Um Livro, Um Amigo

Valter Hugo Mãe


Brevemente, na nossa Biblioteca!

Esta é a história de Crisóstomo que, chegando aos quarenta anos, lida com a tristeza de não ter tido um filho. Do sonho de encontrar uma criança que o prolongue e de outros inesperados encontros, nasce uma família inventada, mas tão pura e fundamental como qualquer outra.
As histórias do Crisóstomo e do Camilo, da Isaura do Antonino e da Matilde mostram que para se ser feliz é preciso aceitar ser o que se pode, nunca deixando contudo de acreditar que é possível estar e ser sempre melhor. As suas vidas ilustram igualmente que o amor, sendo uma pacificação com a nossa natureza, tem o poder de a transformar.
Tocando em temas tão basilares à vida humana como o amor, a paternidade e a família, O filho de mil homens exibe, como sempre, a apurada sensibilidade e o esplendor criativo de Valter Hugo Mãe.

Na Biblioteca, não perturbes o silêncio de quem LÊ!


garfield
mensagens para orkut garfield orkut

http://paraorkut9.com/

A minha biblioteca é...

A biblioteca é um lugar privilegiado...

O que pensam os nossos alunos?

1."A biblioteca é um sítio mágico onde se pode aperfeiçoar a leitura e onde se pode estudar em silêncio. É um sítio único e mágico. (Mara, 5ºB)


2.A biblioteca é um sítio muito engraçado e tem muita imaginação. (Daniela, 5ºB)


3.A minha biblioteca é um sítio maravilhoso, onde posso ler, escrever e aprender. (Nara, 5ºB)


4.A biblioteca é um sítio onde se pode estudar, ler revistas, jornais e bons livros! (Ana Filipa, 5ºB)

5.A biblioteca, para mim, é muito importante, porque eu adoro ler e adoro trabalhar neste espaço magnífico. (Tatiana, 5ºB)

6.É um sítio mágico com muita imaginação. (Cláudia, 5ºB)

CLUBE DE HISTÓRIAS

Manuel e os pássaros



No tempo em que os meninos trabalhavam de criados, havia uma patroa muito má que tomara a seu serviço um rapazinho, o Manuel, a quem dava ordens por tudo e por nada, qual delas a mais disparatada.
No quintal, a senhora dona tinha uma figueira que, nesse ano, dera um único figo. Pois não é que a maluca da mulher exigiu ao Manuel que estivesse todo o tempo de atalaia, não se desse o caso de os pássaros cobiçarem o figuinho?
– Quero comê-lo quando estiver maduro. Ai de ti, se deixares os melros roubarem-no.
Bem os afugentava o garoto, mas os passarocos de bico cor de laranja são teimosos. E gulosos... Às duas por três, adeus figuinho.
– Maldito miúdo. Vais pagar-mas – gritou a megera.
E meteu-o de castigo numa pipa vazia, às escuras. Sorte para o Manuel que os melros tivessem sabido. Logo convocaram os pica-paus e outros passarinhos de bico duro. Todos juntos, toc toc toc, libertaram o Manelinho. Depois, uma águia, que também tinha sido chamada para ajudar, levantou o rapazinho nos ares.
A patroa viu-os e foi buscar uma caçadeira, mas já não chegou a tempo. Era mesmo má a criatura. A águia sobrevoou montes, campos, pinhais, aldeias, como se andasse à procura não se sabe de quê, até que poisou o Manuel num quintal, onde havia uma figueira. Depois, bateu as asas e desapareceu.
O rapaz, ainda meio tonto, viu a figueira e nela um único figo lampo. “Que desgraça a minha. Vai voltar tudo ao princípio”, pensou o Manuel. De dentro da casa, donde era o quintal, apareceu uma velhota. O miúdo encolheu-se e pensou: “Estou mesmo com azar. Esta há-de ser ainda mais torta do que a outra”.
– Como te chamas? – perguntou a velha.
– Manuel, para a servir.
– Para me servires? – riu-se a velha, num riso desdentado. – Eu nunca tive criados, mas querendo, podes ficar a cuidar-me da horta. Queres?
– Sim, minha senhora.
– Estamos acertados. E, olha, enquanto te preparo umas sopas, lambe-te com aquele figuinho único que a figueira me deu.
– A senhora não o quer para si?
A velhota fez uma careta.
– Não me dou bem com figos e tu puseste-te a olhar para ele como nunca vi ninguém olhar para um figo. Deve ser da fome que trazes.
O Manuel chamou a si o figo e pronto. Enquanto saboreava o figo e a velhinha, enternecida, sorria para ele, o Manuel pensou: “Valeu a pena conhecer as alturas, porque a águia sabia onde me deixava.”
Também estamos em crer que sim. As águias, lá de cima, veem muito, olá se veem.

António Torrado
www.historiadodia.pt

Outra Margem (Trovante, Luís Represas)



E com um búzio nos olhos claros
Vinham do cais, da outra margem
Vinham do campo e da cidade
Qual a canção? Qual a viagem?

Vinham p'rá escola. Que desejavam?
De face suja, iluminada?
Traziam sonhos e pesadelos.
Eram a noite e a madrugada.

Vinham sozinhos com o seu destino.
Ali chegavam. Ali estavam.
Eram já velhos? Eram meninos?
Vinham p'rá escola. O que esperavam?

Vinham de longe. Vinham sozinhos.
Lá da planície. Lá da cidade.
Das casas pobres. Dos bairros tristes.
Vinham p'rá escola: a novidade.

E com uma estrela na mão direita
E os olhos grandes e voz macia
Ali chegaram para aprender
O sonho a vida a poesia.
Maria Rosa Colaço( 1935/2005

De Regresso à Biblioteca

"O Livro "Como Ler Livros" é uma das obras que deveríamos receber
no primeiro dia de aula ou na melhor das hipóteses, antes dele."

Publicado pela primeira vez em 1940, reescrito e atualizado, o livro "Como Ler Livros" pertence ao filósofo, escritor e educador Mortimer Adler.
*Esta edição tem o auxílio do intelectual Charles Van Doren.
"Este livro almeja não apenas leitores, mas todos aqueles que desejam tornar-se leitores.. e que desejam crescer intelectualmente enquanto leem."
Sinopse: "Como Ler Livros", publicado originalmente em 1940, tornou-se um fenómeno raro, um clássico vivo. Trata-se do melhor e mais bem-sucedido guia de compreensão de leitura para o leitor comum.
O livro aborda os vários níveis de leitura e mostra como atingi-los – da leitura elementar à leitura rápida, passando pelo folheio sistemático e pela leitura inspecional. Aprende-se a classificar um livro, a radiografá-lo, a isolar a mensagem do autor e a criticar.

Estudam-se as diferentes técnicas para ler livros práticos, literatura imaginativa, peças teatrais, poesia, história, ciências e matemática, filosofia e ciências sociais.

No final do livro, Mortimer Adler e Charles Van Doren  oferecem-nos uma confiável lista de leituras. Esta lista com certeza dará um impulso na experiência de aprendizagem além de ser de grande valor intelectual. Além disso no fim do livro existem testes de leitura para que possamos medir o progresso em compreensão, velocidade e capacidade de leitura.
"nunca mais vamos ler um livro da mesma maneira"