"Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça." Eugénio de Andrade
EXPOSIÇÃO FRENTE & VERSO
O lado criativo dos nossos alunos (5º A e B; 6º A, C e D) - EVT
A arte, um refúgio da imaginação!
A criatividade não tem limites. Esta exposição deixa transparecer as vivências de cada "artista": o seu mundo interior, os seus anseios, os seus valores.
Nesta exposição, encontramos pontos comuns, marcas próprias de uma faixa etária.
Durante a segunda quinzena de Fevereiro, a exposição Frente & Verso prendeu-nos o olhar pelos riscos determinados e concretos da expressividade, que nasce do contraste entre as cores e o cinza do lápis de carvão.
Não se trata de uma exposição melancólica, mas antes de uma exposição dinâmica e envolvente.
No livro de registo de opinião, os que a visitam repetem a palavra "criatividade".
Esta ainda está ao serviço da escrita, através do livro de registo de opinião.
ANTÓNIO
António é um amigo. Trabalha num restaurante à beira da estrada.
A história de António não é alegre. Porque não vos hei-de contar a história de um menino feliz? Uma história alegre?
Mas António está ali. Ali, no meio de todos nós. É criança e trabalha.
Tem o pai doente. Muitos irmãos.
A primeira vez que o vi foi num dia quente de Verão. Um calor de escaldar.
Comoveu-me a sua delicadeza. Um pouco gago e querendo, na sua gaguez, dizer tanta palavra amável, boa. Os olhos piscos a tremerem, passarinhos espantados.
Há quem se ria dos gagos. E, afinal, um susto que apanhássemos em criança, um modo mais delicado de olhar a vida podem dar-nos essas pausas na voz, essa distância entre a palavra que se vai dizer e o pensamento.
As pessoas que vão comer ao restaurante vão comer bem. Olham a ementa e não olham o António. Olham a conta e não olham o António.
E o António tem fome: não da comida do restaurante, mas de ternura, de palavras boas.
É muito magrinho o António! Para além da tal fome.
Se me lembro dele, lembro-me de um choupo pequenino que vi numa madrugada, ia de comboio.
Fazia vento e a madrugada molhava-se de azul. E o choupo abanava sozinho.
António também abana. E vou explicar porquê.
Naquele dia de muito calor (quando o conheci), António vendeu-me um postal ilustrado, daqueles que os hotéis e os restaurantes têm nos balcões de recepção, para os turistas. Brilhantes e frios.
Reparei nas suas mãos ainda de criança.
— Que-que-ri-a es-es-te?
Eu queria.
E reparava nas suas mãos de criança que deviam ainda estar sobre a carteira da escola. E estavam ali.
Reparei. E o meu olhar subiu das mãos para os pulsos.
E vi, naquele dia de calor tão grande, duas mangas de camisola usada aparecerem debaixo da farda cinzenta, cheia de botões, de António.
Estaria doente?
— Tens frio, António? Está tanto calor! Estarás doente?
— Fri-fri-o não, mi-mi-nha senho-nho-ra.
E os seus olhos passarinhos negros mais estremeciam, gaguejavam também.
— Então?
Porque se não adivinha, porque se fazem perguntas cruéis? Sem o querermos...
António estremeceu todo ele.
— A a far-far-da é mui-mui-to gran-grande, é é pa-para não os-os-ci-lar...
O verbo oscilar. Gaguejado.
Um corpo magro dentro de uma farda cinzenta que criança nenhuma devia usar.
Oscilar dentro do fato. Um fato que não foi para a nossa medida. O choupo novo e magrinho que vi molhado de azul na madrugada, no correr do comboio. Igual. Estremecendo. Só.
António é meu amigo, nosso amigo. E nós é que não devemos gaguejar a nossa amizade nunca, a amizade que devemos a todos os Antónios.
Um choupo, quando passamos no comboio, fica na estrada. De madrugada, de dia, de noite. E, mesmo assim, está só. Mas o António?
— O-o-bri-bri-gado!
— De quê, António?
Tive uma vontade imensa de lhe pedir perdão. O coração a oscilar.
Adivinha porquê.
O próprio nome António estremece.
E esta história, escuso de vos dizer, é verdadeira. E eu, como se estivesse envolvida num lençol do mundo, cheia de frio, vim escrevê-la aqui.
Matilde Rosa Araújo
O gato dourado
Lisboa, Livros Horizonte, 1985
adaptado
Que efeitos tem o tabaco no corpo & mente de Kate?
