"Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça." Eugénio de Andrade
O Homem da Nuvem Escura de Inês Vinagre
Inês Vinagre é a autora do mais recente fenómeno da literatura infantil em Portugal,
Nasceu em Lisboa em 1983 e possui uma licenciatura em Ensino Básico - 1º Ciclo e uma especialização em Associativismo e Animação Socio-Cultural, pela Universidade do Minho.
Nos últimos anos, a sua prática docente tem incidido, de modo particular, no trabalho de apoio educativo e de combate ao insucesso escolar junto de alunos de Língua Portuguesa Não Materna e de crianças com dificuldades de aprendizagem e em situações de risco social.
A autora já foi distinguida, com dois dos seus contos anteriores, pelo Prémio Juvenil Ferreira de Castro e pelo Prémio Jovens Criadores.
A árvore Generosa
Era uma vez uma árvore… que amava um menino.
E todos os dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas, imaginando ser o rei da floresta.
Subia o seu tronco, balançava-se nos seus ramos, comia as suas maçãs, brincavam às escondidas e quando ficava cansado, dormia à sua sombra. O menino amava aquela árvore… como ninguém.
E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou. O menino cresceu.
E a árvore ficava muitas vezes sozinha.
Um dia o menino veio e a árvore disse-lhe:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos, comer maçãs, brincar à minha sombra e ser feliz.
— Já sou muito crescido para brincar — disse o menino. — Quero comprar coisas e divertir-me. Quero dinheiro. Podes dar-me algum dinheiro?
— Desculpa — disse a árvore. — Eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Leva as minhas maçãs, menino. Vende-as na cidade. Então terás dinheiro e serás feliz.
E assim, o menino subiu o tronco, colheu as maçãs e levou-as.
E a árvore ficou feliz.
Mas o menino ficou longe da árvore durante muito tempo...
E a árvore ficou triste outra vez.Até que um dia o menino regressou e a árvore, estremecendo de alegria, disse:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos e ser feliz.
— Estou muito ocupado para subir a árvores — respondeu o menino. — Eu quero uma casa para viver. Quero uma mulher e filhos. Para isso preciso de uma casa. Podes dar-me uma casa?
— Eu não tenho casa — disse a árvore. — A floresta é o meu abrigo. Mas corta os meus ramos e constrói a tua casa. Então serás feliz.
O menino assim fez.
Cortou os ramos e levou-os para construir uma casa.
E a árvore ficou feliz.
Mas, uma vez mais, o menino separou-se da árvore e quando voltou, a árvore sentiu-se tão feliz que mal conseguia falar.
—Anda, menino —sussurrou ela.— Anda brincar.
—Estou velho e triste demais para brincar —explicou o menino.— Quero um barco que me leve para bem longe daqui. Podes dar-me um barco?
— Corta o meu tronco e faz um barco — disse a árvore. — Assim poderás viajar para longe… E ser feliz.
O menino cortou o tronco, fez um barco e partiu.
E a árvore ficou feliz…
Mas não muito.
Muito tempo depois, o menino voltou novamente.
— Desculpa, menino — disse a árvore. — Nada mais me resta para te dar. As maçãs já se foram.
— Os meus dentes são fracos demais para maçãs — explicou o menino.
— Já não tenho ramos — lamentou a árvore.
— Também já não tenho idade para me balançar em ramos —respondeu o menino.
— Não tenho tronco para subires — continuou a árvore.
— Estou muito cansado para isso —disse o menino.
— Desculpa — suspirou a árvore. — Gostava de ter algo para te oferecer... mas nada me resta. Sou apenas um velho toco. Desculpa...
— Já não preciso de muita coisa —acrescentou o menino. — Só um lugar sossegado onde me possa sentar e descansar. Sinto-me muito cansado.
—Pois bem —respondeu a árvore, endireitando-se o mais possível. — Um velho toco é ótimo para te sentares e descansar. Anda, menino. Senta-te. Senta-te e descansa.
E foi o que o menino fez.
E a árvore ficou feliz.
