Aproxima-se o 3º concurso Nacional de Leitura

ALVES REDOL

     Centenário do nascimento de Alves Redol celebra-se, hoje, dia 29 de dezembro de 2011.


      António Alves Redol,  um dos mais importantes nomes do Neorrealismo português, nasceu a 29 de Dezembro de 1911, em Vila Franca de Xira e faleceu a 29 de Novembro de 1969, em Lisboa, tendo sido romancista e dramaturgo.  
     Ao escrever "Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos", uma das suas obras emblemáticas, inspirou-se na vida de um seu jovem vizinho e amigo.
     Este escritor registou magistralmente, nas suas obras, o espírito do tempo.
  

A Vendedora de Fósforos, de Hans Christian Andersen, adaptada ao teatro!


Estava frio. Uma noite gelada. O vento arrastara as últimas folhas das árvores...A pequena aquecia-se com a ajuda dos fósforos que lhe restavam de um mau dia... A indiferença daqueles a quem nada falta deitou a pobre criança ao abandono. O resto da história é do conhecimento do leitor.  
O 6ºG representou esta história e teve o 6ºA e as professoras Mª José Aguiar e Isabel Pinto por público crítico e atento.

CONCURSO DE LEITURA EXPRESSIVA


Nos dias 13 e 14 de dezembro... na Biblioteca, os alunos do 3º ciclo participaram no Concurso de leitura expressiva.
 O 7º ano leu um excerto de "O Cavaleiro da Dinamarca" de Sophia.
 O 8º ano leu um excerto de "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" de Jorge Amado.
 E o 9º ano, por sua vez, leu um excerto de "O Principezinho" de Antoine de Saint Exupéry.
O júri pronunciar-se-á no dia 15 de dezembro, divulgando o nome dos vencedores.

EXPOSIÇÃO - FADO - Património Imaterial da Humanidade


Amália deu nome ao FADO, levou e elevou o nosso Portugal. A Diva de xaile preto fez da voz um país em "terras nunca dantes navegadas". Hoje, o Fado é um legado, símbolo de um povo saudosista, mas de rosto enlevado.

Mark Twain faria, hoje, 176 anos

Samuel Langhorne Clemens, mais conhecido pelo pseudónimo Mark Twain, nasceu a 30 de Novembro de 1835, na Florida, Missouri, Estados Unidos da América.
Começou a trabalhar aos 18 anos como tipógrafo e a escrever para jornais. Entre 1856 e 1861, início da Guerra Civil Americana, foi piloto de barcos a vapor no Mississípi, profissão que mais tarde afirmaria levar consigo até ao fim dos seus dias e que recordou no livro "Life on the Mississippi", de 1883. Tendo iniciado a sua carreira como escritor de livros de viagens, teve o seu primeiro sucesso literário com a obra - A Célebre Rã Saltadora do Condado de Cavaleras, publicada em 1865.
Contudo são obras como - As Aventuras de Tom Sawyer, As Aventuras de Huckleberry Finn e O Homem que corrompeu Hadleyburg que o projectam como um dos maiores nomes da literatura norte-americana.
Morreu em 21 de Abril de 1910, em Redding, Connecticut.

Concurso (PNL/ CTT) - Onde te leva a imaginação?



Vamos participar e imaginar um Portugal melhor, onde não há solidão, nem pobreza e onde as crianças podem ser crianças.
Este concurso estende-se ao JI, 1º e 2º ciclos e pertence ao projeto a LER+ do Plano Nacional de Leitura.

(Clica em Ler+)

Guias de Portugal vencem, ex aequo, concurso nacional!

Projectos Café com Letras, da Patrulha Teodora da 1ª Companhia de Celeirós da Associação Guias de Portugal, Celeirós, Braga, e Leitura solidária  da Associação de Solidariedade Social e Recreativa de Nespereira, Cinfães são os vencedores. http://www.dglb.pt/

Clube dos contadores de histórias

                                 Pauzinhos de marfim

 Conto do filósofo chinês Han Fei, oito séculos antes da nossa era.

