10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos


Direito à Terra, Planeta ameaçado!
Dever de respeitar a Terra e todos os seus seres vivos!


Dezembro é tempo de, em Copenhaga, se discutir o nosso futuro e encontrar soluções!
Para saber mais e participar clique na imagem à direita!
Para participar nas iniciativas do Greenpeace clique aqui!

Actividades culturais organizadas pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva

A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e os seus parceiros culturais convidam-nos a participar nas actividades previstas de 9 a 12 de Dezembro.
A entrada é livre.

Uma Aventura Literária 2010

Está aberto o Concurso "Uma Aventura…Literária 2010" destinado a alunos dos 1º, 2º, 3º Ciclos e Secundário.
Podes participar com: Texto original, Crítica, Desenho, Teatro e Olimpíadas da História.

Os trabalhos terão que ser enviados até 15 de Fevereiro de 2010 (data dos CTT).
Para concorreres on-line, consultar o regulamento e outras informações clica no Cartaz!

Criatividade

Nesta quadra que deve ser de alegria, cantar e dançar podem ajudar a aliviar o peso causado por "esta chuva persistente" e, ainda, "tocadinha a vento"!
Aqui deixamos duas danças muito criativas ! Agradecemos à nossa professora Margarida Castro e à professora bibliotecária do Agrupamento de Escolas do Mosteiro e Cávado por nos facultarem os 1º e o 2º endereços, respectivamente!

O Primeiro Natal em Portugal

É véspera de Natal. Mas não para Irina. Para ela só será Natal a 7 de Janeiro, quando as aulas tiverem recomeçado.
A mãe aproveita umas horas extra, na pastelaria, para preparar fornadas de bolos-reis.
O pai, antes de sair, marcou-lhe páginas e páginas de trabalhos de casa. É preciso, para poder acompanhar os colegas,
Folheando o dicionário, a pequena ucraniana procura as palavras portuguesas que há-de escrever em frente das que tão bem conhece.
ОЛiВЕДЬ — lápis
ЗОШИТ — caderno
КИГА — livro
ШКОЛА — escola
Tudo diferente! Até o abecedário... Na escola, os outros fazem pouco dela e chamam-lhe “língua de trapos”. Que quererá isso dizer?
Vai à página 190, logo em seguida à 293. Era de calcular...
Tem, no entanto, orgulho em ser a melhor a matemática. Ninguém a bate em contas. Quando a professora entrega os testes e lhe dá vinte, há sempre um grupinho irritado que, no recreio seguinte, se junta, numa roda, à sua volta, cantarolando:

Irina, Irina, Irina,
Que menina tão fina!
Tem cara cor de sal,
Olhos cor de piscina.
Cabelos cor de margarina.
Ai, doem-te as saudades?
Vai tomar aspirina.

Na Ucrânia deixou tantos amigos...

