"Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça." Eugénio de Andrade
Este álbum de grande qualidade gráfica leva-nos numa viagem às Casas onde viveram alguns dos mais importantes escritores portugueses. Ao abrir este livro podemos participar um pouco no quotidiano de trabalho ou de lazer de autores como Eça de Queirós, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, Guerra Junqueiro, etc.
O Homem da Nuvem Escura de Inês Vinagre
Inês Vinagre é a autora do mais recente fenómeno da literatura infantil em Portugal,
Nasceu em Lisboa em 1983 e possui uma licenciatura em Ensino Básico - 1º Ciclo e uma especialização em Associativismo e Animação Socio-Cultural, pela Universidade do Minho.
Nos últimos anos, a sua prática docente tem incidido, de modo particular, no trabalho de apoio educativo e de combate ao insucesso escolar junto de alunos de Língua Portuguesa Não Materna e de crianças com dificuldades de aprendizagem e em situações de risco social.
A autora já foi distinguida, com dois dos seus contos anteriores, pelo Prémio Juvenil Ferreira de Castro e pelo Prémio Jovens Criadores.
A árvore Generosa
Era uma vez uma árvore… que amava um menino.
E todos os dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas, imaginando ser o rei da floresta.
Subia o seu tronco, balançava-se nos seus ramos, comia as suas maçãs, brincavam às escondidas e quando ficava cansado, dormia à sua sombra. O menino amava aquela árvore… como ninguém.
E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou. O menino cresceu.
E a árvore ficava muitas vezes sozinha.
Um dia o menino veio e a árvore disse-lhe:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos, comer maçãs, brincar à minha sombra e ser feliz.
— Já sou muito crescido para brincar — disse o menino. — Quero comprar coisas e divertir-me. Quero dinheiro. Podes dar-me algum dinheiro?
— Desculpa — disse a árvore. — Eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Leva as minhas maçãs, menino. Vende-as na cidade. Então terás dinheiro e serás feliz.
E assim, o menino subiu o tronco, colheu as maçãs e levou-as.
E a árvore ficou feliz.
Mas o menino ficou longe da árvore durante muito tempo...
E a árvore ficou triste outra vez.Até que um dia o menino regressou e a árvore, estremecendo de alegria, disse:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos e ser feliz.
— Estou muito ocupado para subir a árvores — respondeu o menino. — Eu quero uma casa para viver. Quero uma mulher e filhos. Para isso preciso de uma casa. Podes dar-me uma casa?
— Eu não tenho casa — disse a árvore. — A floresta é o meu abrigo. Mas corta os meus ramos e constrói a tua casa. Então serás feliz.
O menino assim fez.
Cortou os ramos e levou-os para construir uma casa.
E a árvore ficou feliz.
Mas, uma vez mais, o menino separou-se da árvore e quando voltou, a árvore sentiu-se tão feliz que mal conseguia falar.
—Anda, menino —sussurrou ela.— Anda brincar.
—Estou velho e triste demais para brincar —explicou o menino.— Quero um barco que me leve para bem longe daqui. Podes dar-me um barco?
— Corta o meu tronco e faz um barco — disse a árvore. — Assim poderás viajar para longe… E ser feliz.
O menino cortou o tronco, fez um barco e partiu.
E a árvore ficou feliz…
Mas não muito.
Muito tempo depois, o menino voltou novamente.
— Desculpa, menino — disse a árvore. — Nada mais me resta para te dar. As maçãs já se foram.
— Os meus dentes são fracos demais para maçãs — explicou o menino.
— Já não tenho ramos — lamentou a árvore.
— Também já não tenho idade para me balançar em ramos —respondeu o menino.
— Não tenho tronco para subires — continuou a árvore.
— Estou muito cansado para isso —disse o menino.
— Desculpa — suspirou a árvore. — Gostava de ter algo para te oferecer... mas nada me resta. Sou apenas um velho toco. Desculpa...
— Já não preciso de muita coisa —acrescentou o menino. — Só um lugar sossegado onde me possa sentar e descansar. Sinto-me muito cansado.
—Pois bem —respondeu a árvore, endireitando-se o mais possível. — Um velho toco é ótimo para te sentares e descansar. Anda, menino. Senta-te. Senta-te e descansa.
E foi o que o menino fez.
E a árvore ficou feliz.