Na China antiga, um jovem príncipe resolveu mandar fazer, de um pedaço de marfim muito valioso, um par de pauzinhos. Quando isto chegou ao conhecimento do rei seu pai, que era um homem muito sensato, este foi ter com ele e explicou-lhe:
— Não deves fazer isso, porque esse luxuoso par de pauzinhos pode levar-te à perdição!
O jovem príncipe ficou confuso. Não sabia se o pai falava a sério ou se estava a brincar. Mas o pai continuou:
— Quando tiveres os teus paus de marfim, verás que não ligam com a loiça de barro que usamos à mesa. Vais precisar de copos e tigelas de jade. Ora, as tigelas de jade e os paus de marfim não admitem iguarias grosseiras. Precisarás de cauda de elefante e fígado de leopardo. E quem tiver comido cauda de elefante e fígado de leopardo não vai contentar-se com vestes de cânhamo e uma casa simples e austera.
Irás precisar de fatos de seda e palácios sumptuosos. Ora, para teres tudo isto, vais arruinar as finanças do reino e os teus desejos nunca terão fim. Depressa cairás numa vida de luxo e de despesas sem limite. A desgraça irá atingir os nossos camponeses, e o reino afundar-se-á na ruína e desolação… Porque os teus paus de marfim fazem lembrar a estreita fissura no muro de uma fortaleza, que acaba por destruir toda a construção.

O jovem príncipe esqueceu o seu capricho e mais tarde veio a ser um monarca reputado pela sua grande sensatez.

S. Martinho na BE

Palavras com Música

Feira de S. Martinho e "Palavras com Música"

     A nossa Biblioteca abre portas à comunidade educativa no dia 12 de novembro  durante a manhã.
      Pelas 10 horas e 30 minutos, poderá assistir às "Palavras com música", uma atividade de enriquecimento cultural.

Contadores de Histórias

O Presente do Povo Pequeno

     Um alfaiate e um ourives viajavam juntos.
    Certo dia, ao crepúsculo, ouviram à distância o som de música. Caminharam mais rapidamente e a melodia foi-se fazendo ouvir, cada vez mais alegre. Esqueceram todo o cansaço da jornada e apressaram-se, para ver de onde vinha.



     A lua já se erguera, quando os dois caminhantes alcançaram uma colina, de onde divisaram uma porção de pequenos homens e mulheres. Davam-se as mãos e rodopiavam com grande alegria, numa farândola animada. Cantavam ao mesmo tempo uma linda melodia. No meio da reunião, estava sentado um velho, um pouco mais alto que os demais, e cuja longa barba branca se espalhava pela frente do seu casaco colorido. Os dois companheiros estacaram e contemplaram a festa, cheios de admiração. O velho fez-lhes sinal para entrarem também na roda, enquanto o povo pequeno abria, prazenteiramente, a roda, para dar lugar a ambos.
     O ourives, mais expansivo, aceitou de imediato. O alfaiate, tímido, hesitou um pouco, mas vendo como era divertido, acabou por aderir também. A roda fechou-se, novamente, e todos dançaram e pularam, com gritos de alegria. O velho, tomando uma faca que trazia à cintura, amolou-a, olhando para os dois viajantes. Estes assustaram-se, porém não tiveram tempo de tomar qualquer atitude. O velho, agarrando o ourives, escanhoou-lhe, com grande rapidez, o cabelo e a barba. A mesma coisa sucedeu ao alfaiate.
     O medo dos dois desapareceu, quando o velho, ao terminar, lhes deu uma amistosa palmadinha nas costas, como se quisesse dizer-lhes que haviam agido acertadamente, ao deixarem que lhes fosse cortado o cabelo e barba. Mostrou-lhes, depois, por gestos, um monte de carvão, mandando-os encherem os bolsos. Obedeceram, embora sem compreenderem, e foram à procura de um lugar para passar aquela noite. Ao chegarem à planície, ouviram o relógio de um convento próximo bater a meia-noite. No mesmo instante, o canto parou e tudo desapareceu, ficando apenas uma colina deserta ao luar.
     Os dois caminhantes acharam um lugar coberto de palha, onde se deitaram, esquecendo-se de tirar dos bolsos os pedaços de carvão, tão cansados estavam. Um peso desacostumado fê-los acordar mais cedo, enfiaram as mãos nos bolsos para deles tirar o carvão, mas, com grande espanto, encontraram, em lugar dele, pedaços de ouro. Agora podiam considerar-se ricos. Felizmente, o cabelo e a barba já haviam crescido. Todavia, existe gente por demais ambiciosa e, entre essa, estava o ourives. Lamentou não ter enchido mais os bolsos, assim teria o dobro do que coubera ao alfaiate. O ourives, ávido de mais ouro, propôs ao alfaiate pernoitarem mais uma vez naquela região, para voltarem a ver o povo pequeno e o velho no outeiro. O alfaiate declarou:
     — Já tenho o bastante e estou satisfeito! Agora vou poder casar-me e ser um homem feliz.
     Mas estava pronto a esperar mais um dia pelo companheiro.
     À noite, o ourives pendurou mais algumas bolsas à cintura e pôs-se a caminho do outeiro. Encontrou, como na noite anterior, todo o pequeno povo a cantar e a dançar, e o velho cortou-lhe barba e cabelo e fez-lhe sinal para que fosse buscar os pedaços de carvão. O ourives não teve dúvidas de embolsar tudo quanto cabia nos seus muitos bolsos e voltou, todo feliz; cobriu-se com o casaco e ferrou no sono. “Tanto se me dá que o ouro pese”, pensou. “Suportarei tudo de bom grado.”    Adormeceu com a deliciosa antecipação de acordar milionário.
     Ao abrir os olhos, levantou-se apressado, para examinar os bolsos. Mas ficou abismado quando apenas retirou deles pedaços de carvão. Decepcionado, consolou-se, pensando que lhe sobraria pelo menos o ouro ganho na noite anterior. Mas ficou apavorado quando viu também aquele transformado em carvão. Inadvertidamente, bateu com a mão na cabeça e sentiu-a lisa e calva, e assim estava o seu rosto. Reconheceu, então, tratar-se de um castigo pela sua ambição.
     Enquanto isso, o alfaiate acordara e agora consolava do melhor modo possível o companheiro, banhado em lágrimas de desespero.
     — És meu companheiro de viagem e amigo; vais ficar comigo e gozaremos juntos da minha fortuna.
     Manteve a palavra, mas o pobre do ourives teve de esconder, dentro de gorros, a sua cabeça calva, durante toda a vida.