Evita aqueles olhos escuros que se fixam nela, uns curiosos, outros trocistas, outros indiferentes.
Sente-se como uma extraterrestre. Porque é que os pais a mandaram vir?
Isola-se no recreio, a um canto, tentando desvendar a algaraviada das conversas. Às vezes, o Afonso murmura-lhe ao ouvido um segredo:
— Pareces uma fada!
E foge logo a correr.
Que palavrão será “fada”? Nem vale a pena procurar no dicionário. Algumas palavras que lhe dizem nem sequer lá vêm. A princípio ainda perguntou à mulher da limpeza o que significavam mas ela empurrou-a com a esfregona.
— Ordinária! Estes imigrantes mal sabem falar mas fixam logo a porcaria... Porque não voltam para o sítio de onde vieram?
Com lágrimas nos olhos, Irina vai agora à janela e vê as luzinhas acender e apagar nas árvores despidas. Por trás das paredes deslavadas das velhas casas, decerto se celebra a consoada. Como será?
Doze pratos se punham na mesa de festa no Natal da sua terra. Uma em memória de cada apóstolo.
É Natal em Portugal. Que interessa? A família está dispersa. A mãe a fazer bolos-reis que não vai provar porque para os ortodoxos é tempo de sacrifício e jejum. O pai lá anda, na construção civil. Como mais ninguém queria trabalhar na noite de 24, foi, sozinho, pintar um café que está a ser remodelado, ao fundo da rua. Os dois irmãos mais novos ficaram em Priluki, lá longe, com a avó.
Irina aquece a sopa e arranja uma sandes de queijo. Como pesa o silêncio!
De repente, sente um grito abafado no andar de cima. Algum assalto? Alguém que caiu? Não sentiu passos nem o baque de uma queda...
Com o coração a bater, põe-se a espreitar pelo óculo. Nada!
— Acudam! Acudam!
Mais ninguém se encontra no prédio. As lojas do rés-do-chão estão fechadas, os vizinhos do primeiro andar foram de férias. Por cima, na mansarda, mora uma rapariga nova, gorda, pálida.
Irina abalança-se a subir. A porta encontra-se apenas encostada e a miúda entra, a medo. Já ninguém grita. Um gemido fraco ecoa ao fundo do corredor.
Haverá feridos? Tem horror ao sangue. Por um momento, pensa em voltar para trás. Mas prossegue, pé ante pé, até ao quarto.
Deitada na cama, a moça, que ela conhece de vista, geme, agarrada à barriga enorme. Irina aproxima-se, repara que está alagada em suor.
— Ladrão atacar tu? Estar doente?
Tremendo, a outra responde:
— Chama o 112. O bebé vai nascer.
Que será o 112? Estará ela a delirar? Quase desfalece.
Então Irina precipita-se pela escada abaixo. A rua encontra-se deserta. Não conhece ninguém nas redondezas. Corre até ao café onde o pai está a pintar paredes.
— Pai, pai! — grita ela.
Anton desce do escadote, pousa o rolo, inquieto ao ver a filha naquela aflição.
— Que foi? Aconteceu alguma desgraça?
Mal sabe o que se passa, marca um número no telemóvel, dá a morada, pede urgência. Segue-a em passo apressado. Sobre eles desaba uma chuva gelada. Ficam com os cabelos a escorrer, encharcam os sapatos nas poças que, num instante, se formam.
Chegados ao prédio, o ucraniano galga os degraus dois a dois, entra sozinho no quarto da vizinha. A filha fica à espera.
— Irina, ferve uma panela de água. Traz-me um frasco de álcool, uma tesoura, toalhas.
A miúda obedece, confusa.
— Traz-me roupa lavada, para me mudar!
O pintor despe o fato-macaco, sujo de tinta e de pó, na casa de banho, enfia uma camisa branca, umas calças desbotadas. Esfrega as mãos e a tesoura com álcool.
— Irina, a água já ferve?
De novo no quarto, fala pausadamente com a rapariga, em voz alta. Ouve-se tudo cá fora.
— Força! Coragem! Está quase...
De súbito ouve-se o choro de um bebé.
— Entra, Irina — diz, pouco depois, o pai. — Vem ajudar. Já és crescida.
Entrega-lhe o recém-nascido.
A rapariga, na cama desalinhada, sorri.
— Embrulha-o num xailinho. Está na gaveta do meio.
Irina aconchega aquele corpo tão pequenino e frágil. Embala-o devagarinho, como fazia com as bonecas. Uma minúscula mãozinha aperta então o seu polegar.
O alarme de uma ambulância apita. Pára à entrada do edifício. Duas enfermeiras precipitam-se pela porta dentro.
— Então, viram-se atrapalhados? Um parto faz sempre confusão, principalmente aos homens.
— Sou médico — confessa o ucraniano. — Mas, em Portugal, ando nas obras...
As enfermeiras cruzam um olhar subitamente triste. Examinam a criança.
— O bebé nasceu no dia de Natal. É o nosso Menino Jesus.
A mãe olha para o homem e pergunta:
— Como é que o doutor se chama?
— Anton.
— António? Quer ser o padrinho? Vou pôr-lhe o seu nome.
As enfermeiras levam a rapariga e o bebé para a ambulância.
— Vão dar um passeio até à maternidade. Estão ambos óptimos.
— Manhã nós visitar! — exclama a garota.
Já passa da meia-noite. Pai e filha descem até ao patamar do primeiro andar. Na escada nunca há luz. Felizmente a gente do 112 usa lanternas... Mas, logo que o pessoal da ambulância se afasta, a escuridão instala-se. Às apalpadelas, o pai mete a chave na fechadura. Tropeça num embrulho.
— Que será? — espanta-se ele. — Esta é uma noite de surpresas.
Sobre o tapete de cairo está um embrulho enfeitado com um laçarote cor-de-rosa. Traz um bilhete preso com fita-cola.
Para uma fada loura.
com amizade
A menina abre-o. É um conjunto de canetas de ponta de feltro.
— O Pai Natal português não se esqueceu de ti — ri-se o médico.
— O Afonso é a única pessoa que me trata por fada — replica a Irina, um bocadinho corada.
Corre para o dicionário, passando as páginas até à número 159 e exclama, radiante:
OЗНАКА — fada
Depois, pega numa folha de papel e desenha, a amarelo, uma estrela a brilhar, a brilhar, a brilhar.


