Palavras com Música
"Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça." Eugénio de Andrade
Feira de S. Martinho e "Palavras com Música"
A nossa Biblioteca abre portas à comunidade educativa no dia 12 de novembro durante a manhã.
Pelas 10 horas e 30 minutos, poderá assistir às "Palavras com música", uma atividade de enriquecimento cultural.
Pelas 10 horas e 30 minutos, poderá assistir às "Palavras com música", uma atividade de enriquecimento cultural.
Contadores de Histórias
O Presente do Povo Pequeno
Certo dia, ao crepúsculo, ouviram à distância o som de música. Caminharam mais rapidamente e a melodia foi-se fazendo ouvir, cada vez mais alegre. Esqueceram todo o cansaço da jornada e apressaram-se, para ver de onde vinha.
O ourives, mais expansivo, aceitou de imediato. O alfaiate, tímido, hesitou um pouco, mas vendo como era divertido, acabou por aderir também. A roda fechou-se, novamente, e todos dançaram e pularam, com gritos de alegria. O velho, tomando uma faca que trazia à cintura, amolou-a, olhando para os dois viajantes. Estes assustaram-se, porém não tiveram tempo de tomar qualquer atitude. O velho, agarrando o ourives, escanhoou-lhe, com grande rapidez, o cabelo e a barba. A mesma coisa sucedeu ao alfaiate.
O medo dos dois desapareceu, quando o velho, ao terminar, lhes deu uma amistosa palmadinha nas costas, como se quisesse dizer-lhes que haviam agido acertadamente, ao deixarem que lhes fosse cortado o cabelo e barba. Mostrou-lhes, depois, por gestos, um monte de carvão, mandando-os encherem os bolsos. Obedeceram, embora sem compreenderem, e foram à procura de um lugar para passar aquela noite. Ao chegarem à planície, ouviram o relógio de um convento próximo bater a meia-noite. No mesmo instante, o canto parou e tudo desapareceu, ficando apenas uma colina deserta ao luar.
Os dois caminhantes acharam um lugar coberto de palha, onde se deitaram, esquecendo-se de tirar dos bolsos os pedaços de carvão, tão cansados estavam. Um peso desacostumado fê-los acordar mais cedo, enfiaram as mãos nos bolsos para deles tirar o carvão, mas, com grande espanto, encontraram, em lugar dele, pedaços de ouro. Agora podiam considerar-se ricos. Felizmente, o cabelo e a barba já haviam crescido. Todavia, existe gente por demais ambiciosa e, entre essa, estava o ourives. Lamentou não ter enchido mais os bolsos, assim teria o dobro do que coubera ao alfaiate. O ourives, ávido de mais ouro, propôs ao alfaiate pernoitarem mais uma vez naquela região, para voltarem a ver o povo pequeno e o velho no outeiro. O alfaiate declarou:
— Já tenho o bastante e estou satisfeito! Agora vou poder casar-me e ser um homem feliz.
Mas estava pronto a esperar mais um dia pelo companheiro.
À noite, o ourives pendurou mais algumas bolsas à cintura e pôs-se a caminho do outeiro. Encontrou, como na noite anterior, todo o pequeno povo a cantar e a dançar, e o velho cortou-lhe barba e cabelo e fez-lhe sinal para que fosse buscar os pedaços de carvão. O ourives não teve dúvidas de embolsar tudo quanto cabia nos seus muitos bolsos e voltou, todo feliz; cobriu-se com o casaco e ferrou no sono. “Tanto se me dá que o ouro pese”, pensou. “Suportarei tudo de bom grado.” Adormeceu com a deliciosa antecipação de acordar milionário.
Ao abrir os olhos, levantou-se apressado, para examinar os bolsos. Mas ficou abismado quando apenas retirou deles pedaços de carvão. Decepcionado, consolou-se, pensando que lhe sobraria pelo menos o ouro ganho na noite anterior. Mas ficou apavorado quando viu também aquele transformado em carvão. Inadvertidamente, bateu com a mão na cabeça e sentiu-a lisa e calva, e assim estava o seu rosto. Reconheceu, então, tratar-se de um castigo pela sua ambição.
Enquanto isso, o alfaiate acordara e agora consolava do melhor modo possível o companheiro, banhado em lágrimas de desespero.
— És meu companheiro de viagem e amigo; vais ficar comigo e gozaremos juntos da minha fortuna.
