DIA 16 de OUTUBRO - DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO


Completa:

 O Coração tem Razões que a ALIMENTAÇÃO conhece!

QUERO UMA ÁRVORE NA MINHA BIBLIOTECA

AS ÁRVORES E OS LIVROS

(Pesquisa, completa e entrega a solução na tua Biblioteca)

    
As árvores como os livros têm ............
     e margens lisas ou recortadas,
     e capas (isto é copas) e capítulos
     de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, ....................... de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas ...........................,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As ............................ são imensas bibliotecas, e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um ................... (treilero)
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu ........... (uarqto), plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
 Jorge Sousa Braga, Herbário, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999

DIA INTERNACIONAL de PREVENÇÃO das Catástrofes Naturais

Paris, 1910

Como evitar? Como prever? Como lidar?

O PROSEPE desenvolve, ao longo do ano, actividades muito interessantes com os alunos. Algumas dessas actividades vão estar patentes na Biblioteca Escolar. Hoje, dia 13 de Outubro, vem descobrir a exposição, que o PROSEPE preparou na Biblioteca Escolar com a colaboração do grupo disciplinar de Geografia e Ciências Físico-Químicas.

 A Exposição que trouxe à BE a curiosidade!

 O Vulcão Activo

As experiências dinamizadas, na Biblioteca Escolar, pela profª Isabel Pinto, coordenadora do PROSEPE


70º Aniversário de John Lennon

John Lennon... Quanto "canta" "Imagine".... Estaremos a ouvir, apenas, um SONHADOR????
Ou podemos estar perante uma realidade possível desde que o Homem queira?

Deixamos-te o desafio de reflectires sobre a mensagem!
Se quiseres, dá-nos conta da tua opinião, fazendo-a chegar no espaço dos comentários (abaixo), via mail ou deixando-a na recepção, no suporte que mais te convier!
Para saberes mais sobre o "mítico"  John Lennon clica aqui!

DIA MUNDIAL DA MÚSICA - 1 de OUTUBRO

O Dia Mundial da Música foi instituído a 1 de Outubro de 1975 pelo International Music Council, uma organização não governamental fundada em 1948 sob o patrocínio da UNESCO. Esta celebração visa a promoção de valores de paz e amizade através da linguagem universal que é a música.
A palavra música vem do grego "mousikê", que significa a arte das musas. Por isto, incluía também a poesia e a dança.

- E o que é que todas elas têm em comum?
- O ritmo!
É quase impossível dizer quando a música surgiu ou como os homens passaram a utilizar instrumentos para deles extrair som, ritmo, melodias. Ao contrário de outras manifestações primitivas da arte, como as pinturas que ficavam gravadas nas cavernas, a música não podia ser registada. Isto dificulta ainda mais a tentativa de delimitar o "nascimento" desta expressão.
Mas pode-se dizer que os homens pré-históricos ainda não dominavam técnicas artesanais suficientes para fabricar instrumentos musicais, embora já usassem as mãos e pés para marcar ritmo em celebrações de guerra e rituais. E é esse ritmo que interessa observar, porque, a partir dele, o homem vai começar a buscar outras manifestações: assobios, uivos, gritos que, dentro de uma medida de tempo, vão compor a música no seu estilo mais primitivo.


                   UM PoEmA


As árvo­res que eu vejo em vez de fruto dão pás­sa­ros
Os pás­sa­ros são o fruto mais vivo das árvo­res
Os pás­sa­ros come­çam onde as árvo­res aca­bam
Os pás­sa­ros fazem can­tar as árvo­res
Ao che­gar aos pás­sa­ros as árvo­res engros­sam movimentam-se
dei­xam o reino vege­tal para pas­sar a per­ten­cer ao reino ani­mal
Como pás­sa­ros poi­sam as folhas na terra
Quando o Outono desce vela­da­mente sobre os cam­pos
Gos­ta­ria de dizer que os pás­sa­ros ema­nam das árvo­res
mas deixo essa forma de dizer ao roman­cista
é com­pli­cada e não se dá bem na poe­sia
não foi ainda iso­lada da filo­so­fia
Eu amo as árvo­res prin­ci­pal­mente as que dão pás­sa­ros
Quem é que lá os pen­dura nos ramos?
De quem é a mão a inú­mera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração.
Ruy Belo


NA BE, podes ver o filme Tempo de Melodia da Walt Disney

Sugestões de Leitura para o Pré -escolar, 1º e 2º ciclos: "Os Músicos de Bremen" (123 aprender é divertido) e "A Ponte da Harmonia" (Texto Editora).


O Pirata de Elba

Nota introdutória:
O conteúdo deste email foi publicado originalmente no blog da livraria Pó dos Livros e devido ao serviço público prestado pelos seus autores, tomamos a decisão de o partilhar.