Marie Tenaille (org.)
O meu livro de contos
Porto, Asa Editores, 20

BEM-ME-QUER

Oficina de escrita



Na Biblioteca Escolar, “demos as mãos” à atividade desenvolvida pela disciplina de EMRC - “levanta-te e atua”, no âmbito do Dia internacional para a erradicação da pobreza (Dia 17 de outubro).

Os nossos alunos mais sensíveis à causa registaram as suas opiniões. Essas inspiraram o pequeno texto que se pode ler com o título:

“Bem -me -quer!”

Muitos são os meninos que dariam as roupas que não lhes servem, os alimentos excedentários, os livros que já leram, os brinquedos, quase novos, com que brincaram.

Muitos outros julgam ser capazes de um dia ajudar a construir “abrigo” para os desalojados e escolas para todas as crianças do Mundo.

Mas que poderei eu fazer “agora”, neste momento?

Se conheceres alguém, que viva próximo de ti, que precise da tua ajuda - “Levanta-te e atua!”. Precisamos de ser solidários. Se a Pobreza acabar, o mundo melhora (Catarina, 6ºE).

Além da Catarina e da Bruna do 6ºE, houve outras participações nesta Oficina de escrita, a saber: a Isabel e a Margarida do 5ºA; o João, o Tiago e a Lara do 5ºB; a Bruna, a Vânia, Diogo e Francisco do 5ºC; a Daniela do 5ºD; a Mariana, a Daniela e a Inês do 6ºD; a Catarina e o Hélder do 6ºF; o Alexandre do 7ºB; o Alexandre do 7ºC; a Joana, o Hélder, a Carina, a Francisca e a Catarina do 8ºC; o 9ºD e o 7ºD.

ADIVINHAS SABOROSAS E DIVINAS!


Qual é a coisa,
 qual é ela,
que tem camisa e casaco
sem remendo nem buraco,
estoira como um foguete
se alguém no lume a mete?

Alto cavaleiro
Quando lhe dá a risa
Cai-lhe o dinheiro?


Qual é a coisa, qual é ela,
Que é macho e dá fêmeas?



O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado.
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?



