uma tarde, depois do passeio diário, a gata roubou furtivamente um pedaço de carne de uma panela. Tendo-a surpreendido, o cozinheiro castigou-a puxando-lhe severamente as orelhas. Vexada, a gata fugiu e não apareceu mais durante todo o serão.
Intrigado, o sábio perguntou por ela na manhã seguinte. O cozinheiro contou-lhe o que se passara. O sábio saiu para o jardim e durante muito tempo chamou a gata, que acabou por aparecer.
— Porque roubaste a carne? — perguntou o sábio.
— O cozinheiro não te dá comida que chegue?
A gata, que tinha parido sem que ninguém soubesse, afastou-se sem responder e voltou seguida de três lindos gatinhos. Depois, fugiu e trepou à figueira do jardim. O sábio pegou nos três gatinhos e entregou-os ao cozinheiro que, ao vê-los, mostrou uma grande admiração.
— A gata não roubou comida a pensar nela. — declarou o sábio. — O seu gesto foi ditado pela necessidade. Portanto, não é de condenar. Para alimentar os filhos, qualquer ser, mesmo mais frágil do que um mosquito, roubaria um pedaço de carne nas barbas de um leão. A gata limitou-se a seguir o que lhe ditava o seu amor maternal. A conduta dela nada tem de repreensível. O pobre animal está a sofrer por a teres castigado injustamente. Fugiu para a figueira porque está zangada contigo. Deves ir lá pedir-lhe desculpa, para que se acalme e tudo volte ao normal.
O cozinheiro concordou. Tirou o turbante, dirigiu-se à figueira e pediu perdão ao animal. Mas a gata virou a cabeça. O sábio teve de intervir. Conversou longamente com ela e lá conseguiu convencê-la a descer da árvore.
A gata desceu lentamente da figueira, veio a miar roçar-se nas pernas do sábio e foi para junto dos seus três filhotes.


Tradução e adaptação
Jean Muzi
16 Contes du monde arabeParis, Castor Poche-Flamarion, 1998
adaptado

ENQUANTO LÊS A LUA SORRI!


OS AMIGOS DOS LIVROS ENCONTRAM-SE PARA LEITURAS DE GRUPO NA BIBLIOTECA ESCOLAR.

LIVRO RECOMENDADO

A Vida Secreta das Abelhas” é um romance da premiada autora especializada em biografias, Sue Monk Kidd. E conta a história de Lily Owens, uma adolescente que cresceu nos anos 60 na Carolina do Sul, sem a figura materna e com um pai severo. O estado em questão é marcado por um forte preconceito e segregação racial e religioso. Quando ela era ainda muito jovem, com apenas quatro anos de idade, a sua mãe Deborah separou-se do pai e saiu de casa. Numa oportunidade, ela regressou e enquanto terminava de arrumar as suas coisas o ex-marido acabou por chegar a casa e, diante de uma discussão, Lily encontra uma arma, que acidentalmente acaba por dispar e o tiro acerta na mãe que vem a morrer. A menina cresce com a convicção de que assassinou a mãe e o pai jamais tentou modificar esse pensamento e sentimento dela, muito pelo contrário, reafirmava o facto.

Na tua Biblioteca


Dez anos após o incidente, já com 14 anos, é natural que nesta fase as raparigas sintam muita necessidade de uma figura feminina para que possam ter conversas a respeito das  suas dúvidas, sobre o corpo que está a mudar, reacções naturais que não fazem mais parte da infância. Diante disso, Lily pensa muito na mãe e sente muito a sua falta, pois era uma pessoa que a amou e ela também ama sem nem ao menos ter conhecido esse direito. Lily, acima de tudo, necessita de perdão. Perdão pelo que acredita que tenha feito, por ter sido a causadora da perda que tanto a aflige e, principalmente, perdão a si mesma."

Este livro foi adaptado ao cinema recentemente. Queres espreitar o trailer?