Para todos os alunos do 8.º ano que, desesperadamente, andam à procura do conto O Pirata de Elba, inserido no livro de Luis Sepúlveda, Rosas de Atacama, e cujo livro se encontra esgotado, aqui fica o conto na integra para que possam cumprir com os seus deveres escolares.

                                    O PIRATA DE ELBA




Há uma rua de Hamburgo com o nome do burgomestre Simon von Utrecht, mas quase nenhum hamburgês sabe quem foi tal sujeito, nem por que é que merece ser recordado. A única coisa que sabem dele é que ordenou a execução de um homem que vive nas memórias dos irreverentes, em centenas de canções e narrativas que se contam na costa do Mar do Norte ou nos cálidos cafés de Weddel ou Blankenesse. O homem – que esse sim, é recordado – chamou-se Klaus Störtebecker e era um pirata. O Pirata do Elba.
Na ano de 1390, a Liga Hanseática impunha a ferro e fogo o seu domínio mercantil sobre o Atlântico Norte e o Mar Báltico. A Liga estabelecia impostos absurdos, fixava preços arbitrários aos artesãos e agricultores, e nos seus mil barcos os capitães hanseáticos utilizavam a força para castigar qualquer falta.Mas, e como sempre aconteceu na História, um grupo de marítimos liderados por Klaus Störtebecker, um gigantão de rosto feroz e barba vermelha, disse que não, que bastava de impostos chicote e corda , depois de um motim, fizeram-se ao mar com um barco que começou a navegar sob a bandeira da liberdade.
Em 1392, na ilha de Gotland, os homens de Störtebecker ditaram a sua declaração de princípios a um sacerdote, que traduziu para latim as palavras pronunciadas em todos os dialectos que se falavam no Norte da Europa. Diziam elas que os homens são escolhidos por Deus para praticar a felicidade e que só a felicidade concedia a necessária vitalidade para suportar qualquer penúria.A partir daquele momento começaram a chamar-se “Die Vitalienbrüder”, os Irmãos Vitais, e foram o flagelo da Liga Hanseática. Abordavam os barcos carregados de bens e, interrogavam os marinheiros acerca dos castigos sofridos e muitos oficiais e capitães sentiram nas suas carnes os arranhões do gato de sete caudas ou o ar mesquinho que a forca permite. O produto do saque era repartido, metade pela confraria e a outra metade pelas populações ribeirinhas do Elba ou das costas do Báltico. A chegada de Störtebecker e dos Vitalienbrüder era esperada como uma bênção pelos pobres de então.
Como era de esperar, a Liga Hanseática fixou o preço à cabeça do pirata, e dúzias de capitães alemães, suecos e dinamarqueses lançaram-se na sua captura. Não depararam com uma tarefa fácil, porque Klaus Störtebecker conhecia todos os segredos do Elba e resistiu até já correr o ano de 1400. Numa manhã de Primavera desse ano, toda a Hamburgo marcou encontro junto da “Teufelbrücke”, a Ponte do Diabo, para presenciar a execução do pirata e de uma centena dos seus camaradas. Simon von Utrecht, o burgomestre, pronunciou a sentença com voz firme: morte por decapitação. O verdugo fez reluzir a espada e esperou a primeira vítima, que devia ser um marinheiro raso, visto que parte do castigo imposto a Störtebecker era assistir à morte dos seu homens. Então o pirata de barba vermelha falou:- Quero ser o primeiro, e mais: proponho-lhe um acordo para melhorar o espectáculo, senhor burgomestre. - Fala – ordenou Simon von Utrecht.- Quero ser o primeiro. Quero ser decapitado de pé, e quero que, por cada passo que de depois de a minha cabeça ter tocado no solo, salve um dos meus homens.Viva o Pirata do Elba!, gritou alguém do meio da multidão , e o burgomestre, certo de que era tudo fanfarronice aceitou.
A ciciante folha de aço cortou o ar da manhã, entrou pela nuca e saiu pelo queixo do pirata. A cabeça caiu sobe as pranchas da ponte e, perante a estupefacção de todos, o decapitado deu doze passos antes de cair redondo.
Aconteceu isto numa manhã de Primavera do ano de 1400. Quase seiscentos anos mais tarde, na primeira semana de Julho deste ano, a polícia de Hamburgo deteve vários rapazes que tentavam pela centésima vez alterar o nome de uma rua. Lavavam uma compridas fitas adesivas azuis com letras brancas que diziam “Rua Klaus Störtebecker” e punham-nas a cobrir as placas metálicas com o nome do nada célebre burgomestre von Utrecht. Os meus filhos gostam desta história, e espero ainda contá-la um dia um dia aos meus netos, porque se é certo que a vida é breve e frágil, também é verdade que a dignidade e a coragem lhe conferem a vitalidade que nos faz suportar os seus enganos e desditas.