(_________________)

Consumo Sustentável


Pegada Ecológica

      No dia 28 de outubro, pelas 21 horas, a Biblioteca escolar e a Eco escolas promoveram, com a colaboração da Engª Ana Cristina Costa da CMB, uma ação de sensibilização para o consumo sustentável.  
      O convite foi dirigido a toda a comunidade educativa, que não se fez representar tanto quanto o deveria ter feito. Ora o sucedido leva-nos a concluir que estamos perante uma comunidade educativa suficientemente esclarecida quanto aos problemas económicos, que nos bateram à porta, e quanto aos problemas ambientais que andam por aí a fazer estragos, sem que tenhamos tempo de agir de modo consciente e esclarecido.
       Quem esteve presente saiu enriquecido em conhecimentos, portanto mais preparado para agir, quer em defesa de si próprio, quer em defesa dos outros, pois adquiriu formas inovadoras de reduzir às despesas e refletiu, conjuntamente, sobre a importância de pouparmos o ambiente.
        

AS BRUXAS VÊM AÍ, MAIS UMA VEZ!

Clica na Imagem e JOGA





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Saturday, 29th October
Pumpkins contest
 Decorate your pumpkin and bring it to school. Show everyone how scary your pumpkin is!

HALLOWEEN


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Quando é?
O Dia das bruxas comemora-se na noite de 31 de outubro para 1 de novembro.

Qual a origem?
Tem origem numa celebração do povo celta, que habitou a Irlanda, entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.
No século XIX, os imigrantes irlandeses levaram este festejo para os EUA.

Por que razão se chama dia das Bruxas?
Este nome só existe nos países em que se fala português. Em inglês, chama-se Halloween, que quer dizer noite sagrada, pois é véspera do dia dos mortos ou Dia de todos os santos (1 de novembro). A relação com as bruxas nasceu durante a Idade média, quando estas começaram a ser condenadas à fogueira pela Igreja católica.

Qual a origem da abóbora-lanterna?
Nasceu de uma tradição americana, ligada ao período das colheitas agrícolas.

Sandra Longras e Inês Pereira

        As artistas juntaram-se numa obra original. Este encontro de talentos proporcionou-nos um momento especial e único com a ex-professora, Sandra Longras, artista plástica de nome internacionalizado, e a ex-aluna, Inês Pereira, que trilha caminho no mundo das artes.
       A Inês Pereira e a guitarra tornam-se amigas inseparáveis e a escrita acontece através da sua mão sábia.   
      Os alunos dos 2º e 3º ciclos desta escola escutaram atentos todas as palavras da Inês, como atentos estiveram perantes as palavras da artista plástica, acerca da razão de ser de cada ilustração na obra escrita, feita e-book. 
       As imagens que se seguem ilustram bem o momento sentido e vivido: um encontro marcado com dois talentos.

- A Inês e a Viola Clássica!

                                     Sandra Longras apresenta as ilustrações da obra da Inês.                       
  

Na parte final da cerimónia, a  Drª Célia Simões,  diretora do Agrupamento de Escolas de Celeirós, agradece, à Inês e à artista plástica, Sandra Longras, as suas presenças.
        

8 Memórias de um Tempo -autora Inês Pereira


Dia nacional da biblioteca escolar

Dia 24 de outubro de 2011
Biblioteca escolar- Saber, um poder para a vida.
O professor António Manuel Castanheira trouxe a viola cheia de histórias que se misturaram com a música.
No dia 24 de outubro, pelas 11 horas, a Biblioteca escolar contou com a presença do professor António Manuel Castanheira para animar, com histórias cantadas, o Dia nacional da biblioteca escolar.

O 1ºano da EB1 da Cruz esteve muito atento; riu e bateu palmas.

Tomas Tranströmer, Nobel da Literatura


Tomas Tranströmer, poeta do realismo íntimo
     Estocolmo - O sueco Tomas Tranströmer, 80 anos, ganhou nesta quinta-feira o Prémio Nobel de Literatura, mas já era o poeta escandinavo vivo mais conhecido no mundo com uma obra que explora as relações entre a intimidade e o mundo ao nosso redor.