Shel Silverstein
A Árvore Generosa
Figueira da Foz, Bruaá editora, 2009
E todos os dias o menino vinha, juntava as suas folhas e com elas fazia coroas, imaginando ser o rei da floresta.
Subia o seu tronco, balançava-se nos seus ramos, comia as suas maçãs, brincavam às escondidas e quando ficava cansado, dormia à sua sombra. O menino amava aquela árvore… como ninguém.
E a árvore era feliz.
Mas o tempo passou. O menino cresceu.
E a árvore ficava muitas vezes sozinha.
Um dia o menino veio e a árvore disse-lhe:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos, comer maçãs, brincar à minha sombra e ser feliz.
— Já sou muito crescido para brincar — disse o menino. — Quero comprar coisas e divertir-me. Quero dinheiro. Podes dar-me algum dinheiro?
— Desculpa — disse a árvore. — Eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e maçãs. Leva as minhas maçãs, menino. Vende-as na cidade. Então terás dinheiro e serás feliz.
E assim, o menino subiu o tronco, colheu as maçãs e levou-as.
E a árvore ficou feliz.
Mas o menino ficou longe da árvore durante muito tempo...
E a árvore ficou triste outra vez.Até que um dia o menino regressou e a árvore, estremecendo de alegria, disse:
— Anda, menino. Anda subir o meu tronco, balançar-te nos meus ramos e ser feliz.
— Estou muito ocupado para subir a árvores — respondeu o menino. — Eu quero uma casa para viver. Quero uma mulher e filhos. Para isso preciso de uma casa. Podes dar-me uma casa?
— Eu não tenho casa — disse a árvore. — A floresta é o meu abrigo. Mas corta os meus ramos e constrói a tua casa. Então serás feliz.
O menino assim fez.
Cortou os ramos e levou-os para construir uma casa.
E a árvore ficou feliz.
Mas, uma vez mais, o menino separou-se da árvore e quando voltou, a árvore sentiu-se tão feliz que mal conseguia falar.
—Anda, menino —sussurrou ela.— Anda brincar.
—Estou velho e triste demais para brincar —explicou o menino.— Quero um barco que me leve para bem longe daqui. Podes dar-me um barco?
— Corta o meu tronco e faz um barco — disse a árvore. — Assim poderás viajar para longe… E ser feliz.
O menino cortou o tronco, fez um barco e partiu.
E a árvore ficou feliz…
Mas não muito.
Muito tempo depois, o menino voltou novamente.
— Desculpa, menino — disse a árvore. — Nada mais me resta para te dar. As maçãs já se foram.
— Os meus dentes são fracos demais para maçãs — explicou o menino.
— Já não tenho ramos — lamentou a árvore.
— Também já não tenho idade para me balançar em ramos —respondeu o menino.
— Não tenho tronco para subires — continuou a árvore.
— Estou muito cansado para isso —disse o menino.
— Desculpa — suspirou a árvore. — Gostava de ter algo para te oferecer... mas nada me resta. Sou apenas um velho toco. Desculpa...
— Já não preciso de muita coisa —acrescentou o menino. — Só um lugar sossegado onde me possa sentar e descansar. Sinto-me muito cansado.
—Pois bem —respondeu a árvore, endireitando-se o mais possível. — Um velho toco é ótimo para te sentares e descansar. Anda, menino. Senta-te. Senta-te e descansa.
E foi o que o menino fez.
E a árvore ficou feliz.
Shel Silverstein
A Árvore Generosa
Figueira da Foz, Bruaá editora, 2009
ANTERO de QUENTAL
A um poeta
Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,
Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental
Ida ao teatro -O REI MENINO de António Torrado
No dia 16 de março, pelas 11 horas, o 6º G foi assistir à peça “O Rei menino” de António Torrado, no Theatro Circo. Para muitos, foi uma novidade por inteiro, um fascínio entrar naquele espaço deslumbrante, clássico e único, existente na nossa cidade.
Esta ida ao teatro representou enriquecimento cultural e social. O 6ºG foi conduzido para uns camarotes, onde princesas e príncipes, reis e rainhas de outros tempos estiveram para assistir, provavelmente, a uma ópera.
Os alunos apreciaram muito esta ida ao teatro. Quanto à peça a que assistiram, muitas foram as questões levantadas por eles para melhor compreenderem a mensagem que veiculava.
LP, 6ºG
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