Livraria Capítulos Soltos

A DUPLA DELÍCIA



                                                                  A Magia de LER

O sábio de Bechmezzinn (aldeia situada no norte do Líbano) era muito rico. Dedicava o melhor do seu tempo ao estudo e a tratar os doentes que o procuravam. A sua fortuna permitia-lhe socorrer os infelizes e toda a gente dizia que ele era a dedicação em pessoa.
Homem piedoso e recto, a injustiça revoltava-o. Muitas pessoas vinham consultá-lo quando tinham alguma divergência com vizinhos ou parentes. O sábio dava os melhores conselhos e desempenhava frequentemente o papel de mediador.
Tinha uma gata a quem se dedicava particularmente. Todos os dias, depois da sesta, ela miava para chamar o dono. O sábio acariciava-a e levava-a para o jardim, onde ambos passeavam até ao pôr-do-sol. Ela era a sua única confidente, diziam os criados.
A gata dirigia-se muitas vezes à cozinha, onde era bem recebida. O cozinheiro não escondia nem a carne nem o peixe, porque ela nada roubava, fosse cru ou cozinhado, contentando-se com o que lhe davam.
Ora, uma tarde, depois do passeio diário, a gata roubou furtivamente um pedaço de carne de uma panela. Tendo-a surpreendido, o cozinheiro castigou-a puxando-lhe severamente as orelhas. Vexada, a gata fugiu e não apareceu mais durante todo o serão.
Intrigado, o sábio perguntou por ela na manhã seguinte. O cozinheiro contou-lhe o que se passara. O sábio saiu para o jardim e durante muito tempo chamou a gata, que acabou por aparecer.
— Porque roubaste a carne? — perguntou o sábio.
— O cozinheiro não te dá comida que chegue?
A gata, que tinha parido sem que ninguém soubesse, afastou-se sem responder e voltou seguida de três lindos gatinhos. Depois, fugiu e trepou à figueira do jardim. O sábio pegou nos três gatinhos e entregou-os ao cozinheiro que, ao vê-los, mostrou uma grande admiração.
— A gata não roubou comida a pensar nela. — declarou o sábio. — O seu gesto foi ditado pela necessidade. Portanto, não é de condenar. Para alimentar os filhos, qualquer ser, mesmo mais frágil do que um mosquito, roubaria um pedaço de carne nas barbas de um leão. A gata limitou-se a seguir o que lhe ditava o seu amor maternal. A conduta dela nada tem de repreensível. O pobre animal está a sofrer por a teres castigado injustamente. Fugiu para a figueira porque está zangada contigo. Deves ir lá pedir-lhe desculpa, para que se acalme e tudo volte ao normal.
O cozinheiro concordou. Tirou o turbante, dirigiu-se à figueira e pediu perdão ao animal. Mas a gata virou a cabeça. O sábio teve de intervir. Conversou longamente com ela e lá conseguiu convencê-la a descer da árvore.
A gata desceu lentamente da figueira, veio a miar roçar-se nas pernas do sábio e foi para junto dos seus três filhotes.


Tradução e adaptação
Jean Muzi
16 Contes du monde arabeParis, Castor Poche-Flamarion, 1998
adaptado

ENQUANTO LÊS A LUA SORRI!


OS AMIGOS DOS LIVROS ENCONTRAM-SE PARA LEITURAS DE GRUPO NA BIBLIOTECA ESCOLAR.

LIVRO RECOMENDADO

A Vida Secreta das Abelhas” é um romance da premiada autora especializada em biografias, Sue Monk Kidd. E conta a história de Lily Owens, uma adolescente que cresceu nos anos 60 na Carolina do Sul, sem a figura materna e com um pai severo. O estado em questão é marcado por um forte preconceito e segregação racial e religioso. Quando ela era ainda muito jovem, com apenas quatro anos de idade, a sua mãe Deborah separou-se do pai e saiu de casa. Numa oportunidade, ela regressou e enquanto terminava de arrumar as suas coisas o ex-marido acabou por chegar a casa e, diante de uma discussão, Lily encontra uma arma, que acidentalmente acaba por dispar e o tiro acerta na mãe que vem a morrer. A menina cresce com a convicção de que assassinou a mãe e o pai jamais tentou modificar esse pensamento e sentimento dela, muito pelo contrário, reafirmava o facto.

Na tua Biblioteca


Dez anos após o incidente, já com 14 anos, é natural que nesta fase as raparigas sintam muita necessidade de uma figura feminina para que possam ter conversas a respeito das  suas dúvidas, sobre o corpo que está a mudar, reacções naturais que não fazem mais parte da infância. Diante disso, Lily pensa muito na mãe e sente muito a sua falta, pois era uma pessoa que a amou e ela também ama sem nem ao menos ter conhecido esse direito. Lily, acima de tudo, necessita de perdão. Perdão pelo que acredita que tenha feito, por ter sido a causadora da perda que tanto a aflige e, principalmente, perdão a si mesma."

Este livro foi adaptado ao cinema recentemente. Queres espreitar o trailer?