O tabaco faz muito mal à saúde. Podemos ganhar cancro e morrer. O tabaco torna-se um vício muito forte e depois não conseguimos passar muito tempo sem fumar. O tabaco contém muitos produtos que deixam o nosso corpo mal. Se fumarmos, ficamos com um cheiro desagradável que, por vezes, pode incomodar muito as pessoas.
Escrito por Miguel Teixeira CEF2 (15/ 02/ 2011)
CONCURSO DE LEITURA CONCELHIO - 1ª fase
Durante a Prova Escrita, a 08/ 02/ 2011
Os alunos da EB1 da Cruz estiveram na Biblioteca Escolar a realizar a prova escrita do Concurso de Leitura Concelhio. Juntaram-se aos alunos do 2º ciclo seleccionados. Foram as obras estudadas: a "Abada de Histórias" de António Mota, no 3º ano, "O segredo do rio" de Miguel de Sousa Tavares, no 4º ano, "O circo de Papel", no 5º ano, e "O livro dos desejos", no 6º ano, ambos de Vergílio Alberto Vieira. Os resultados foram todos positivos. Os vencedores têm, agora, a árdua e gratificante tarefa de se prepararem para a 2ª fase do concurso.
Ler continua a valer a pena. Neste momento, o concurso está a promover a socialização.
Semana da Internet Segura – 7 a 13 de Fevereiro
Esta é a semana da Internet segura. A Biblioteca Escolar convida professores e alunos a reflectirem sobre os comportamentos mais seguros a adoptar por quem navega na Internet. Ficam ,aqui, alguns recursos para consultarem. Só clicar na imagem!
HORA DO CONTO, em Figueiredo, em Oliveira S. Pedro...
O Alfabeto dos Bichos, de José Jorge Letria (Il. André Letria)
EB1 de Oliveira S. Pedro
EB1 de Figueiredo
"O Leão e o Rato", uma fábula De La Fontaine.
Os alunos escutaram a leitura, a partir do livro; posteriormente, escutaram-na a partir de um CD, em que esta fábula é musicada.
Iniciámos o reconto desta fábula, omitindo o "R".
Uma História sem Rs
1ºForma um grupo de três ou quatro elementos;
2ºReinventem a história do Leão e do Rato, sem permitirem que o R apareça na História;
3ºEntreguem-na na Biblioteca Escolar;
4ºO melhor texto será aqui publicado e o grupo receberá o prémio surpresa!
Contadores de Histórias
Bach, na casa de correcção
Uma caixa grande de violoncelo assemelha-se bastante a um caixão, pelo que, à medida que eu transportava a minha pelo Central Juvenile Hall (Centro de Detenção Juvenil) de Los Angeles, ia atraindo muitas atenções. Dirigia-me à capela após ter sido convencido a tocar para uma audiência de jovens reclusos pela Irmã Janet Harris, que coordenava as actividades de voluntariado. O projecto que mais a entusiasmava era um programa de escrita criativa que ela própria ajudara a criar e no qual eu começara recentemente a colaborar como professor. Os meus alunos eram IARs, ou «infractores de alto risco», que estavam acusados de homicídio ou assalto à mão armada e aguardavam ali o respectivo julgamento.
— Irmã Janet — disse eu — já alguma vez foi a uma festa de alunos de uma escola em que a música clássica fizesse parte do programa? Pode ser uma péssima ideia...
— Ah — respondeu ela, sorridente — mas isso seria numa escola. Os nossos rapazes jamais se comportariam assim.
Após passar por um labirinto de vedações de arame, cheguei a um edifício com uma cruz no telhado. Sobrepondo a minha voz ao ruído da música que saía de um amplificador lá de dentro, apresentei-me a alguém que trazia a identificação ao peito e um walkie-talkie. Folheando um caderno com o programa, o homem disse-me então: — O próximo é já você!
Levou-me depois para o gabinete do capelão, onde pude retirar o meu violoncelo da caixa e fazer o aquecimento para a minha actuação.
— Quando o chamarmos, vá por aquela porta, que lhe dará acesso directo ao palco — explicou-me o homem.
Quando ele saiu, decidi abrir só uma nesga da porta e espreitar para a sala. Tinha curiosidade de ver qual o tipo de actuação que antecedia a minha. E vi que era um grupo de hip-hop, com a música muito alta a sair dos amplificadores, ao som da qual a audiência de prisioneiros se abanava e batia as mãos. Um dos elementos da banda era uma jovem muito atraente, com calças de ganga justas e uma camisa que lhe deixava o umbigo à mostra. Embora ela não cantasse e a forma como usava a pandeireta denotasse pouco treino, um simples olhar sobre aquele público só de homens confirmou-me que a estrela daquela actuação era ela.