Manteve a palavra, mas o pobre do ourives teve de esconder, dentro de gorros, a sua cabeça calva, durante toda a vida.
Marie Tenaille (org.)
O meu livro de contos
Porto, Asa Editores, 20
BEM-ME-QUER
Oficina de escrita
Na Biblioteca Escolar, “demos as mãos” à atividade desenvolvida pela disciplina de EMRC - “levanta-te e atua”, no âmbito do Dia internacional para a erradicação da pobreza (Dia 17 de outubro).
Os nossos alunos mais sensíveis à causa registaram as suas opiniões. Essas inspiraram o pequeno texto que se pode ler com o título:
“Bem -me -quer!”
Muitos são os meninos que dariam as roupas que não lhes servem, os alimentos excedentários, os livros que já leram, os brinquedos, quase novos, com que brincaram.
Muitos outros julgam ser capazes de um dia ajudar a construir “abrigo” para os desalojados e escolas para todas as crianças do Mundo.
Mas que poderei eu fazer “agora”, neste momento?
Se conheceres alguém, que viva próximo de ti, que precise da tua ajuda - “Levanta-te e atua!”. Precisamos de ser solidários. Se a Pobreza acabar, o mundo melhora (Catarina, 6ºE).
Além da Catarina e da Bruna do 6ºE, houve outras participações nesta Oficina de escrita, a saber: a Isabel e a Margarida do 5ºA; o João, o Tiago e a Lara do 5ºB; a Bruna, a Vânia, Diogo e Francisco do 5ºC; a Daniela do 5ºD; a Mariana, a Daniela e a Inês do 6ºD; a Catarina e o Hélder do 6ºF; o Alexandre do 7ºB; o Alexandre do 7ºC; a Joana, o Hélder, a Carina, a Francisca e a Catarina do 8ºC; o 9ºD e o 7ºD.
ADIVINHAS SABOROSAS E DIVINAS!
Qual é a coisa,
qual é ela,
que tem camisa e casaco
sem remendo nem buraco,
estoira como um foguete
se alguém no lume a mete?
Alto cavaleiro
Quando lhe dá a risa
Cai-lhe o dinheiro?
Qual é a coisa, qual é ela,
Que é macho e dá fêmeas?
O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado.
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?
Alto cavaleiro
Quando lhe dá a risa
Cai-lhe o dinheiro?
Qual é a coisa, qual é ela,
Que é macho e dá fêmeas?
O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado.
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?
(_________________)
Consumo Sustentável
Pegada Ecológica
No dia 28 de outubro, pelas 21 horas, a Biblioteca escolar e a Eco escolas promoveram, com a colaboração da Engª Ana Cristina Costa da CMB, uma ação de sensibilização para o consumo sustentável.
O convite foi dirigido a toda a comunidade educativa, que não se fez representar tanto quanto o deveria ter feito. Ora o sucedido leva-nos a concluir que estamos perante uma comunidade educativa suficientemente esclarecida quanto aos problemas económicos, que nos bateram à porta, e quanto aos problemas ambientais que andam por aí a fazer estragos, sem que tenhamos tempo de agir de modo consciente e esclarecido.
Quem esteve presente saiu enriquecido em conhecimentos, portanto mais preparado para agir, quer em defesa de si próprio, quer em defesa dos outros, pois adquiriu formas inovadoras de reduzir às despesas e refletiu, conjuntamente, sobre a importância de pouparmos o ambiente.
AS BRUXAS VÊM AÍ, MAIS UMA VEZ!
Clica na Imagem e JOGA
Saturday, 29th October
Pumpkins contest
Decorate your pumpkin and bring it to school. Show everyone how scary your pumpkin is!
HALLOWEEN

Quando é?
O Dia das bruxas comemora-se na noite de 31 de outubro para 1 de novembro.
Qual a origem?
Tem origem numa celebração do povo celta, que habitou a Irlanda, entre os anos 600 a.C. e 800 d.C.
No século XIX, os imigrantes irlandeses levaram este festejo para os EUA.
Este nome só existe nos países em que se fala português. Em inglês, chama-se Halloween, que quer dizer noite sagrada, pois é véspera do dia dos mortos ou Dia de todos os santos (1 de novembro). A relação com as bruxas nasceu durante a Idade média, quando estas começaram a ser condenadas à fogueira pela Igreja católica.
Qual a origem da abóbora-lanterna?