Luísa Ducla Soares, "Há sempre uma estrela no Natal", Porto, Civilização Editora, 2006

Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão

Livro do Mês:"O Rapaz de pijama às riscas" de John Boyne

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade, destinado à leitura autónoma.
A história é triste, muito triste, mas bonita, cheia de conteúdo, cheia de sentimentos. Fica aqui a sinopse do livro e também a sua recomendação. Este livro promove os valores da tolerância, da amizade e da igualdade!
Sinopse -Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…
Será interessante leres o livro e depois veres, na BE/CRE, o filme baseado nesta história !

Expressão dramática




O professor Simão ofereceu à biblioteca um CD com alguns dos trabalhos realizados pelos alunos das EB1 de Guisande e Oliveira S. Pedro, no âmbito das Actividades Extra Curriculares (AEC), no passado ano lectivo. Aqui deixamos uma pequena mostra que pode inspirar a realização de outros trabalhos, por exemplo para a quadra festiva que se aproxima!

Novembro na BRE/CRE

A BE/CRE juntou à comemoração do Ano Internacional da Astronomia as comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e do Ano Europeu da Criatividade e Inovação. “Ler o Fantástico Mundo da Ciência” foi o desafio lançado para a semana de 23 a 27 de Novembro, na “Semana da Ciência e da Tecnologia”.
Os trabalhos produzidos pelos alunos versaram, sobretudo, a Astronomia. Mas as espécies vegetais e animais não foram esquecidas.
Aqui deixamos "mostras" dos trabalhos produzidos e das experiências realizadas pelas professoras Ana Cláudia Alegria e Isabel Pinto, do Departamento de Ciências Exactas. Houve fenómenos de ilusão óptica, efeitos hilariantes provocados pela alteração da voz devido à inalação de gás hélio, observação do comportamento de minhocas e plantas que não apreciam a exposição à luz e visionamento de filmes 3D!

24 de Novembro - Dia Nacional da Cultura Científica

O Dia Nacional da Cultura Científica, 24 de Novembro, instituído em 1997 para comemorar o nascimento de Rómulo de Carvalho/António Gedeão (pedagogo, cientista, poeta e escritor) e para divulgar o seu trabalho na promoção da cultura científica e no ensino da ciência.

Dia do Não Fumador

Panfleto elaborado pela Raquel, orientada pela sua professora de CN, Celeste Pereira, e que foi distribuído na BE/CRE!

16 de Novembro-Dia Internacional para a Tolerância

Conceito de Tolerância
A palavra tolerância, provém da palavra Tolerare que significa etimologicamente sofrer ou suportar pacientemente. Tolera-se aquilo que se apresenta como distinto da maneira de agir, pensar e sentir de quem tolera. Quem tolera está, em princípio numa posição de superioridade em relação aquele que é tolerado. Neste sentido, pode ou não tolerar.
A tolerância pode surgir como a
simples aceitação das diferenças entre aquele que tolera e o tolerado, ou como a disponibilidade do primeiro para integrar ou assimilar o segundo.
in http://afilosofia.no.sapo.pt/tolerancia.htm em 2009/11/16
O Dia Internacional para a Tolerância foi instituído pela ONU em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 16 do mês de Novembro, em 1995, tendo 185 Estados como signatários. Foi instituído pela Resolução 51/95 da UNESCO. in http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_para_a_Toler%C3%A2ncia em 2009/11/16
A BE/CRE convida-te a veres este vídeo do cantor brasileiro Gabriel o Pensador e a prestares muita atenção à letra da canção que se intitula" Racismo é BURRICE" e que podes ler
aqui.

O mês de Outubro na BE/CRE.

Na BE/CRE, para além da formação que receberam como utilizadores ( utilização dos espaços, da colecção, dos recursos humanos, da disciplina na plataforma Moodle, do Blog e do catálogo on-line ), os alunos «cumprimentaram» a Biblioteca deixando-lhe alguns presentes.

Astronomia Artística!

Integrado nas actividades do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), a Sociedade Portuguesa de Astronomia (SPA) lança o concurso "Astronomia Artística", tendo como destinatários os alunos do ensino básico e secundário!
O apelo da SPA é "Usa a tua criatividade, originalidade e capacidade de inovação no domínio das artes. (...) (Artes Plásticas, Multimédia, Poesia, Conto e Música) tendo a Astronomia como motivação."
Os interessados terão que enviar os seus trabalhos até 31 de Janeiro de 2010! Para consultar o regulamento e inscrições clicar na imagem!

Há vida na Biblioteca!

Numa iniciativa conjunta do PNL, RBE e da revista Visão Júnior, os alunos do ensino básico são desafiados a fazer uma reportagem sobre a sua biblioteca! As inscrições estão abertas até 27 de Novembro. Para saber mais clica na foto da nossa BE!