Mark Twain faria, hoje, 176 anos

Samuel Langhorne Clemens, mais conhecido pelo pseudónimo Mark Twain, nasceu a 30 de Novembro de 1835, na Florida, Missouri, Estados Unidos da América.
Começou a trabalhar aos 18 anos como tipógrafo e a escrever para jornais. Entre 1856 e 1861, início da Guerra Civil Americana, foi piloto de barcos a vapor no Mississípi, profissão que mais tarde afirmaria levar consigo até ao fim dos seus dias e que recordou no livro "Life on the Mississippi", de 1883. Tendo iniciado a sua carreira como escritor de livros de viagens, teve o seu primeiro sucesso literário com a obra - A Célebre Rã Saltadora do Condado de Cavaleras, publicada em 1865.
Contudo são obras como - As Aventuras de Tom Sawyer, As Aventuras de Huckleberry Finn e O Homem que corrompeu Hadleyburg que o projectam como um dos maiores nomes da literatura norte-americana.
Morreu em 21 de Abril de 1910, em Redding, Connecticut.

Concurso (PNL/ CTT) - Onde te leva a imaginação?



Vamos participar e imaginar um Portugal melhor, onde não há solidão, nem pobreza e onde as crianças podem ser crianças.
Este concurso estende-se ao JI, 1º e 2º ciclos e pertence ao projeto a LER+ do Plano Nacional de Leitura.

(Clica em Ler+)

Guias de Portugal vencem, ex aequo, concurso nacional!

Projectos Café com Letras, da Patrulha Teodora da 1ª Companhia de Celeirós da Associação Guias de Portugal, Celeirós, Braga, e Leitura solidária  da Associação de Solidariedade Social e Recreativa de Nespereira, Cinfães são os vencedores. http://www.dglb.pt/

Clube dos contadores de histórias

                                 Pauzinhos de marfim

 Conto do filósofo chinês Han Fei, oito séculos antes da nossa era.

Na China antiga, um jovem príncipe resolveu mandar fazer, de um pedaço de marfim muito valioso, um par de pauzinhos. Quando isto chegou ao conhecimento do rei seu pai, que era um homem muito sensato, este foi ter com ele e explicou-lhe:
— Não deves fazer isso, porque esse luxuoso par de pauzinhos pode levar-te à perdição!
O jovem príncipe ficou confuso. Não sabia se o pai falava a sério ou se estava a brincar. Mas o pai continuou:
— Quando tiveres os teus paus de marfim, verás que não ligam com a loiça de barro que usamos à mesa. Vais precisar de copos e tigelas de jade. Ora, as tigelas de jade e os paus de marfim não admitem iguarias grosseiras. Precisarás de cauda de elefante e fígado de leopardo. E quem tiver comido cauda de elefante e fígado de leopardo não vai contentar-se com vestes de cânhamo e uma casa simples e austera.
Irás precisar de fatos de seda e palácios sumptuosos. Ora, para teres tudo isto, vais arruinar as finanças do reino e os teus desejos nunca terão fim. Depressa cairás numa vida de luxo e de despesas sem limite. A desgraça irá atingir os nossos camponeses, e o reino afundar-se-á na ruína e desolação… Porque os teus paus de marfim fazem lembrar a estreita fissura no muro de uma fortaleza, que acaba por destruir toda a construção.

O jovem príncipe esqueceu o seu capricho e mais tarde veio a ser um monarca reputado pela sua grande sensatez.

S. Martinho na BE

Palavras com Música

Feira de S. Martinho e "Palavras com Música"

     A nossa Biblioteca abre portas à comunidade educativa no dia 12 de novembro  durante a manhã.
      Pelas 10 horas e 30 minutos, poderá assistir às "Palavras com música", uma atividade de enriquecimento cultural.