     Psicólogo de formação, ele sugere que a análise poética da natureza permite nadar nas profundezas da identidade humana e em sua dimensão espiritual.
     "A existência de um ser humano não acaba aqui onde seus dedos terminam", declarou um crítico sueco a respeito dos poemas de Tranströmer, descritos como "preces laicas".
      O renome de Tranströmer no mundo de língua inglesa se deve muito a sua amizade com o poeta americano Robert Bly, que traduziu para o inglês boa parte de sua obra. Posteriormente traduzida para quase 50 idiomas.
      Os poemas de Tomas Tranströmer são ricos em metáforas e imagens. Eles ilustram cenas simples tiradas da vida quotidiana e da natureza.
      Seu estilo introspetivo, descrito pela revista Publishers Weekly como "místico, versátil e triste", confronta a própria vida do poeta, engajado na luta por um mundo melhor não somente através dos poemas.
      Nascido no dia 15 de abril de 1931 em Estocolmo, Tomas Tranströmer foi educado por sua mãe após o abandono, muito cedo, de seu pai.
      Obteve o seu diploma de Psicologia em 1956, trabalhou no Instituto Psicotécnico da Universidade de Estocolmo, antes de se ocupar em 1960 de jovens delinquentes num instituto especializado.
     Durante a criação da sua rica obra poética, cuidou de deficientes, condenados e dependentes químicos.
     Aos 23 anos, enquanto ainda estudava Psicologia, publicou o seu primeiro livro intitulado "17 poemas", pela maior editora sueca, Bonniers, com a qual permaneceu ligado durante toda a sua carreira.
    Para a editora, a poesia de Trantrömer é "uma análise permanente do enigma da identidade individual frente à diversidade labiríntica do mundo".
http://ler.blogs.sapo.pt/817892.html

Outubro-mês internacional das bibliotecas escolares

Na Oficina de escrita, dá a tua opinião...

     Decorre na Biblioteca escolar, paralelamente à atividade "Levanta-te e atua!" da disciplina de EMRC, que comemora O dia internacional da erradicação da pobreza, dia 17 de outubro, uma Oficina de escrita, onde todos os alunos poderão deixar opiniões e sugestões concretas para ajudarmos a erradicar a pobreza.

"Se o céu vos atira uma tâmara, abri a boca!" ( provérbio chinês)

As Artes e a Língua Portuguesa


Com o intuito de comemorar o Mês internacional da biblioteca escolar, a equipa da biblioteca do AECeleirós lança "mãos" todos os anos ao engenho e arte de alunos e professores da área das artes visuais e tecnológicas, o que permite articular, inclusivamente, com a BE e com a Língua Portuguesa.

Um Livro, Um Amigo

Valter Hugo Mãe


Brevemente, na nossa Biblioteca!

Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.
As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.
Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

Na Biblioteca, não perturbes o silêncio de quem LÊ!


garfield
mensagens para orkut garfield orkut

http://paraorkut9.com/

A minha biblioteca é...

A biblioteca é um lugar privilegiado...

O que pensam os nossos alunos?

1."A biblioteca é um sítio mágico onde se pode aperfeiçoar a leitura e onde se pode estudar em silêncio. É um sítio único e mágico. (Mara, 5ºB)


2.A biblioteca é um sítio muito engraçado e tem muita imaginação. (Daniela, 5ºB)


3.A minha biblioteca é um sítio maravilhoso, onde posso ler, escrever e aprender. (Nara, 5ºB)


4.A biblioteca é um sítio onde se pode estudar, ler revistas, jornais e bons livros! (Ana Filipa, 5ºB)

5.A biblioteca, para mim, é muito importante, porque eu adoro ler e adoro trabalhar neste espaço magnífico. (Tatiana, 5ºB)

6.É um sítio mágico com muita imaginação. (Cláudia, 5ºB)

