As Guias de Portugal e A Hora do Conto com a Família

No dia 16 de Dezembro, às 20h., os pais estiveram na Biblioteca Escolar.


Leitura dramatizada do conto "O Pai Natal Preguiçoso e a Rena Rodolfa", de Ana Saldanha


Os pais adoraram ver as suas crianças representar. Isto levar-nos-á a repetir a actividade ou outras que envolvam os nossos alunos.


Por fim, houve um diálogo ameno, requisição de livros e compra de livros na pequena feira do livro usado.

Os nossos Contadores de Histórias


A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS de HANS CHRISTIAN ANDERSEN

Era uma vez… uma menina com uma história tão parecida com a história desta que vendia fósforos, na rua, na Noite de Natal!

A HORA do CONTO, dinamizada pela Carla Martins do 7º B, nº5, aconteceu no dia 15 de Dezembro de 2010, pelas 12h, e 45m. na Biblioteca Escolar. A história A Pequena Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen, tão conhecida de todos nós, continua a dar que falar entre os mais novos.

Beethoven, um génio inesquecível!



Quantos anos faria, hoje, Beethoven? Há quantos anos nasceu?

Contadores de Histórias

Bolo-Rei
Todos os anos, quando os velhos Reis Magos acabam de atravessar a pequena estrada de areia que se esboça entre caminhos de musgo e lagos feitos de bocados de espelho partido; quando a estrela de prata que se suspende entre os dois exemplares de “A Paleta e o Mundo” de Mário Dionísio se recolhe para regressar à velha caixa de papelão, com trinta anos de viagens, cheia de bocados de jornal amachucados que ainda guardam notícias de dias que já foram e onde se embrulham os cordeirinhos, os pastores, as oferendas várias que o Menino Jesus recebeu, apesar de já lhe faltar a mãozinha direita que alguém partiu em excesso de limpeza; todos os anos, dizia, recordo a história que o Fernando Midões me contou, certa tarde em que misturámos poemas com lágrimas.
De calças à golfe, lacinho à Baptista Bastos, fato de ver a Deus e celebrar o Dia de Reis, Fernando foi com a mãe jantar a casa das senhoras, gente de talher de prata, criadas de avental branco e crista engomada, cheias de silêncios e reverências.
Com olhos de amora madura, esse sorriso que ainda hoje conserva, sempre molhado de uma melancolia que tem de adivinhar-se mais do que ver-se, Fernando entrou na sala de jantar das anfitriãs, cujas portas só o espírito natalício abria, raros que eram os gestos de caridade e partilha. Assim se explicava a presença do rapazinho e sua mãe, viúva recente e que ali trabalhava de manhã à noite, para que a vida se assemelhasse ao que já fora.
Servidos os manjares da época: a canja onde as bolhas de gordura lembravam pequenos sóis fumegantes, o leitão de maçã vermelha na boca que olhava Fernando em gritos de sufoco que só ele, poeta em germinação, conseguia ouvir; os fritos vários que nas travessas exibiam a abastança, chegou finalmente e foi colocado em lugar de honra, no centro da mesa, ladeado por dois castiçais onde as velas vermelhas ardiam, o bolo-rei, roda magnífica de cores, frutas, pinhões, bocados de açúcar que lembravam neve e cujo esplendor ofuscava o dourado das filhós, os reflexos das garrafas de licor, o brilho dos copos de cristal.
Fernando, pequenino, queixo tocando a toalha de renda, olhava aqueles mistérios de cor e perfume e falava, falava, dizia coisas tão a propósito que as senhoras, enlevadas, não se cansavam de sorrir e felicitar a mãe que tal filho tinha. Então, a mais velha, cabeção de renda e camafeu de marfim a fechar as golas, pega na faca de prata e com solenidade, meticulosamente, parte o bolo. A criada ajuda à distribuição nos pratinhos de sobremesa.
— Agora, não se esqueçam: aquele ou aquela a quem calhar a fava terá de pagar o bolo-rei no ano que vem!
E entre comentários de enlevo, gula, elogios à tessitura e ponto ideal do levedo da massa, à abundância das frutas, à maciez e agrado do paladar, se comeu a sobremesa.
A prenda calhou à criada.
— Que sorte! Mostre lá!
— Olhe que medalha tão bonita! Parece uma libra de verdade. Até pode usar no fio que ninguém diz que não é autêntica.
— E tu, Fernandinho, não acabas de comer a tua fatia de bolo?
— Come que está bom e fofinho!
Fernando, subitamente silencioso, abanava a cabeça em negativas.
— Então, filho! Não sabes falar? Responde às senhoras: queres mais um bocadinho de bolo?
— Ao menos acaba esse!
— Está cansado, coitadinho! Deixe-o lá.
Fernando baixava a cabeça, cabelos lisos na testa. A noite ia adiantada. A Miguel Bombarda, onde moravam, ainda ficava longe. Sim, minha senhora, amanhã às oito cá estarei, se Deus quiser, para cortar o vestido novo e pôr em prova a saia do “tailleur”. Foi uma noite muito bonita. Muito obrigada! Fernando dá um beijo às senhoras e agradece. Diz obrigado, Fernando!
Fernando deu o beijo às senhoras, esticou a cara, pôs-se em bicos dos pés, encheu os olhos de gratidão.
— Diz obrigado, filho! Mas o que te aconteceu?
— Deixe-o lá, coitadinho, perdeu a língua. É o sono, não é?
Descem o elevador, abrem a porta da rua. A mãe, agastada, ralha:
— Mas que vergonha! Umas senhoras tão boas, recebem-nos como família, estavas a portar-te tão bem e agora isto, nem uma palavra de agradecimento, nem boa noite, é esta a educação que te tenho dado? Se o teu pai fosse vivo…
Então, já na rua, o frio de Janeiro a gelar-lhe as mãos e o nariz, a névoa a transfigurar a rua e as pessoas, Fernando, finalmente, abre a boca e lá do fundo deixa voar o mistério da sua inesperada mudez:
— É que me calhou a fava, mãezinha. Eu sei que tu não tens dinheiro para, no ano que vem, comprares um bolo-rei igual àquele.
E, na palma da mão pequenina, cuspiu a fava que ali nascia, quente ainda, do esconderijo em que estivera.
E ainda hoje, nas horas mais dolorosas, quando se esquece de mastigar a comida que arrefece no tabuleiro da cantina e prefere viajar no país da infância, Fernando Midões, meu irmão mais antigo, sente a ternura solidária do abraço e o húmido das lágrimas com que a mãe o aconchegou junto de si.
Sem palavras, mãe.
Sem palavras.