Contadores de Histórias

O Presente do Povo Pequeno

     Um alfaiate e um ourives viajavam juntos.
    Certo dia, ao crepúsculo, ouviram à distância o som de música. Caminharam mais rapidamente e a melodia foi-se fazendo ouvir, cada vez mais alegre. Esqueceram todo o cansaço da jornada e apressaram-se, para ver de onde vinha.



     A lua já se erguera, quando os dois caminhantes alcançaram uma colina, de onde divisaram uma porção de pequenos homens e mulheres. Davam-se as mãos e rodopiavam com grande alegria, numa farândola animada. Cantavam ao mesmo tempo uma linda melodia. No meio da reunião, estava sentado um velho, um pouco mais alto que os demais, e cuja longa barba branca se espalhava pela frente do seu casaco colorido. Os dois companheiros estacaram e contemplaram a festa, cheios de admiração. O velho fez-lhes sinal para entrarem também na roda, enquanto o povo pequeno abria, prazenteiramente, a roda, para dar lugar a ambos.
     O ourives, mais expansivo, aceitou de imediato. O alfaiate, tímido, hesitou um pouco, mas vendo como era divertido, acabou por aderir também. A roda fechou-se, novamente, e todos dançaram e pularam, com gritos de alegria. O velho, tomando uma faca que trazia à cintura, amolou-a, olhando para os dois viajantes. Estes assustaram-se, porém não tiveram tempo de tomar qualquer atitude. O velho, agarrando o ourives, escanhoou-lhe, com grande rapidez, o cabelo e a barba. A mesma coisa sucedeu ao alfaiate.
     O medo dos dois desapareceu, quando o velho, ao terminar, lhes deu uma amistosa palmadinha nas costas, como se quisesse dizer-lhes que haviam agido acertadamente, ao deixarem que lhes fosse cortado o cabelo e barba. Mostrou-lhes, depois, por gestos, um monte de carvão, mandando-os encherem os bolsos. Obedeceram, embora sem compreenderem, e foram à procura de um lugar para passar aquela noite. Ao chegarem à planície, ouviram o relógio de um convento próximo bater a meia-noite. No mesmo instante, o canto parou e tudo desapareceu, ficando apenas uma colina deserta ao luar.
     Os dois caminhantes acharam um lugar coberto de palha, onde se deitaram, esquecendo-se de tirar dos bolsos os pedaços de carvão, tão cansados estavam. Um peso desacostumado fê-los acordar mais cedo, enfiaram as mãos nos bolsos para deles tirar o carvão, mas, com grande espanto, encontraram, em lugar dele, pedaços de ouro. Agora podiam considerar-se ricos. Felizmente, o cabelo e a barba já haviam crescido. Todavia, existe gente por demais ambiciosa e, entre essa, estava o ourives. Lamentou não ter enchido mais os bolsos, assim teria o dobro do que coubera ao alfaiate. O ourives, ávido de mais ouro, propôs ao alfaiate pernoitarem mais uma vez naquela região, para voltarem a ver o povo pequeno e o velho no outeiro. O alfaiate declarou:
     — Já tenho o bastante e estou satisfeito! Agora vou poder casar-me e ser um homem feliz.
     Mas estava pronto a esperar mais um dia pelo companheiro.
     À noite, o ourives pendurou mais algumas bolsas à cintura e pôs-se a caminho do outeiro. Encontrou, como na noite anterior, todo o pequeno povo a cantar e a dançar, e o velho cortou-lhe barba e cabelo e fez-lhe sinal para que fosse buscar os pedaços de carvão. O ourives não teve dúvidas de embolsar tudo quanto cabia nos seus muitos bolsos e voltou, todo feliz; cobriu-se com o casaco e ferrou no sono. “Tanto se me dá que o ouro pese”, pensou. “Suportarei tudo de bom grado.”    Adormeceu com a deliciosa antecipação de acordar milionário.
     Ao abrir os olhos, levantou-se apressado, para examinar os bolsos. Mas ficou abismado quando apenas retirou deles pedaços de carvão. Decepcionado, consolou-se, pensando que lhe sobraria pelo menos o ouro ganho na noite anterior. Mas ficou apavorado quando viu também aquele transformado em carvão. Inadvertidamente, bateu com a mão na cabeça e sentiu-a lisa e calva, e assim estava o seu rosto. Reconheceu, então, tratar-se de um castigo pela sua ambição.
     Enquanto isso, o alfaiate acordara e agora consolava do melhor modo possível o companheiro, banhado em lágrimas de desespero.
     — És meu companheiro de viagem e amigo; vais ficar comigo e gozaremos juntos da minha fortuna.
     Manteve a palavra, mas o pobre do ourives teve de esconder, dentro de gorros, a sua cabeça calva, durante toda a vida.