CLUBE DE HISTÓRIAS

Manuel e os pássaros



No tempo em que os meninos trabalhavam de criados, havia uma patroa muito má que tomara a seu serviço um rapazinho, o Manuel, a quem dava ordens por tudo e por nada, qual delas a mais disparatada.
No quintal, a senhora dona tinha uma figueira que, nesse ano, dera um único figo. Pois não é que a maluca da mulher exigiu ao Manuel que estivesse todo o tempo de atalaia, não se desse o caso de os pássaros cobiçarem o figuinho?
– Quero comê-lo quando estiver maduro. Ai de ti, se deixares os melros roubarem-no.
Bem os afugentava o garoto, mas os passarocos de bico cor de laranja são teimosos. E gulosos... Às duas por três, adeus figuinho.
– Maldito miúdo. Vais pagar-mas – gritou a megera.
E meteu-o de castigo numa pipa vazia, às escuras. Sorte para o Manuel que os melros tivessem sabido. Logo convocaram os pica-paus e outros passarinhos de bico duro. Todos juntos, toc toc toc, libertaram o Manelinho. Depois, uma águia, que também tinha sido chamada para ajudar, levantou o rapazinho nos ares.
A patroa viu-os e foi buscar uma caçadeira, mas já não chegou a tempo. Era mesmo má a criatura. A águia sobrevoou montes, campos, pinhais, aldeias, como se andasse à procura não se sabe de quê, até que poisou o Manuel num quintal, onde havia uma figueira. Depois, bateu as asas e desapareceu.
O rapaz, ainda meio tonto, viu a figueira e nela um único figo lampo. “Que desgraça a minha. Vai voltar tudo ao princípio”, pensou o Manuel. De dentro da casa, donde era o quintal, apareceu uma velhota. O miúdo encolheu-se e pensou: “Estou mesmo com azar. Esta há-de ser ainda mais torta do que a outra”.
– Como te chamas? – perguntou a velha.
– Manuel, para a servir.
– Para me servires? – riu-se a velha, num riso desdentado. – Eu nunca tive criados, mas querendo, podes ficar a cuidar-me da horta. Queres?
– Sim, minha senhora.
– Estamos acertados. E, olha, enquanto te preparo umas sopas, lambe-te com aquele figuinho único que a figueira me deu.
– A senhora não o quer para si?
A velhota fez uma careta.
– Não me dou bem com figos e tu puseste-te a olhar para ele como nunca vi ninguém olhar para um figo. Deve ser da fome que trazes.
O Manuel chamou a si o figo e pronto. Enquanto saboreava o figo e a velhinha, enternecida, sorria para ele, o Manuel pensou: “Valeu a pena conhecer as alturas, porque a águia sabia onde me deixava.”
Também estamos em crer que sim. As águias, lá de cima, veem muito, olá se veem.

António Torrado
www.historiadodia.pt

Outra Margem (Trovante, Luís Represas)



E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p'rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p'rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p'rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.
Maria Rosa Colaço( 1935/2005

De Regresso à Biblioteca

"O Livro "Como Ler Livros" é uma das obras que deveríamos receber
no primeiro dia de aula ou na melhor das hipóteses, antes dele."

Publicado pela primeira vez em 1940, reescrito e atualizado, o livro "Como Ler Livros" pertence ao filósofo, escritor e educador Mortimer Adler.
*Esta edição tem o auxílio do intelectual Charles Van Doren.
"Este livro almeja não apenas leitores, mas todos aqueles que desejam tornar-se leitores.. e que desejam crescer intelectualmente enquanto leem."
Sinopse: "Como Ler Livros", publicado originalmente em 1940, tornou-se um fenómeno raro, um clássico vivo. Trata-se do melhor e mais bem-sucedido guia de compreensão de leitura para o leitor comum.
O livro aborda os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folheio sistemático e pela leitura inspecional. Aprende-se a classificar um livro, a radiografá-lo, a isolar a mensagem do autor e a criticar.

Estudam-se as diferentes técnicas para ler livros práticos, literatura imaginativa, peças teatrais, poesia, história, ciências e matemática, filosofia e ciências sociais.

No final do livro, Mortimer Adler e Charles Van Doren  oferecem-nos uma confiável lista de leituras. Esta lista com certeza dará um impulso na experiência de aprendizagem além de ser de grande valor intelectual. Além disso no fim do livro existem testes de leitura para que possamos medir o progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura.
"nunca mais vamos ler um livro da mesma maneira"