Nasceu de uma tradição americana, ligada ao período das colheitas agrícolas.
Sandra Longras e Inês Pereira
As artistas juntaram-se numa obra original. Este encontro de talentos proporcionou-nos um momento especial e único com a ex-professora, Sandra Longras, artista plástica de nome internacionalizado, e a ex-aluna, Inês Pereira, que trilha caminho no mundo das artes.
A Inês Pereira e a guitarra tornam-se amigas inseparáveis e a escrita acontece através da sua mão sábia.
Os alunos dos 2º e 3º ciclos desta escola escutaram atentos todas as palavras da Inês, como atentos estiveram perantes as palavras da artista plástica, acerca da razão de ser de cada ilustração na obra escrita, feita e-book.
As imagens que se seguem ilustram bem o momento sentido e vivido: um encontro marcado com dois talentos.
- A Inês e a Viola Clássica!
Sandra Longras apresenta as ilustrações da obra da Inês.
Na parte final da cerimónia, a Drª Célia Simões, diretora do Agrupamento de Escolas de Celeirós, agradece, à Inês e à artista plástica, Sandra Longras, as suas presenças.
Dia nacional da biblioteca escolar
Dia 24 de outubro de 2011
Biblioteca escolar- Saber, um poder para a vida.
Biblioteca escolar- Saber, um poder para a vida.
O professor António Manuel Castanheira trouxe a viola cheia de histórias que se misturaram com a música.
Tomas Tranströmer, Nobel da Literatura
Tomas Tranströmer, poeta do realismo íntimo
Estocolmo - O sueco Tomas Tranströmer, 80 anos, ganhou nesta quinta-feira o Prémio Nobel de Literatura, mas já era o poeta escandinavo vivo mais conhecido no mundo com uma obra que explora as relações entre a intimidade e o mundo ao nosso redor.
Psicólogo de formação, ele sugere que a análise poética da natureza permite nadar nas profundezas da identidade humana e em sua dimensão espiritual.
"A existência de um ser humano não acaba aqui onde seus dedos terminam", declarou um crítico sueco a respeito dos poemas de Tranströmer, descritos como "preces laicas".
O renome de Tranströmer no mundo de língua inglesa se deve muito a sua amizade com o poeta americano Robert Bly, que traduziu para o inglês boa parte de sua obra. Posteriormente traduzida para quase 50 idiomas.
Os poemas de Tomas Tranströmer são ricos em metáforas e imagens. Eles ilustram cenas simples tiradas da vida quotidiana e da natureza.
Seu estilo introspetivo, descrito pela revista Publishers Weekly como "místico, versátil e triste", confronta a própria vida do poeta, engajado na luta por um mundo melhor não somente através dos poemas.
Nascido no dia 15 de abril de 1931 em Estocolmo, Tomas Tranströmer foi educado por sua mãe após o abandono, muito cedo, de seu pai.
Obteve o seu diploma de Psicologia em 1956, trabalhou no Instituto Psicotécnico da Universidade de Estocolmo, antes de se ocupar em 1960 de jovens delinquentes num instituto especializado.
Durante a criação da sua rica obra poética, cuidou de deficientes, condenados e dependentes químicos.
Aos 23 anos, enquanto ainda estudava Psicologia, publicou o seu primeiro livro intitulado "17 poemas", pela maior editora sueca, Bonniers, com a qual permaneceu ligado durante toda a sua carreira.
Para a editora, a poesia de Trantrömer é "uma análise permanente do enigma da identidade individual frente à diversidade labiríntica do mundo".
http://ler.blogs.sapo.pt/817892.html
Na Oficina de escrita, dá a tua opinião...
Decorre na Biblioteca escolar, paralelamente à atividade "Levanta-te e atua!" da disciplina de EMRC, que comemora O dia internacional da erradicação da pobreza, dia 17 de outubro, uma Oficina de escrita, onde todos os alunos poderão deixar opiniões e sugestões concretas para ajudarmos a erradicar a pobreza.
"Se o céu vos atira uma tâmara, abri a boca!" ( provérbio chinês)
As Artes e a Língua Portuguesa
Com o intuito de comemorar o Mês internacional da biblioteca escolar, a equipa da biblioteca do AECeleirós lança "mãos" todos os anos ao engenho e arte de alunos e professores da área das artes visuais e tecnológicas, o que permite articular, inclusivamente, com a BE e com a Língua Portuguesa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