Fechei a porta e afundei-me na cadeira do capelão. «Incomodo?», perguntou uma voz atrás de mim. Era a Irmã Janet.
— Acho que não foi boa ideia pôr-me a tocar — disse-lhe.
— Porque não?
— Ouça o que está a acontecer ali dentro! Estão a bater o pé e a dançar que nem loucos, e isso só por verem a rapariga de biquini, já para não falar da música. Consegue imaginar o balde de água fria que vão ter quando eu entrar ali dentro?
— Têm lá uma rapariga de biquini? — perguntou a Irma Janet.
— Não está em biquini mas quase. Isto não vai resultar.
— Tenha um pouco de fé! — instou ela.
Às duas horas em ponto, o som dos amplificadores foi desligado sem cerimónias e o grupo saiu do palco. Ao contrário do que acontece noutros concertos, em que as pessoas aplaudem e gritam bis no final de uma actuação, o público ali teve de permanecer calmo e sentado. Mas ninguém estava com um ar satisfeito.
Um homem com uma peruca mal colocada percorreu o corredor desde lá de trás por entre os bancos, virou-se para o público e leu em voz alta: — E agora o Sr. Salzman, que vai tocar violoncelo. — Depois, voltou por onde viera e saiu da capela.
O silêncio que se instalou na sala enervou-me de tal maneira que não consegui ver a plataforma mais elevada do palco e caminhei direito a ela e tropecei, entrando em cena a cambalear para não cair. Por um triz consegui evitar a queda, utilizando o violoncelo como se fosse uma vara de esqui, ou seja, apoiando firmemente a extremidade do braço do instrumento no chão e saltando para o lado do público. Não fora minha intenção fazer uma entrada à Buster Keaton, mas foi isso que aconteceu, e os reclusos acolheram-me com uma sonora gargalhada e uma salva de palmas.
Demorei um pouco a começar para lhes explicar que quase tudo aquilo que viam no violoncelo (à excepção das cordas de metal e do pino da extremidade do braço) já tinha feito parte de coisas com vida: a parte superior fora retirada de um abeto, a parte posterior, de um carvalho silvestre (com os seus veios escuros semelhantes à pele de um tigre), o descanso para os dedos, de um ébano, o arco, de um pau de quire com pêlos de cauda de um cavalo, e as peças de marfim, de um dente de um mamute conservado na tundra congelada durante dezenas de milhares de
anos. — Quando tocamos este instrumento — concluí — trazemos todas essas peças novamente à vida.
Entretanto, esgotei os factos que pouca gente sabe sobre os violoncelos, e disse aos rapazes que a primeira peça que iria tocar para eles, O Cisne, de Camille Saint-Saëns, me fazia sempre pensar na minha mãe. Comecei então a tocar. Com aquele tecto elevado, paredes nuas e chão duro, a capela fazia o som ressoar como que numa banheira gigantesca. O violoncelo soava divinamente naquela sala, o que me entusiasmou, até que a dada altura ouvi uma espécie de murmúrio entre o público, o que me trouxe de volta para a realidade. Os miúdos estavam aborrecidos, tal como eu previra.
O som aumentou de intensidade. Não era bem o som de inquietação, mas também não eram sussurros. Olhei então para o público e vi uma sala inteira de rapazes com as lágrimas a correrem-lhes dos olhos. Aquilo que eu ouvira não fora mais do que o som de fungar e assoar – que é música para os ouvidos de qualquer músico!
Toquei o resto da peça como nunca até então tocara na minha vida, e quando terminei, a ovação foi ensurdecedora. Era o sonho de um violoncelista medíocre a tornar-se realidade! Para a minha peça seguinte, escolhi uma sarabanda de uma das suites de Bach, pela qual os rapazes me recompensaram com mais aplausos. Nessa altura, alguém gritou:
— Toca a das mães outra vez! — E a ideia foi imediatamente aclamada por todos.
Compreendi então que fora a evocação da figura materna que os comovera daquela maneira.
Mark Salzman
Uma caixa grande de violoncelo assemelha-se bastante a um caixão, pelo que, à medida que eu transportava a minha pelo Central Juvenile Hall (Centro de Detenção Juvenil) de Los Angeles, ia atraindo muitas atenções. Dirigia-me à capela após ter sido convencido a tocar para uma audiência de jovens reclusos pela Irmã Janet Harris, que coordenava as actividades de voluntariado. O projecto que mais a entusiasmava era um programa de escrita criativa que ela própria ajudara a criar e no qual eu começara recentemente a colaborar como professor. Os meus alunos eram IARs, ou «infractores de alto risco», que estavam acusados de homicídio ou assalto à mão armada e aguardavam ali o respectivo julgamento.