António Torrado

Da erva à árvore

Eram dunas e dunas, a perder de vista. Montes de areia para o vento brincar...
Hoje, fazia uma duna maior aqui, amanhã apagava-a, para fazê-la mais além e, sempre segundo os seus caprichos, onde estavam montes, cavava vales, onde estavam vales, amoldava montes. O vento era uma vassoura enorme. Cabeleiras dóceis de ervinhas rasteiras deixavam-se pentear, despentear, ao sabor do vento gigante. Ele é que mandava.
Uma delas, à beira de um tojo só picos, cresceu. Delgadinha que era arriscou-se à vida. Rompera a areia e apontava para cima. Ela lá sabia. De dentes a ranger, o vento passou. Partiu-se o tronquinho? Não se partiu. Fincava as raízes, segurava-se com toda a força e, quando o vento descia, inclinava-se à vontade dele. Tinha de ser assim. Lá se foi aguentando.
O vento, a princípio, nem dava por ela. Era uma erva como as outras. Senhor daquelas dunas, o que ele queria era disciplina, ordem, submissão. A erva, que erva afinal não era, submetia-se. Óptimo. Foi crescendo e o vento sem dar por ela. Era um tronco já, uma arvorezinha de Natal para casa de bonecas. Outras ervinhas como, dantes, ela tinha sido, despontavam também, na mesma duna.
Ali havia uma pequena nação de pinheiros novos. A ordem era: persistir. Por enquanto, persistir. Resistir, seria para depois. E foram vingando. Quando o vento deu por eles, teve uma grande cólera e soprou, dias a fio, sobre a duna, donde nascia, miudamente, frágil ainda, um sinal de rebeldia ao seu poder. Nada conseguiu. Os pinheiros sabiam que eram pinheiros. Tinham raça e coragem para fazer frente ao vento. Uns e outros, os maiores e os mais pequenos, começaram a olhar para a sombra.
Alastravam para outras dunas. Guerreiros chamavam por outros guerreiros e desafiavam o vento. “Nada podes contra nós”, gritavam-lhe. O maior, o chefe, o mais velho, que da erva se fez tronco, do tronco se fez árvore, comandava a defesa e dizia aos mais novos, nas alturas em que o vento lhes fazia ranger os ramos: “Aguentem, que já passámos por pior”.
Eles aguentavam.
E foi assim que o vento, o gigante caprichoso que dantes arrasava dunas, teve de deixar de fazer castelos na areia.





António Torradohttp://www.historiadodia.pt/
(adaptação)

OFICINA de ESCRITA

Dá Continuidade


Era uma vez …um menino pobre que estudava e trabalhava. Um dia, esse menino foi trabalhar para outro País e perdeu-se. Uma velhinha acolheu-a e deu-lhe um chá.
A velhinha teve uma dor, chamaram a ambulância e foi para o hospital. Ficou internada dois meses. Depois foi para um lar de idosos. O menino, ao saber que a velhinha foi para um lar de idosos, percorreu todos os lares de idosos da cidade até que a encontrar. Passou todos os dias a ir lá, até que a velhinha morreu.
O menino ficou muito triste e nunca mais teve a sensação do que é viver.
( 6ºE ).
Certo dia, esse menino encontrou uma menina com quem fez uma grande amizade (8º D), casaram-se e viveram felizes para sempre. (CEF)
Mas o sempre não durou muito tempo e o menino (homem) voltou a casar. Da primeira mulher, com quem casou, teve 4 filhos, todos gémeos… um tinha uma deficiência e essa deficiência causou muitos problemas. Como os pais não eram ricos, não podiam dar ao menino o que ele necessitava, por isso ele acabou por morrer. A morte foi muito trágica; a família ficou muito triste, mas a vida continuou; eles ficaram com a culpa, porque sabiam que podiam ter feito mais do que fizeram.
O pai já não conseguia aguentar tudo aquilo… (7ºC e 7ºD).
Biblioteca Escolar, Junho de 2011

A história da criança e do desenho

Certa vez, uma criança fez um desenho. Demorou muito tempo a terminá-lo e usou todos os lápis de cor que tinha. Depois, foi ter com a avó e mostrou-lho.
— O que é isto? — perguntou à avó.
— É um desenho muito bonito e cheio de cor — respondeu a avó.
— Mas o que é? — insistiu.
A avó não soube responder.
A criança foi perguntar ao avô.
— Isto é quase um Picasso — respondeu o avô a rir.
— E o que é “quase um Picasso”? — perguntou a criança.
— Um pintor — foi a resposta do avô.
— Eu também sou pintor! — disse a criança.
De seguida foi ter com a irmã mais velha.
— Usaste mesmo as cores todas! — disse ela.
— Pois foi. Mas o que é isto?
— Uma gatafunhada colorida!
A criança tirou-lhe o desenho e foi ter com o pai que estava à mesa, a ler o jornal. A criança pôs o desenho em cima do jornal e não disse nada.
— Oh! — disse o pai. — Mas isto é um arco-íris todo colorido e muito bonito! Vai de uma ponta à outra. Vai de mim até ti!
— Acertaste! — disse a criança.
Em seguida, a criança e o pai penduraram o desenho precisamente no local onde a luz do sol se reflectia na parede.



Rolf Krenzer
Freue Dich auf jeden Tag
Würzburg, Echter Verlag, 1996
(Tradução e adaptação)


PONTUAÇÃO

FORMAÇÃO CÍVICA - NET SEGURA

O 123º Aniversário de FERNANDO PESSOA

ESTÁTUA DE PESSOA FRENTE À BRASILEIRA, NO CHIADO, em Lisboa.
Aqui, podemos tomar um café com o poeta.

