Hans Christian Andersen

Os namorados
        Era uma vez um menino e uma menina que passavam o dia a ouvir histórias e então o senhor que lhes contava histórias disse:
         - Hoje, a história é um bocado triste.
         O conto começou assim:
         Era uma vez uma menina e um menino que gostavam de brincar à bola; a bola deles chamava-se Martina.
         Os meninos mandavam-na para o telhado onde estava lá o Sr. Setvenson, uma andorinha bem vestida e muito vaidosa a quem Martina amava.
         Enquanto os meninos brincavam à bola, espreitavam à porta o Charlie e o seu amigo.
         Uma pequena boneca chegou e perguntou ao Charlie se queria dar um passeio com ela. Ele disse-lhe que não; a boneca ficou zangada e depois propôs ao amigo dele que aceitou. Eles brincaram, brincaram e o Charlie continuava a olhar para a Martina.
Charlie ia todos os dias perguntar à Martina se queria ir dar um passeio.
Ela rejeitava-o!
No dia seguinte, os meninos voltaram a jogar à bola, mas perderam-na.
Passaram 30 anos.
Os meninos já tinham casado e um dia tiveram um filho.
O menino, filho dos meninos crescidos, não sabia brincar com piões que neste caso era o Charlie. Ele lançou o Charlie com tanta força que foi ter a um pipo onde caía a água.
E lá estava ela, Martina, escondida, muito velha e cheia de lixo.
Ele perguntou-lhe por que é que ela o rejeitava, quando era jovem?
Ela não respondeu.
O menino foi chamar o pai e o pai tirou do pipo o Charlie e encontrou Martina, dizendo ao filho que era o brinquedo preferido dele quando era pequeno, pousando-a, de seguida, no peitoril da janela.
Margarida Fernandes Meira, Nº10, 6ºG

14 de fevereiro - Dia dos Namorados

Com os motivos minhotos


Os lencinhos dos namorados


Oficina de escrita suspensa: " O coração dos corações"


Os alunos abraçaram esta atividade desde o dia 9 de fevereiro.


OBRAS a LER

Obras a ler para a 2ª fase do Concurso Concelhio de Leitura

BRAGA a LER+ 2012 (2ª edição)













                                                                             
                                                                            
3º ano: O Homem da Nuvem Escura, de Inês Vinagre
4ºano: Um Chá não toma Um Xá, de Sérgio Guimarães de Sousa
5ºano: Alhos com bogalhos (in Brincalendo), de Mª do Céu Nogueira
6ºano: "O Jantar Chinês", "O sonho de Sally" e "Luar de Janeiro", de Mª Ondina Braga

(Procura estas obras na tua Biblioteca)


CONCURSO CONCELHIO de LEITURA - BRAGA a LER +


 Postos à "prova"


Criar texto/ chuva de ideias/ reflexão


Decorreu, na Biblioteca escolar, ontem, pelas 15 horas, a 1ª fase do Concurso Concelhio de Leitura .
Participaram cerca de 50 alunos dos quatro anos de escolaridade (3º, 4º, 5º e 6º).
Estes alunos leram as obras integrais definidas.
E assim se promove a leitura.

O número de leitores, neste agrupamento, já aumentou significativamente, como o demonstra a estatística do 1º período (2011-2012).

Concurso Concelhio de Leitura

Regulamento Concurso de Leitura

A Estrela de Erika


A Estrela de Erika
Nota da autora


Em 1995, cinquenta anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, encontrei a mulher de que fala esta história. O meu marido e eu estávamos sentados na beira de um passeio em Rothenburg, na Alemanha. Observávamos uns trabalhadores a limparem as ruínas do telhado da Câmara. Na noite anterior, um tornado tinha-se abatido sobre esta bonita aldeia medieval. Havia entulho um pouco por todo o lado. Um velho comerciante disse-nos que os estragos causados por este tornado se assemelhavam aos da última ofensiva dos Aliados durante a guerra. O comerciante entrou na sua loja, e uma senhora, sentada perto de nós, apresentou-se como sendo Erika.
Perguntou-nos se tínhamos vindo fazer turismo naquela região. Quando lhe disse que vínhamos de Jerusalém, onde passáramos duas semanas a fazer pesquisas, confessou-nos, com um suspiro, que desejava muito lá ir mas que não tinha dinheiro para a viagem. Ao ver uma estrela de David pendurada ao seu pescoço, eu disse-lhe que, no regresso de Israel, tínhamos passado pelo campo de concentração de Mauthausen, na Áustria. Erika confessou-nos que, um dia, tinha tentado visitar o campo de Dachau, mas que não conseguira franquear a porta. Depois, contou-nos a sua história…

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POR FAVOR, NÃO LEIAS ESTE TEXTO!