De alguma forma misteriosa, a Irmã Janet soubera que eu tocava violoncelo nos meus tempos livres e pediu-me para dar ali um pequeno concerto. Tentei recusar, recordando-me ainda da última vez que tocara para um grupo de miúdos: fora numa festa de anos e o aniversariante pontapeara a ponta do meu instrumento, declarando que o violoncelo era estúpido e que só o acordeão conseguia ser mais aborrecido.— Irmã Janet — disse eu — já alguma vez foi a uma festa de alunos de uma escola em que a música clássica fizesse parte do programa? Pode ser uma péssima ideia...
— Ah — respondeu ela, sorridente — mas isso seria numa escola. Os nossos rapazes jamais se comportariam assim.
Após passar por um labirinto de vedações de arame, cheguei a um edifício com uma cruz no telhado. Sobrepondo a minha voz ao ruído da música que saía de um amplificador lá de dentro, apresentei-me a alguém que trazia a identificação ao peito e um walkie-talkie. Folheando um caderno com o programa, o homem disse-me então: — O próximo é já você!
Levou-me depois para o gabinete do capelão, onde pude retirar o meu violoncelo da caixa e fazer o aquecimento para a minha actuação.
— Quando o chamarmos, vá por aquela porta, que lhe dará acesso directo ao palco — explicou-me o homem.
Quando ele saiu, decidi abrir só uma nesga da porta e espreitar para a sala. Tinha curiosidade de ver qual o tipo de actuação que antecedia a minha. E vi que era um grupo de hip-hop, com a música muito alta a sair dos amplificadores, ao som da qual a audiência de prisioneiros se abanava e batia as mãos. Um dos elementos da banda era uma jovem muito atraente, com calças de ganga justas e uma camisa que lhe deixava o umbigo à mostra. Embora ela não cantasse e a forma como usava a pandeireta denotasse pouco treino, um simples olhar sobre aquele público só de homens confirmou-me que a estrela daquela actuação era ela.
Fechei a porta e afundei-me na cadeira do capelão. «Incomodo?», perguntou uma voz atrás de mim. Era a Irmã Janet.
— Acho que não foi boa ideia pôr-me a tocar — disse-lhe.
— Porque não?
— Ouça o que está a acontecer ali dentro! Estão a bater o pé e a dançar que nem loucos, e isso só por verem a rapariga de biquini, já para não falar da música. Consegue imaginar o balde de água fria que vão ter quando eu entrar ali dentro?
— Têm lá uma rapariga de biquini? — perguntou a Irma Janet.
— Não está em biquini mas quase. Isto não vai resultar.
— Tenha um pouco de fé! — instou ela.
Às duas horas em ponto, o som dos amplificadores foi desligado sem cerimónias e o grupo saiu do palco. Ao contrário do que acontece noutros concertos, em que as pessoas aplaudem e gritam bis no final de uma actuação, o público ali teve de permanecer calmo e sentado. Mas ninguém estava com um ar satisfeito.
Um homem com uma peruca mal colocada percorreu o corredor desde lá de trás por entre os bancos, virou-se para o público e leu em voz alta: — E agora o Sr. Salzman, que vai tocar violoncelo. — Depois, voltou por onde viera e saiu da capela.
O silêncio que se instalou na sala enervou-me de tal maneira que não consegui ver a plataforma mais elevada do palco e caminhei direito a ela e tropecei, entrando em cena a cambalear para não cair. Por um triz consegui evitar a queda, utilizando o violoncelo como se fosse uma vara de esqui, ou seja, apoiando firmemente a extremidade do braço do instrumento no chão e saltando para o lado do público. Não fora minha intenção fazer uma entrada à Buster Keaton, mas foi isso que aconteceu, e os reclusos acolheram-me com uma sonora gargalhada e uma salva de palmas.
Demorei um pouco a começar para lhes explicar que quase tudo aquilo que viam no violoncelo (à excepção das cordas de metal e do pino da extremidade do braço) já tinha feito parte de coisas com vida: a parte superior fora retirada de um abeto, a parte posterior, de um carvalho silvestre (com os seus veios escuros semelhantes à pele de um tigre), o descanso para os dedos, de um ébano, o arco, de um pau de quire com pêlos de cauda de um cavalo, e as peças de marfim, de um dente de um mamute conservado na tundra congelada durante dezenas de milhares de
anos. — Quando tocamos este instrumento — concluí — trazemos todas essas peças novamente à vida.