Maria Rosa Colaço
Viagem com Homem dentro (adaptação)
Leiria, Editorial Diferença, 1998
 

Direitos Humanos

PROSEPE e a Floresta Autóctone

O pão de bolota é castanho, saboroso e único. Foi confeccionado num espaço polivalente da nossa Biblioteca. Os alunos do 1º ano da EB1 da Cruz participaram, cumprindo todas as regras de higiene, na sua confecção.
À pergunta "Qual é a árvore que dá bolotas?", responderam que era o boloteiro!
Concordam?
Nestas idades, certas respostas têm muita graça!
O pão de bolota foi todo!
No próximo ano, haverá mais!
A professora Isabel Pinto e a professora Suzel trouxeram à BE a riqueza da Floresta Autóctone, através de uma exposição e de experiências.

Dia 5 de Dezembro, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva


Fátima Marinho

"O Grande Voo do Pardal", de Lídia Jorge

Narrativa sobre o valor da amizade e sobre a sua acção transformadora (e regeneradora) na vida humana, o mais recente texto de Lídia Jorge capta os leitores desde o primeiro momento, prendendo-os à história dos afectos entre um homem e um pequeno pardal. Este parece conseguir acordar sentimentos protectores e muda por completo a vida (mas também os comportamentos e os valores) do homem, fazendo-o descobrir alegrias desconhecidas e o valor da partilha e dos afectos, sobretudo quando vividos em liberdade. As ilustrações de Inês de Oliveira sublinham, com subtileza e expressividade, a tonalidade dominante na narrativa, cristalizando a união entre o homem e o pássaro e proporcionando ao leitor diferentes perspectivas dessa original ligação. Para além dos afectos, a representação do voo simboliza a liberdade que também é mote central.

         (Ana Margarida Ramos)




O JI da Cruz esteve na Biblioteca Escolar com a Hora do Conto. A História eleita foi "O grande Voo do Pardal", de Lídia Jorge. Os meninos vão regressar, porque esta foi, entre tantas outras, uma experiência enriquecedora.

Dia Mundial da Pessoa com Deficiência

Personagem Enigma

A imagem de Hans Cristhian Andersen surgiu em forma de puzzle. Os alunos de 5º ano não tiveram dificuldades em identificá-lo. Contudo, outros confundiram-no com Marcelo Rebelo de Sousa. A primeira aluna a identificá-lo foi a Leonor, nº 10, do 5ºA. Todos os participantes que registaram o nome deste autor são vencedores (sem prémio). Continuem a participar: a vossa atenção, interesse e curiosidade transformar-se-ão em resultados escolares melhores.

Para além de escrever, Hans C. Andersen (1805-1875) dedicou-se também a desenhar e a fazer recortes em papel - pequenas e delicadas obras de arte que muitas vezes ia criando à medida que contava histórias às suas audiências. Várias colecções destas imagens estão disponíveis no Museu de Odensee (Dinamarca), a sua terra natal.