O FILME DA SEMANA


Uma História inesquecível de tirar o fôlego, sobre a descoberta do verdadeiro herói que existe dentro de nós, SPIRIT: ESPÍRITO SELVAGEM é "um dos mais bonitos e mais empolgantes filmes de animação jamais feitos"  (Leonard Maltin, Hotcket)



"As noites a Crescer", no CCVF, em Guimarães

O Centro Cultural Vila Flor vai assinalar mais um aniversário, no fim-de-semana de 18 e 19 de Setembro, com "As Noites a Crescer"!
"(...)  fechamos o ciclo da luz solar e abrimos a temporada dos tons lunares e misteriosos, das formas distendidas, das sombras quentes e protectoras. É o tempo para nos recolhermos para continuar a fazer a festa, por dentro!inclui diversas actividades de entrada livre. (...)", conforme se pode ler no endereço do CCVF.  Música, Dança, Teatro, Oficinas, Visitas Guiadas, e muitas outras actividades, vão marcar o programa da festa.
As festividades arrancam às 14:30, do dia 18, e prolongam-se pela noite fora. Pelas 15:00 horas,  actuarão os "Roncos do Diabo",  pelas 19h será a vez de "Bonecos Santo Aleixo" actuarem no Pequeno Auditório, nos Jardins do CCVF, pelas 21:00 horas poderemos assistir ao "Baile dos Candeeiros" e,
pelas 22:00h, no Grande Auditório, teremos oportunidade de ouvir  os "Dead Combo"!
Regressará o Mercado de Produtos Frescos e Tradicionais e das Tascas Gastronómicas e haverá oferta de broa e caldo verde, tão típicos da nossa região.
A animação musical vai prolongar-se pela noite dentro no Café Concerto do CCVF.

PONTE PARTY



Ponte Party

No dia 18 de Setembro, não faltes!

"A minha viagem de sonho..."

As pessoas são convidadas "a sonhar, a ver, a aprender e a falar"

 Miguel Gonçalves e Tânia Delande visitaram, em três meses, através do Projecto Volta Europa, 30 cidades de 15 países. Foram à caça do autêntico "WOW!". Falaram de Braga, dos nossos clausters, de tecnologia e inovação, do facto de sermos a cidade mais jovem do país e, sobretudo, de Braga ser em 2012 a Capital Europeia da Juventude.

LER DEVIA SER PROIBIDO

Era uma vez uma escola...

      

“Era uma vez uma escola e eu
e um mar enorme para navegar
Páginas e ondas, palavras e flores
e livros e bolas, lápis e cores
amigos antigos, novos a chegar.


   Era uma vez a escola e eu
   e um céu imenso para voar.
  As respostas aguardam
  por entre as estrelas
 só é preciso saber perguntar.
  Era uma vez esta escola e eu
 e o dia de hoje para começar."

         Teresa  Martinho  Marques

AS SETE EXCELENTES RAZÕES PARA LER ÀS CRIANÇAS


1-Ouvir ler em voz alta, ler em conjunto, conversar sobre livros, desenvolve a inteligência e a imaginação.

2-Os livros enriquecem o vocabulário e a linguagem.

3-As imagens, informações e ideias dos livros alargam o conhecimento do mundo.

4-Quem tem o hábito de ler conhece-se melhor a si próprio e compreende melhor os outros.

5-Ler em conjunto é divertido, reforça o prazer do convívio.

6-Os laços afectivos entre as crianças e os adultos que lhes lêem tornam-se mais fortes.

7-A leitura torna as crianças mais calmas, ajuda-as a ganhar autoconfiança e poder de decisão.
Plano Nacional de Leitura (PNL)

Música popular/tradicional portuguesa

Dizem os especialistas que ouvir música e bambolear o corpo (ou mesmo dançar, para os mais afoitos) faz bem à saúde!
No último fim-de-semana de Agosto terá lugar o "Festival de Música Tradicional", na Avenida Central, em Braga, a partir das 21:30.
Poderemos "aliviar o stress" ao som dos "Cantares da Terra" e "Rusga Caminhos da Romaria", dia 27, 6ª feira, e "Canto d'Aqui" e "Andarilhos", dia 28, sábado.
Será uma oportunidade para (re)encontrar instrumentos tradicionais da nossa música, concertinas, cavaquinhos, violas braguesas, bandolins, violões, bombos, reco-recos, ferrinhos... e para ouvir as vozes da nossa terra!