Entretanto, esgotei os factos que pouca gente sabe sobre os violoncelos, e disse aos rapazes que a primeira peça que iria tocar para eles, O Cisne, de Camille Saint-Saëns, me fazia sempre pensar na minha mãe. Comecei então a tocar. Com aquele tecto elevado, paredes nuas e chão duro, a capela fazia o som ressoar como que numa banheira gigantesca. O violoncelo soava divinamente naquela sala, o que me entusiasmou, até que a dada altura ouvi uma espécie de murmúrio entre o público, o que me trouxe de volta para a realidade. Os miúdos estavam aborrecidos, tal como eu previra.
O som aumentou de intensidade. Não era bem o som de inquietação, mas também não eram sussurros. Olhei então para o público e vi uma sala inteira de rapazes com as lágrimas a correrem-lhes dos olhos. Aquilo que eu ouvira não fora mais do que o som de fungar e assoar – que é música para os ouvidos de qualquer músico!
Toquei o resto da peça como nunca até então tocara na minha vida, e quando terminei, a ovação foi ensurdecedora. Era o sonho de um violoncelista medíocre a tornar-se realidade! Para a minha peça seguinte, escolhi uma sarabanda de uma das suites de Bach, pela qual os rapazes me recompensaram com mais aplausos. Nessa altura, alguém gritou:
— Toca a das mães outra vez! — E a ideia foi imediatamente aclamada por todos.
Compreendi então que fora a evocação da figura materna que os comovera daquela maneira.
Toquei novamente O Cisne, um pouco mais de Bach, e O Cisne uma terceira vez. Quando o homem da peruca assinalou o fim do tempo para a minha actuação, os jovens assobiaram-no. E depois deram-me uma ovação final!
Mark Salzman
Selecções do Reader’s Digest
Lisboa, Outubro 2004
Natal Amarelo: a nossa árvore
Poderá esta ser uma das vencedoras, pois conseguiu ficar entre as vinte mais votadas.
Os dados estão lançados. Vamos esperar pelo resultado final.
LER ajuda a Crescer
Estas alunas conhecem as vantagens da leitura.
Os desafios ligados à leitura e à escrita vão continuar. Atrás de cada título esconde-se uma história por desvendar, partilhar e comentar.
A Biblioteca Escolar é detentora de um espólio rico, diversificado e actualizado. Vem usufruir deste tesouro cultural.
DR. NUNO MELO MARCA PRESENÇA
Euro-deputado recebido com o "Hino da Alegria"
Dr. Nuno Melo, Euro-deputado, visitou a nossa escola.
O grupo de trabalho vencedor conseguiu o 2º lugar sobre Biodiversidade.
A Eco- escola representada pela professora Graça, à esquerda; a professora Marta, à direita, desenvolveu, com estes quatro alunos, o trabalho de pesquisa durante as aulas de Área de Projecto, no ano transacto. O 6º E esteve e está de parabéns pelo seu trabalho e por ter levado o nome da nossa escola a outras paragens. A dedicação dos professores envolvidos neste projecto deu frutos muito positivos.
A professora Graça escreveu:
No dia 21 de Janeiro a Escola EB 2,3 de Celeirós contou com a presença do Euro-deputado Nuno Melo na apresentação do trabalho sobre o Parque Natural de Montesinho realizado pelos alunos Alexandra, Ana Rute, José Miguel e André do 6º E. Este trabalho realizou-se no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade, 2010 e foi patrocinado pela Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves (Spea). Esta entidade lançou o desafio às Eco-escolas do país durante o ano passado para que os alunos pesquisassem sobre as Áreas Protegidas ou sobre as espécies em risco de extinção. O tema era: “ Biodiversidade, Passou? Chumbou?” A nossa escola considerou este tema um desafio e lançou a ideia às turmas em Área de Projecto. A turma do 6º E realizou vários trabalhos sobre as nossas áreas protegidas e enviou-as para a Spea.O trabalho sobre o Parque Natural de Montesinho mereceu a aprovação do júri e foi um dos premiados. Cada aluno recebeu um livro sobre as aves de Portugal e a certeza da presença da responsável da Spea, Doutora Alexandra Lopes e do Euro-deputado da nossa região na apresentação do trabalho à comunidade.Os alunos fizeram um estudo aprofundado sobre a criação do Parque, a flora, a fauna, os riscos e os problemas que o Parque hoje sofre. Foi uma bela apresentação e todos os que assistiram à palestra ficaram mais conscientes da importância da preservação da Biodiversidade. Parabéns Eco-estudantes!
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