Marie Tenaille (org.)
O meu livro de contos
Porto, Asa Editores, 20

BEM-ME-QUER

Oficina de escrita



Na Biblioteca Escolar, “demos as mãos” à atividade desenvolvida pela disciplina de EMRC - “levanta-te e atua”, no âmbito do Dia internacional para a erradicação da pobreza (Dia 17 de outubro).

Os nossos alunos mais sensíveis à causa registaram as suas opiniões. Essas inspiraram o pequeno texto que se pode ler com o título:

“Bem -me -quer!”

Muitos são os meninos que dariam as roupas que não lhes servem, os alimentos excedentários, os livros que já leram, os brinquedos, quase novos, com que brincaram.

Muitos outros julgam ser capazes de um dia ajudar a construir “abrigo” para os desalojados e escolas para todas as crianças do Mundo.

Mas que poderei eu fazer “agora”, neste momento?

Se conheceres alguém, que viva próximo de ti, que precise da tua ajuda - “Levanta-te e atua!”. Precisamos de ser solidários. Se a Pobreza acabar, o mundo melhora (Catarina, 6ºE).

Além da Catarina e da Bruna do 6ºE, houve outras participações nesta Oficina de escrita, a saber: a Isabel e a Margarida do 5ºA; o João, o Tiago e a Lara do 5ºB; a Bruna, a Vânia, Diogo e Francisco do 5ºC; a Daniela do 5ºD; a Mariana, a Daniela e a Inês do 6ºD; a Catarina e o Hélder do 6ºF; o Alexandre do 7ºB; o Alexandre do 7ºC; a Joana, o Hélder, a Carina, a Francisca e a Catarina do 8ºC; o 9ºD e o 7ºD.

ADIVINHAS SABOROSAS E DIVINAS!


Qual é a coisa,
 qual é ela,
que tem camisa e casaco
sem remendo nem buraco,
estoira como um foguete
se alguém no lume a mete?

Alto cavaleiro
Quando lhe dá a risa
Cai-lhe o dinheiro?


Qual é a coisa, qual é ela,
Que é macho e dá fêmeas?



O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado.
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?



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Consumo Sustentável


Pegada Ecológica

      No dia 28 de outubro, pelas 21 horas, a Biblioteca escolar e a Eco escolas promoveram, com a colaboração da Engª Ana Cristina Costa da CMB, uma ação de sensibilização para o consumo sustentável.  
      O convite foi dirigido a toda a comunidade educativa, que não se fez representar tanto quanto o deveria ter feito. Ora o sucedido leva-nos a concluir que estamos perante uma comunidade educativa suficientemente esclarecida quanto aos problemas económicos, que nos bateram à porta, e quanto aos problemas ambientais que andam por aí a fazer estragos, sem que tenhamos tempo de agir de modo consciente e esclarecido.
       Quem esteve presente saiu enriquecido em conhecimentos, portanto mais preparado para agir, quer em defesa de si próprio, quer em defesa dos outros, pois adquiriu formas inovadoras de reduzir às despesas e refletiu, conjuntamente, sobre a importância de pouparmos o ambiente.