CONVITE - Maria de Menezes ao Piano

O Homem da Nuvem Escura de Inês Vinagre

Inês Vinagre é a autora do mais recente fenómeno da literatura infantil em Portugal,


Nasceu em Lisboa em 1983 e possui uma licenciatura em Ensino Básico - 1º Ciclo e uma especialização em Associativismo e Animação Socio-Cultural, pela Universidade do Minho.

Nos últimos anos, a sua prática docente tem incidido, de modo particular, no trabalho de apoio educativo e de combate ao insucesso escolar junto de alunos de Língua Portuguesa Não Materna e de crianças com dificuldades de aprendizagem e em situações de risco social.


A autora já foi distinguida, com dois dos seus contos anteriores, pelo Prémio Juvenil Ferreira de Castro e pelo Prémio Jovens Criadores.

Richard Towers





A árvore generosa

A árvore Generosa

 Era  uma vez uma árvore… que amava um menino.
E  todos os dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas,  imaginando ser o rei da floresta.
Subia  o seu tronco, balançava-se nos seus ramos, comia as suas maçãs, brincavam às  escondidas e quando ficava cansado, dormia à sua sombra. O menino amava aquela  árvore… como ninguém.
E  a árvore era feliz.
Mas  o tempo passou. O menino cresceu.
E  a árvore ficava muitas vezes sozinha.
Um  dia o menino veio e a árvore disse-lhe:
—  Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos, comer maçãs,  brincar à minha sombra e ser feliz.
—  Já sou muito crescido para brincar — disse o menino. — Quero comprar coisas e  divertir-me. Quero dinheiro. Podes dar-me algum dinheiro?
—  Desculpa — disse a árvore. — Eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs.  Leva as minhas maçãs, menino. Vende-as na cidade. Então terás dinheiro e serás  feliz.
E  assim, o menino subiu o tronco, colheu as maçãs e  levou-as.
E  a árvore ficou feliz.
Mas  o menino ficou longe da árvore durante muito tempo...
E  a árvore ficou triste outra vez.Até  que um dia o menino regressou e a árvore, estremecendo de alegria,  disse:
—  Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos e ser  feliz.
— Estou muito ocupado para subir a  árvores — respondeu o menino. — Eu quero uma casa para viver. Quero uma  mulher e filhos. Para isso preciso de uma casa. Podes dar-me uma  casa?
—  Eu não tenho casa — disse a árvore. — A floresta é o meu abrigo. Mas corta os  meus ramos e constrói a tua casa. Então serás feliz.
O  menino assim fez.
Cortou  os ramos e levou-os para construir uma casa.
E  a árvore ficou feliz.
Mas,  uma vez mais, o menino separou-se da árvore e quando voltou, a árvore sentiu-se  tão feliz que mal conseguia falar.
—Anda, menino —sussurrou ela.— Anda  brincar.
—Estou velho e triste demais para brincar —explicou o menino.— Quero  um barco que me leve para bem longe daqui. Podes dar-me um  barco?
—  Corta o meu tronco e faz um barco — disse a árvore. — Assim poderás viajar para  longe… E ser feliz.
O  menino cortou o tronco, fez um barco e partiu.
E  a árvore ficou feliz…
Mas  não muito.
Muito  tempo depois, o menino voltou novamente.
—  Desculpa, menino — disse a árvore. — Nada mais me resta para te dar.  As  maçãs já se foram.
—  Os  meus dentes são fracos demais para maçãs —  explicou  o menino.
—  Já  não tenho ramos —  lamentou  a árvore.
—  Também  já não tenho idade para me balançar em ramos —respondeu o menino.
—  Não  tenho tronco para subires —  continuou  a árvore.
—  Estou  muito cansado para isso —disse o menino.
—  Desculpa  —  suspirou  a árvore. —  Gostava  de ter algo para te oferecer... mas nada me resta. Sou apenas um velho toco.  Desculpa...
—  Já  não preciso de muita coisa —acrescentou o menino. —  Só  um lugar sossegado onde me possa sentar e descansar. Sinto-me muito  cansado.
—Pois bem —respondeu a árvore, endireitando-se o mais possível. —  Um  velho toco é ótimo para te sentares e descansar. Anda, menino. Senta-te.  Senta-te e descansa.
E  foi o que o menino fez.
E  a árvore ficou feliz.

Shel  Silverstein
A  Árvore Generosa
Figueira  da Foz, Bruaá editora, 2009

ANTERO de QUENTAL


A um poeta

 
Tu, que dormes, espírito sereno,

Posto à sombra dos cedros seculares,

Como um levita à sombra dos altares,

Longe da luta e do fragor terreno,



Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,

Afuguentou as larvas tumulares...

Para surgir do seio desses mares,

Um mundo novo espera só um aceno...



Escuta! é a grande voz das multidões!

São teus irmãos, que se erguem! são canções...

Mas de guerra... e são vozes de rebate!



Ergue-te pois, soldado do Futuro,

E dos raios de luz do sonho puro,

Sonhador, faze espada de combate!



Antero de Quental





Ida ao teatro -O REI MENINO de António Torrado

 No dia 16 de março, pelas 11 horas, o 6º G foi assistir à peça “O Rei menino” de António Torrado, no Theatro Circo. Para muitos, foi uma novidade por inteiro, um fascínio entrar naquele espaço deslumbrante, clássico e único, existente na nossa cidade. Esta ida ao teatro representou enriquecimento cultural e social. O 6ºG foi conduzido para uns camarotes, onde princesas e príncipes, reis e rainhas de outros tempos estiveram para assistir, provavelmente, a uma ópera. Os alunos apreciaram muito esta ida ao teatro. Quanto à peça a que assistiram, muitas foram as questões levantadas por eles para melhor compreenderem a mensagem que veiculava. LP, 6ºG