Shel Silverstein
A Árvore Generosa
Figueira da Foz, Bruaá editora, 2009
E todos os dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas, imaginando ser o rei da floresta.
Subia o seu tronco, balançava-se nos seus ramos, comia as suas maçãs, brincavam às escondidas e quando ficava cansado, dormia à sua sombra. O menino amava aquela árvore… como ninguém.
E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou. O menino cresceu.
E a árvore ficava muitas vezes sozinha.
Um dia o menino veio e a árvore disse-lhe:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos, comer maçãs, brincar à minha sombra e ser feliz.
— Já sou muito crescido para brincar — disse o menino. — Quero comprar coisas e divertir-me. Quero dinheiro. Podes dar-me algum dinheiro?
— Desculpa — disse a árvore. — Eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Leva as minhas maçãs, menino. Vende-as na cidade. Então terás dinheiro e serás feliz.
E assim, o menino subiu o tronco, colheu as maçãs e levou-as.
E a árvore ficou feliz.
Mas o menino ficou longe da árvore durante muito tempo...
E a árvore ficou triste outra vez.Até que um dia o menino regressou e a árvore, estremecendo de alegria, disse:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos e ser feliz.
— Estou muito ocupado para subir a árvores — respondeu o menino. — Eu quero uma casa para viver. Quero uma mulher e filhos. Para isso preciso de uma casa. Podes dar-me uma casa?
— Eu não tenho casa — disse a árvore. — A floresta é o meu abrigo. Mas corta os meus ramos e constrói a tua casa. Então serás feliz.
O menino assim fez.
Cortou os ramos e levou-os para construir uma casa.
E a árvore ficou feliz.
Mas, uma vez mais, o menino separou-se da árvore e quando voltou, a árvore sentiu-se tão feliz que mal conseguia falar.
—Anda, menino —sussurrou ela.— Anda brincar.
—Estou velho e triste demais para brincar —explicou o menino.— Quero um barco que me leve para bem longe daqui. Podes dar-me um barco?
— Corta o meu tronco e faz um barco — disse a árvore. — Assim poderás viajar para longe… E ser feliz.
O menino cortou o tronco, fez um barco e partiu.
E a árvore ficou feliz…
Mas não muito.
Muito tempo depois, o menino voltou novamente.
— Desculpa, menino — disse a árvore. — Nada mais me resta para te dar. As maçãs já se foram.
— Os meus dentes são fracos demais para maçãs — explicou o menino.
— Já não tenho ramos — lamentou a árvore.
— Também já não tenho idade para me balançar em ramos —respondeu o menino.
— Não tenho tronco para subires — continuou a árvore.
— Estou muito cansado para isso —disse o menino.
— Desculpa — suspirou a árvore. — Gostava de ter algo para te oferecer... mas nada me resta. Sou apenas um velho toco. Desculpa...
— Já não preciso de muita coisa —acrescentou o menino. — Só um lugar sossegado onde me possa sentar e descansar. Sinto-me muito cansado.
—Pois bem —respondeu a árvore, endireitando-se o mais possível. — Um velho toco é ótimo para te sentares e descansar. Anda, menino. Senta-te. Senta-te e descansa.
E foi o que o menino fez.
E a árvore ficou feliz.
Shel Silverstein
A Árvore Generosa
Figueira da Foz, Bruaá editora, 2009
ANTERO de QUENTAL
A um poeta
Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,
Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental
Ida ao teatro -O REI MENINO de António Torrado
No dia 16 de março, pelas 11 horas, o 6º G foi assistir à peça “O Rei menino” de António Torrado, no Theatro Circo. Para muitos, foi uma novidade por inteiro, um fascínio entrar naquele espaço deslumbrante, clássico e único, existente na nossa cidade.
Esta ida ao teatro representou enriquecimento cultural e social. O 6ºG foi conduzido para uns camarotes, onde princesas e príncipes, reis e rainhas de outros tempos estiveram para assistir, provavelmente, a uma ópera.
Os alunos apreciaram muito esta ida ao teatro. Quanto à peça a que assistiram, muitas foram as questões levantadas por eles para melhor compreenderem a mensagem que veiculava.
LP, 6ºG
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