No Campus de Gualtar
"Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça." Eugénio de Andrade
23 de Abril- Dia Mundial do Livro
Os livros.
A sua cálida,
terna, serena pele.
Amorosa companhia.
Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas.
Tão dóceis,
tão calados, tão leais,
tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.
Ofício de Paciência, Eugénio de Andrade
Na Primavera...

A Equipa da Biblioteca Escolar, mais uma vez, aconselha a Leitura como a melhor das amigas: a que viaja, escuta, conversa e inspira a vida; como a que oferece tranquilidade e riqueza cultural.
Devemos comprar, oferecer, requisitar e emprestar livros.
GUIAS DE PORTUGAL
As Guias de Portugal estiveram na nossa Biblioteca, com a Hora do Conto, no dia 7 de Abril. Os pais, que estiveram presentes nesta hora do conto, ouviram falar de livros, de leitura e da importância de LER. Entusiasmados, pais e filhos, requisitaram livros para leitura domiciliária. Prometeram regressar. Desejam ter a biblioteca aberta nas férias. A Coordenadora da Biblioteca prometeu estar sempre presente.
Departamento de Línguas - Grupo Disciplinar de Francês
Actividade a decorrer no dia 1 de Abril:
Recriação do Poisson d’ Avril (Dia das mentiras) pelos alunos de Francês
Há muitas explicações para o facto de o 1 de Abril se ter transformado no dia das mentiras. Uma delas diz que a brincadeira surgiu em França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril.
Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano teria inicio em 1 de Abril. Os brincalhões passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
Poisson d’avril é uma partida que se prega aos conhecidos ou amigos e consiste em pendurar-lhes um peixe de papel nas costas. "Poisson d’avril!" é também a exclamação que se pronuncia quando uma piada é descoberta, ou quando se quer avisar uma pessoa de que a história que está a ouvir é falsa.
Diz o povo que quem reage mal ao poisson que lhe é pendurado nas costas terá 10 anos de azar!
Francisca, 7º C
Recriação do Poisson d’ Avril (Dia das mentiras) pelos alunos de Francês
Há muitas explicações para o facto de o 1 de Abril se ter transformado no dia das mentiras. Uma delas diz que a brincadeira surgiu em França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da Primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril.
Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano teria inicio em 1 de Abril. Os brincalhões passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.
Poisson d’avril é uma partida que se prega aos conhecidos ou amigos e consiste em pendurar-lhes um peixe de papel nas costas. "Poisson d’avril!" é também a exclamação que se pronuncia quando uma piada é descoberta, ou quando se quer avisar uma pessoa de que a história que está a ouvir é falsa.
Diz o povo que quem reage mal ao poisson que lhe é pendurado nas costas terá 10 anos de azar!
Francisca, 7º C
AS PENAS
Um conto hasídico da Europa de Leste
Uma mulher de língua afiada foi acusada de espalhar um boato. Quando a levaram perante o rabi da aldeia, desculpou-se:
— Não passou tudo de uma brincadeira e não tenho culpa de que as minhas palavras tenham sido espalhadas por outros.
Contudo, a vítima exigia que fosse feita justiça, dizendo:
— As tuas palavras destruíram o meu bom nome!
A mulher retorquiu:
— Retiro o que disse e, assim, anulo a minha culpa.
Quando o rabi ouviu estas palavras, percebeu que a mulher não compreendia o alcance do crime que cometera. Disse-lhe então:
— As tuas palavras só serão desculpadas depois de fazeres o seguinte: traz a minha almofada para o mercado, corta-a, e deixa que o vento leve as penas. Depois, apanha cada uma delas e trá-las de volta. Quando tiveres feito isso, serás absolvida do teu crime.
A mulher concordou e pensou para consigo: “O velho rabi enlouqueceu de vez!” Mas, mal cortou a almofada, viu logo que as penas voaram para todos os cantos da praça. O vento levou-as para todos os lados, por sobre as árvores e para debaixo das carroças. A mulher bem que tentou apanhá-las mas, após muitos esforços, deu-se conta de que nunca as encontraria todas.
Foi ter com o rabi com algumas penas na mão e confessou:
— Não consegui apanhar as penas todas, tal como não consigo retirar tudo o que afirmei. A partir de agora, terei cuidado com o que digo, para não prejudicar os outros, pois não há forma de controlar as palavras, tal como não há forma de controlar o voo das penas.
E, a partir desse dia, a mulher só falava de forma bondosa de todos quantos encontrava.
Marian Wright Edelman
I can make a difference
New York, HarperCollins Publishers, 2005
(Tradução e adaptação)
Uma mulher de língua afiada foi acusada de espalhar um boato. Quando a levaram perante o rabi da aldeia, desculpou-se:
— Não passou tudo de uma brincadeira e não tenho culpa de que as minhas palavras tenham sido espalhadas por outros.
Contudo, a vítima exigia que fosse feita justiça, dizendo:
— As tuas palavras destruíram o meu bom nome!
A mulher retorquiu:
— Retiro o que disse e, assim, anulo a minha culpa.
Quando o rabi ouviu estas palavras, percebeu que a mulher não compreendia o alcance do crime que cometera. Disse-lhe então:
— As tuas palavras só serão desculpadas depois de fazeres o seguinte: traz a minha almofada para o mercado, corta-a, e deixa que o vento leve as penas. Depois, apanha cada uma delas e trá-las de volta. Quando tiveres feito isso, serás absolvida do teu crime.
A mulher concordou e pensou para consigo: “O velho rabi enlouqueceu de vez!” Mas, mal cortou a almofada, viu logo que as penas voaram para todos os cantos da praça. O vento levou-as para todos os lados, por sobre as árvores e para debaixo das carroças. A mulher bem que tentou apanhá-las mas, após muitos esforços, deu-se conta de que nunca as encontraria todas.
Foi ter com o rabi com algumas penas na mão e confessou:
— Não consegui apanhar as penas todas, tal como não consigo retirar tudo o que afirmei. A partir de agora, terei cuidado com o que digo, para não prejudicar os outros, pois não há forma de controlar as palavras, tal como não há forma de controlar o voo das penas.
E, a partir desse dia, a mulher só falava de forma bondosa de todos quantos encontrava.
Marian Wright Edelman
I can make a difference
New York, HarperCollins Publishers, 2005
(Tradução e adaptação)
A 2ª fase do Concurso de Leitura Concelhio
A professora - bibliotecária e os quatro alunos que foram representar o Agrupamento de Escolas de Celeirós na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. O primeiro ciclo foi representado pela EB1 da Cruz.
A professora -bibliotecária sentiu grande orgulho ao levar estas crianças à BLCS, assim como sentiu orgulho e gratidão por todos os professores que se empenharam nesta causa do livro e da leitura. A escola tem momentos destes: momentos que nos marcam para sempre.
Dia da árvore e da poesia
A mais bela história de amor da natureza pelo homem.
"Era uma vez uma árvore que amava um menino.
"Era uma vez uma árvore que amava um menino.
DIA MUNDIAL DA ÁRVORE e da POESIA
21 de Março
As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Os pássaros fazem cantar as árvores
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
Deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
Quando o Outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
mas deixo essa forma de dizer ao romancista
é complicada e não se dá bem na poesia
não foi ainda isolada da filosofia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração.
Ruy Belo
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