Entre 1933 e 1945, seis milhões de homens e mulheres do meu povo foram mortos. Muitos foram fuzilados. Muitos morreram de fome. Muitos foram incinerados nos fornos ou asfixiados nas câmaras de gás. Eu escapei.
Nasci em 1944. Não sei o dia. Não sei como me chamava ao nascer.
Não sei em que cidade nem em que país nasci. Não sei se tive irmãos ou irmãs.
O que sei é que, apenas com alguns meses, escapei ao Holocausto. Imagino muitas vezes como seria a vida dos membros da minha família durante as últimas semanas que passámos juntos. Imagino o meu pai e a minha mãe, despojados de todos os seus bens, forçados a abandonar a sua casa, enviados para o gueto. Talvez depois tenhamos sido expulsos do gueto. De certeza que os meus pais tinham pressa de deixar o bairro rodeado de arame farpado para onde tinham sido relegados, de escapar ao tifo, ao excesso de pessoas, à imundície e à fome. Mas teriam alguma ideia do local para onde estavam a ser enviados? Ter-lhes-iam dito que iam para um local mais acolhedor, onde teriam comida e trabalho? Terão chegado até eles os rumores sobre os campos da morte?
Pergunto-me o que terão sentido quando os conduziram à estação, juntamente com centenas de outros judeus. Amontoados num vagão de transporte de animais. De pé, uns contra os outros, por falta de espaço. Terão entrado em pânico quando ouviram correr os ferrolhos? De aldeia em aldeia, o comboio deve ter atravessado paisagens campestres estranhamente poupadas ao terror. Durante quantos dias ficámos naquele comboio? Quantas horas os meus pais passaram apertados um contra o outro? Imagino que a minha mãe devia ter-me bem encostada a ela para me proteger dos maus cheiros, dos gritos, do medo, que reinavam neste vagão lotado. Tinha de certeza compreendido que não íamos para um lugar seguro.
Pergunto-me onde estaria exatamente. No meio do vagão? O meu pai estaria junto dela? Ter-lhe-á dito que fosse corajosa? Terão falado do que iam fazer? Quando teriam tomado aquela decisão? Será que a minha mãe disse: “Desculpa. Desculpa. Desculpa.”? Terá aberto a custo um caminho por entre aquela mola humana até à janela do vagão? Terá murmurado o meu nome ao embrulhar-me num cobertor bem quente? Terá coberto a minha cara de beijos e dito que me amava? Terá chorado? Rezado?
Logo que o comboio abrandou, ao atravessar uma aldeia, a minha mãe deve ter espreitado pela fresta do vagão. Ajudada pelo meu pai, deve ter afastado o arame farpado que ocultava a abertura. Deve ter esticado os braços para a luz pálida do dia. A única coisa que sei com certeza foi o que aconteceu a seguir.
A minha mãe atirou-me pela janela do comboio. Atirou-me para cima de um pequeno quadrado de relva, junto de uma passagem de nível. Havia pessoas à espera de que o comboio passasse; viram-me cair do vagão de carga. No caminho que conduzia à morte, a minha mãe lançou-me à vida.
Alguém pegou em mim e levou-me para casa de uma mulher que se ocupou de mim. Que arriscou a vida por mim. Calculou a minha idade e atribuiu-me uma data de nascimento. Decidiu que me chamaria Erika. Deu-me um lar. Alimentou-me, vestiu-me, mandou‑me à escola. Fez tudo por mim.
Casei aos vinte e um anos com um homem maravilhoso. Ele aliviou muita da tristeza que me assaltava com frequência, percebeu o meu desejo de pertencer a uma família. Tivemos três filhos, que hoje têm os seus filhos também. No rosto deles, reconheço o meu.
Dizia-se outrora que o meu povo seria um dia tão numeroso como as estrelas do céu. Entre 1933 e 1945 caíram seis milhões de estrelas do céu. Cada uma delas corresponde a um membro do meu povo, cuja vida foi rasgada, cuja árvore genealógica foi arrancada. A minha árvore lançou raízes. A minha estrela ainda brilha.

Ruth Vander Zej/Roberto Innocenti
L’étoile d’Erika
Toulouse, Milan Jeunesse, 2000
(Tradução e adaptação)

A FÁBULA - "A CIGARRA E A FORMIGA"

     Hoje, no Jardim de Infância de Oliveira S. Pedro, a professora bibliotecária contou a fábula de "A Cigarra e a Formiga", porque é necessário "educar para prevenir, acautelar o futuro" e até poupar o ambiente.
    A Formiga pensa no dia seguinte, mas a Cigarra vive o dia a dia, sem grandes preocupações!
                                      O livro é o melhor amigo das crianças.

     Os pequenos estiveram atentos. Manifestaram grande apreço pelo livro (pelas imagens e pela fábula). Anticiparam alguns dos momentos da pequena narrativa e recontaram outros. As simpatias foram todas para a dona formiguinha, o bichinho mais responsável desta fábula.


A professora bibliotecária assistiu a uma peça de teatro sobre reis e rainhas. E, quando apareceu o nobre cavaleiro que derrotou o dragão, que ia assaltar o castelo... ficou surpreendida com o desempenho daqueles pequenos atores.


Estes são dois exemplos de trabalhos realizados em família com a "leitura em vai e vem".


ENERGIA POSITIVA/ ENERGIA LIMPA

Portugal é um país que deve potenciar as energias renováveis.
     Ontem, dia 16 de janeiro, na Biblioteca escolar, esteve a GALP ENERGIA, representada por duas jovens que discursaram acerca das energias limpas e das energias poluentes.
     Esta atividade de esclarecimento foi dinamizada pela professora Graça, coordenadora da Ecoescolas.
    A Biblioteca escolar tem sido o espaço privilegiado para iniciativas deste género. Esta é, sem dúvida, uma forma de "nomear" a BE como "Espaço de cultura, ciência e arte".

HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM...



Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

Aproxima-se o 3º concurso Nacional de Leitura

ALVES REDOL

     Centenário do nascimento de Alves Redol celebra-se, hoje, dia 29 de dezembro de 2011.


      António Alves Redol,  um dos mais importantes nomes do Neorrealismo português, nasceu a 29 de Dezembro de 1911, em Vila Franca de Xira e faleceu a 29 de Novembro de 1969, em Lisboa, tendo sido romancista e dramaturgo.  
     Ao escrever "Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos", uma das suas obras emblemáticas, inspirou-se na vida de um seu jovem vizinho e amigo.
     Este escritor registou magistralmente, nas suas obras, o espírito do tempo.