Ano Internacional da Juventude

De 12 de Agosto do presente ano até 12 de Agosto de 2011 comemora-se o Ano Internacional da Juventude subordinado ao tema "Diálogo e Compreensão Mútuos".
Começa
no Dia Internacional da Juventude e vai acolher um número significativo de eventos nacionais e internacionais, como o Congresso Mundial de Juventude, em Istambul e a Conferência de Juventude do México, que focarão os seus trabalhos na temática "Juventude, o desenvolvimento sustentável."
O Dia Internacional da Juventude foi instituído pela Assembleia das Nações Unidas em 1999 e tem como principais objectivos o respeito pelos direitos humanos, pela liberdade e pela solidariedade.

Matilde Rosa Araújo (1921-2010)

Autora de contos e poesia para adultos e crianças, destacou-se, ainda, como activista da defesa dos direitos das crianças através da publicação de livros e de intervenções em organismos como a UNICEF em Portugal.
"(...)Em 2004, quando recebeu o Prémio de Carreira da SPA, Matilde Rosa Araújo afirmou que "os jovens lhe ensinaram uma espécie de luz da vida", porque "o seu olhar é de uma verdade intensa e absoluta". Entre os seus livros mais importantes para a infância contam-se "Os direitos das crianças", "O palhaço verde" e "O livro da Tila" - nome pelo qual era conhecida entre os amigos.(...)" in Jornal Público, 2010/07/07
A escritora morreu mas a sua obra estará, sempre, viva!
Na BE, poderás "encontrar" Matilde Rosa Araújo nos títulos "O chão e a estrela", "
Rosalinda foi à feira", "O Capuchinho Cinzento", "Segredos e brinquedos" e "Contos de um Mundo com Esperança".
Boas leituras!

José Saramago - 1922 - 2010

Todos nós, de alguma forma, deixamos a nossa "pegada" no Mundo.

Mas, só alguns vêem o seu nome registado na História!

José Saramago projectou a Língua e a Literatura Portuguesas no Mundo!

Recebeu, em 1998, o "Prémio Nobel da Literatura" e, pela sua arte, a da palavra escrita, continuará, para sempre, na memória deste seu povo e ainda na da Literatura Universal.

Na BE, poderás encontar José Saramago nos títulos: "Memorial do Convento", "Ensaio sobre a cegueira" e "A maior flor do mundo".
Boas leituras!

Projecto de Leitura - Hora do Conto

Guias de Portugal "fecham" em beleza o trabalho em horário nocturno da BE.
Realizou-se, dia 17 de Junho, a última sessão da Hora do Conto.
Porque 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e a época de risco de incêndios se aproxima, a obra seleccionada foi "O dia em que a mata ardeu" de José Fanha.
Seguiu-se, aliás, um diálogo, entre os presentes, sobre atitudes e cuidados redobrados a ter no sentido da preservação das nossas matas e florestas que "(...) só é minha porque é também de toda a gente (...)"
A todos quanto participaram o nosso muito obrigada. Uma palavra de apreço, especial, ao curso EFA que, com a sua presença, valorizou o trabalho desenvolvido.
Ficou a vontade de darmos continuidade a esta iniciativa!
Em jeito de balanço, uma "mostra" das 6 sessões!

Livro: "A liberdade explicada às crianças" de Jean-Luc Moreau

Sabes o que é a liberdade? Sabes o que é ser livre? Tu és livre? Porquê?
A leitura deste livro não só explica o que é a liberdade mas também conta um pouco das imensas e longas lutas dos homens para conquistarem, defenderem ou recuperarem a liberdade, através dos tempos. Ficarás a saber que o direito à liberdade é uma condição essencial do ser humano. Mas ter liberdade não significa ter o direito de fazer tudo o que apetece a qualquer um. Ninguém tem o direito de fazer uma coisa que vai contra a liberdade de uma outra pessoa, a liberdade de cada um não pode nem deve afectar a liberdade dos outros. É este o grande limite da liberdade de cada um de nós, da liberdade de cada indivíduo.
De realçar que o fundo da ilustração da capa é um pormenor do celebérrimo quadro "La Liberté Guidant le Peuple" de Eugène Delacroix, que pode ser apreciado no Museu do Louvre, Paris.