Curiosidades


  • Numa tarde em que José Régio tinha combinado encontrar-se com Pessoa, este apareceu, como de costume, com algumas horas de atraso, declarando ser Álvaro de Campos e pedindo perdão por Pessoa não ter podido comparecer ao encontro.
  • Fernando Pessoa trabalhava como correspondente comercial, num sistema que hoje denominamos free lancer. Assim, podia trabalhar apenas dois dias por semana, dedicando os demais, exclusivamente, à sua grande paixão: a literatura.
  • A poetisa, professora e jornalista brasileira Cecília Meireles veio a Portugal em 1934, para proferir conferências na Universidade de Coimbra e na Universidade de Lisboa. Um grande desejo seu era conhecer o poeta, de quem se tinha tornado admiradora. Através de um dos escritórios para os quais Fernando Pessoa trabalhava, conseguiu comunicar com ele e marcar um encontro para o meio-dia, mas esperou inutilmente até às duas da tarde sem que Pessoa desse um ar da sua graça. De regresso ao hotel, Cecília teve a surpresa de encontrar um exemplar do livro Mensagem e um recado do misterioso poeta, justificando que não comparecera porque consultara os astros e, segundo o seu horóscopo, "os dois não eram para se encontrar". Realmente, não se encontraram nem houve muito mais oportunidades para tal, pois no ano seguinte Fernando Pessoa faleceu.
  • Pessoa media 1,73 m de altura, de acordo com o seu Bilhete de Identidade.
  • O assento de óbito de Pessoa indica como causa da morte "bloqueio intestinal".
  • A Universidade Fernando Pessoa (UFP), com sede no Porto, foi criada em homenagem ao poeta.
  • Fernando Pessoa é o primeiro português a figurar na Pleiade (Collection Bibliothèque de la Pléiade), prestigiada coleção francesa de grandes nomes da literatura.
  • Ofélia Queiroz, a sua namorada, criou um heterónimo para Fernando Pessoa: Ferdinand Personne. "Ferdinand" é o equivalente a "Fernando" em alguns idiomas e "Personne" significa "Pessoa" em francês, mas também "ninguém", residindo a curiosidade deste semi-trocadilho (possível unicamente em francês) no facto de Fernando, por criar outras personalidades, não ter um eu definido, não ser uma "Pessoa" definida, não ser "Ninguém".
  • Em Os Mal-Amados (2008), Fernando Dacosta relata uma conversa com Agostinho da Silva, que conhecera pessoalmente Fernando Pessoa em Dezembro de 1934. O poeta confidenciara-lhe, acabrunhado, que estava muito arrependido por ter escrito as cartas de amor a Ofélia. "Fizera-o movido pela sua irremediável fantasia heteronímica" (pg. 358), para saber como seria o romance entre um vulgar empregado de escritório e uma sua colega de trabalho, carente de afeto. Disfrutou o jogo durante algum tempo, mas, quando se apercebeu da monstruosidade da coisa, pôs fim ao romance fictício, para não fazer sofrer uma mulher real e apaixonada.
  • O cantor brasileiro Caetano Veloso compôs a canção "Língua", em que existe um trecho inspirado num artigo de Fernando sobre o tema "A minha pátria é a língua portuguesa". O trecho é: A língua é minha Pátria / E eu não tenho Pátria: tenho mátria / Eu quero frátria. Já o compositor Tom Jobim transformou o poema O Tejo é mais Belo em música. Identicamente, Vitor Ramil, cuja música "Noite de São João" tem como letra a poesia de Alberto Caeiro. A cantora Dulce Pontes musicalizou o poema O Infante. O grupo Secos e Molhados musicalizou a poesia "Não, não digas nada". Os portugueses Moonspell cantam no tema Opium um trecho da obra Opiário de Álvaro de Campos. O cantor Renato Braz traz no seu CD "Outro Quilombo" duas poesias musicadas: "Segue o teu destino", de Ricardo Reis, e "Na ribeira deste rio", de Fernando Pessoa.
  • O jornal Expresso e a empresa Unisys criaram, em 1987, o Prémio Pessoa, concedido anualmente à pessoa ou às pessoas de nacionalidade portuguesa que, durante o ano transcorrido e na sequência de atividade anterior, se tenham distinguido na vida científica, artística ou literária.